Em 1979, Oscar Drai sumiu por uma semana.
Essa a história por trás do seu desaparecimento.
A sinopse feita por mim é bem misteriosa e vaga, mas é porque Marina é aquele tipo de livro que é muito melhor se você souber o mínimo possível sobre ele. Peguei o livro sabendo não muito além disso e da primeira frase “Marina me disse um dia que a gente só se lembra do que nunca aconteceu” e tive uma surpresa agradabilíssima.
Eis o que eu posso dizer para vocês sobre a história:
1) A Marina do título tem muito a ver com o desaparecimento de Oscar, embora não seja o que vocês pensam a princípio;
2) O livro tem uma história completamente inesperada e um desenvolvimento incrível;
3) Ele é um mistério e uma aventura
4) A história se passa em Barcelona.
Eu virei fã do Zafón lendo só um livro dele. É incrível a capacidade que ele tem de sugar o leitor para a narrativa e nos fazer querer saber o que está acontecendo, nos impelindo sempre para frente. A história que ele conta em Marina é muito bem amarrada e beira o fantástico, sem ter aquela vibe de fantasia urbana. É uma história feita para jovens, como o próprio autor diz, e tem os melhores elementos possíveis da literatura juvenil. Não subestima o leitor, mas também não deixa o passo da história cair para dar margem a grandes reflexões filosóficas. Embora tenha um tema de reflexão interessantíssimo, o mistério que é desvendado durante a história é desenvolvido de forma muito envolvente.
Para vocês terem uma noção, lá pelo meio da história eu tive o mesmo sentimento que tive enquanto lia Os Homens que Não amavam as mulheres. Conforme o mistério foi sendo desvendado, eu exclamava “É isso! Nossa! Que incrível!”, porque a história é toda muito bem amarrada. Além disso, os personagens são todos plausíveis e muito bem construídos, apesar das poucas páginas do livro.
Sobre a construção, não posso deixar de falar de como o Zafón usa as palavras. É incrível! Ele faz várias metáforas e colocações que fazem você se sentir nos cenários, fazem você sentir as sensações que os personagens estão vivenciando. Ele prova, em quase 200 páginas, que tem um dom com as palavras que eu mesma queria ter. Acho que, talvez, por ser espanhol, a poesia do negócio seja mais próxima da nossa. Vocês conhecem a minha teoria de que cada língua tem a sua “utilidade”. Pois é, começo a formular que o espanhol é para ficar bêbado e para narrativas sombrias.
Outra coisa que eu adorei é a forma como Oscar vê Marina. Eles são adolescentes, os dois, e parece ser um padrão nos livros com narradores masculinos que eu leio o fato deles acharem as meninas muito mais fortes do que eles. Mais corajosas, mais maduras, mas inteligentes. Elas os impulsionam para a ação e estão lá, ao lado deles, apoiando. Eles se apoiam mutuamente. E eu me sinto meio incomodada quando comparo esse tipo de relacionamento com o que existe em alguns livros Young Adult por aí, em que a menina é completamente dependente do menino ou o menino completamente dependente da menina. Eu sei que acontece, mas não é saudável. Eu vibro todas as vezes que vejo um romance se desenvolver de forma mais próxima do real e ter um vislumbre da parte masculina da história sempre me deixa fascinada.
Por fim, devo dizer que não leia esse livro esperando algo real.A primeira frase do livro diz exatamente a essência dele, porque toda a história que ele conta beira o surreal, como se fosse impossível de acontecer. No final, fiquei com aquela dúvida de “Aconteceu ou não aconteceu? O quanto do que foi contado aqui é real, o quanto é imaginação, o quanto foi inventado? O quanto do que a gente se lembra é real ou fantasiado para ficar exagarado por nós?”. E essa é só uma das reflexões do livro.
Para descobrir as outras, só lendo!
Classificação geral: Cinco mãos de madeira (ainda se movendo um pouquinho)
PS: Eu adorei essa capa. Mamãe adorou essa capa. Minha tia adorou essa capa. ESSA CAPA É LINDA. Mas, ei, por que a menina parece ser tão mais nova do que os 16 anos que Marina tem?
BEM…
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Ana Death Duarte
18 de dezembro de 2011
Esse livro é perfeito! Já expressei meu amor por ele na minha resenha lá no icultgen, e vc fez o ms aqui! S2
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Isadora Iwahashi
18 de dezembro de 2011
Eu nunca me interessei por esse livro porque a sinopse não revela quase nada e a capa é meio feia… Tá, blábláblá como eu sou superficial e julgo o livro pela capa bláblá, mas com a resenha eu até vou dar uma chance pro livro, mas ele não está no topo de prioridade de leituras, mas se eu ganhar, tipo assim do blog, eu leio com muito prazer *puts que cara de pau*
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Lana Carolinne
18 de dezembro de 2011
Eu já tinha reparado nesse livro por causa da sua capa que é verdadeiramente linda! Mas nunca tinha imaginado que a Marina tinha dezesseis anos, na capa parece que ela tem tipo, uns dez, hehehe, gostei muito da frase que você colocou “Marina me disse um dia que a gente só se lembra do que nunca aconteceu” *-*precisa falar algo mais?!Amei a resenha, e agora esse livro vai para a minha lista interminável de livros que sempre aumenta quando acesso o NUPE (sério, eu entro em depressão quando vejo que quão grande ela é,kkk brincadeira)
Bjs
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Debyh
18 de dezembro de 2011
Eu realmente gosto deste autor ^^
Minha irmã comprou assim que ela terminar irei ler *-*
bj
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Daniela Tiemi
18 de dezembro de 2011
Záfon é um mestre das palavras. Nem precisa de mtas para contar uma boa história. Só em 190 páginas ele desenvolve um enredo incrível e surpreendente!
A propósito, adorei a classificação! “Classificação geral: Cinco mãos de madeira (ainda se movendo um pouquinho)” -> Concordo!!
Bjo.
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Raissa Lopes
19 de dezembro de 2011
Entrou na minha lista (kilométrica) de futuras aquisições xD
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Karla Baltar
19 de dezembro de 2011
Nunca tinha me interessado realmente por esse livro. Provavelmente porque eu não sabia do que se tratava. E eu adoro esse tipo de livro que fica “aconteceu mesmo, ou é só imaginação?”. Deve ser bem legal mesmo.
E a capa é MARAVILHOSA *–*
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Débora
19 de dezembro de 2011
Sempre vejo esse livro na livraria e justifico não ter comprado até agora porque odeio não saber nada sobre um livro (é o caso de pequena abelha também). Mas, depois de ler A Sombra do Vento, um dos meus livros favoritos, acho que eu deveria ter mais fé no Zafón. Então, depois dessa resenha, acho que é mais a falta de dinheiro que me impede mesmo…
E CONCORDO COMPLETAMENTE COM ESSA TEORIA DOS IDIOMAS. ADORO LER EM VÁRIOS IDIOMAS PARA CAPTURAR A ESSÊNCIA DE CADA UM <3
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Mônica
19 de dezembro de 2011
Quero muito muito ler (e o preço tá até digno, pelo q vi por aí)! Mas não vou comprar livro por um tempinho, então ele vai esperar hehe
Do autor só li o A Sombra do Vento, mas gostei de um jeito que nem sei falar o quanto; torci, passei raiva, medo, suspense e mais um tanto de coisa. É o tipo de livro que dá pra ver claramente, um filme passando na cabeça mesmo,e pelo que vc falou Marina tb é assim, né.
Cada vez mais tô gostando de não saber sobre os livros (quando eles surpreendem de um jeito bom, né, pq ñ saber nada sobre e o negócio ser uma porcaria não tem graça nenhuma)
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Mônica
19 de dezembro de 2011
Quero muito muito ler (e o preço tá até digno, pelo q vi por aí)! Mas não vou comprar livro por um tempinho, então ele vai esperar hehe
Do autor só li o A Sombra do Vento, mas gostei de um jeito que nem sei falar o quanto; torci, passei raiva, medo, suspense e mais um tanto de coisa. É o tipo de livro que dá pra ver claramente, um filme passando na cabeça mesmo,e pelo que vc falou Marina tb é assim, né.
Tb adoro as capas dos livros dele! Parece que se a gente ficar olhando por muito tempo vai aparecer alguma coisa diferente, esse ar fantasmagórico.
E ah, gosto de não saber muito sobre os livros (quando eles surpreendem de um jeito bom, né, pq ñ saber nada sobre e o negócio ser uma porcaria não tem graça nenhuma), então achei a resenha ótima, só deu o gostinho rsrs
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marjorie
19 de dezembro de 2011
nunca tinha ouvido falar desse livro, mas parece ser legal so q n aquela leitura de “quero ler agora” um dia eu leio.
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Igor de Sousa
20 de dezembro de 2011
Ooh, eu sempre fico um pouco receoso com histórias que não sei muita coisa, principalmente com filmes, que eu odeeio começar um e não terminar, imagina deixar ele lá, sem ninguém, mofando na estante D: Mas bom que tive sorte e nada disso aconteceu até hoje, e acho que com Marina também não iria…
E achei a capa linda! E se passa na Espanha! Não gosto muito do espanhol, mas sempre gostei da Espanha, até tenho uma história que deve acontecer em Madri, está um pouco parada, mas estou consertando as coisas com minha co-autora xD
Pelo que fala, o Zafón deve ser mesmo um abençoado, acho incrível essas pessoas que conseguem escrever tão… assim KOSAPKSAPO E sim, eu lembro da sua teoria, mas até agora só vi o do francês e nesse post, o espanhol, você devia fazer outro pra comentar de outras línguas, fico curioso xD
Aah, fiquei com muita vontade de comprar, acho que vou dar de presente pra uma amiga, aniversário dela tá perto e queria dar um livro xD Ela também vai me dar um, mas não sei se é de Natal… ENFIM AKOPSAKPOASKSA
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Bell disse:
dezembro 20th, 2011
Igor, sobre a teoria das línguas, fique por perto que você vai descobrindo-as aos poucos, ahahah
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Igor de Sousa disse:
dezembro 20th, 2011
Argh, ali era livros e não filmes, tô brisado :B KSAOPKSAPOSA
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Fefa Rodrigues
20 de dezembro de 2011
EU me apaixonei por Zafon desde que li A Sombra do Vento… tenho certeza de que vou comprar qq coisa que ele escrever e que publicarem em português!!
Simplesmente adorei o estilo dele!!!
Perfeito!!
Abraços
Fefa
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Luiza
22 de dezembro de 2011
A capa é bonita mesmo, eu só mudaria a fonte, mas isso não faz difereça haha. Eu nunca tinha ouvido falar nesse livro, pelo que vocês falaram na resenha parece ser bem legal
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Fellipe
22 de dezembro de 2011
A capa desse livro é realmente bonita, mas não me chamou atenção, a sinopse também não me prendeu e antes de ler a sua resenha não estava com a minima vontade de ler esse livro,apesar da pessoa da capa ser bem novinha não imaginava que o livro fosse YA, fiquei com vontade de lê-lo agora, ainda mais sabendo que o autor escreve tão bem e que os personagens são tão bem construídos e reais, com certeza o livro deve ser muito bom!
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Laura A.
22 de dezembro de 2011
Eu ainda preciso ler alguma coisa do Zafón, eu to pra fazer isso desde A Sombra do Vento, mas sempre aparece alguma coisa pra atrapalhar meus planos. De repente eu dou mais sorte dessa vez e consigo ler o livro.
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Maria Raquel F. Silva
23 de dezembro de 2011
Nem gostei da capa, mas a sua resenha me animou em ler o livro. Pensei que fosse algo totalmente diferente, do tipo Travessuras da Menina Má, mas vejo que não chega nem perto
E concordo plenamente com a sua teoria das línguas. Parece que cada uma é diferente da outra no jeito de contar a história.
Vide Federico Moccia com sua poesia/textos quase que feitos para teatro magicamente transformados em prosa…
Darei uma chance agora, com certeza
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Taissa Reis
28 de dezembro de 2011
Pela capa eu NUNCA ia imaginar que o livro tinha essa temática.
Eu cismei que esse cara foi quem escreveu “Travessuras da Menina Má”, que é do Mario Vargas Llosa e que eu achei bem sacal, aí minha mente criou um bloqueio pra “Marina” xD Coisas de gente insana, acontece xD
Agora eu quero ler. DROGA xD
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Paulo Vaughan
1 de janeiro de 2012
Conheci o Zafón ano passado através de uma amiga minha da escola porque ela vivia dizendo que ‘A sombra do vento’ e ‘Jogo do Anjo’ eram perfeitos e tal. Como não ~era~ meu ‘tipo de livro’, acabei nem procurando e tal. Só fui procurar saber mais quando a Suma anunciou o lançamento de Marina. E meus gostos literários mudaram muito de lá para cá e quero MUITO esse livro, parece ser lindo *O*
- Paulo
ConversaCult
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