
Bem gente, vocês já sabem o esquema. Mais cedo saiu o post da Giu sobre Tradução e Revisão, e agora é a parte das perguntas! ENJOY
(sim, vou acabar dando pitacos aqui ou ali)
- Regiane Winarski já traduziu Dezesseis Luas, Swoon e Insaciável, entre vários outros títulos. É formada em PE, mas nunca atuou na área.
- A Gui Liaga está fazendo um curso sobre o mercado literário e é agente literária e jornalista, além de fazer uns bicos como revisora por aí.
- A Iris Figueiredo é autora de Dividindo Mel e dona do Literalmente Falando.
HEY, HO, LET’S GO!
Quantas vezes um livro é revisado, antes de ser publicado? (Amanda, Thaís, bilhões de outras pessoas)
Regiane: Acreditem se quiser, tem editora que nem faz revisão. Conheço pelo menos uma assim. Mas isso não é a regra. Em geral, pra livros traduzidos (que é o universo que eu conheço), são feitos um copidesque e duas ou três revisões.
Gui: Depende da editora, mas o usual é que tenha três revisões durante o processo de produção e com revisores diferentes, além da última lida do editor.
Por que mesmo depois de ser revisado, alguns livros vem com erros de digitação? (Amanda)
Regiane: Porque as pessoas que trabalham na revisão são humanas… Na verdade, quem revisa não é quem digita. Às vezes o tradutor erra, o revisor conserta, mas pode errar outra coisa, o digitador pode não entender direito ou não perceber uma emenda, e assim vai. Não é o que deveria acontecer, mas acontece. Por exemplo, no caso de trabalho meu como tradutora, já peguei erros no livro pronto que surgiram no processo de revisão, ou seja, depois que eu traduzi e entreguei pra editora. A gente precisa entender que essas coisas acontecem e que, de um modo geral, quem trabalha no livro procura fazer o melhor possível. E que, como em qualquer profissão, existem profissionais melhores e piores.
Gui: Primeiro porque ninguém é perfeito, erros acontecem. Segundo pela falta de atenção dos revisores e, principalmente, pelo editor responsável por aquele projeto. Uma editora sempre tem mais de um livro em produção ao mesmo tempo e isso pode atrapalhar, ainda mais se o prazo de tempo para a publicação é curto e fazem na correria. Contudo, erros grotescos de conjugação e regência verbal não devem ser ignorados e tiram o status de profissionalismo da editora responsável.
Iris: Porque é um humano que revisa e todo ser humano está passível de erros. Você acaba “acostumando” com o texto de tanto que vê e ele passa batido. É bem comum encontrar diversos erros numa primeira edição que passaram sem querer pelo revisor e copidesque.
Como o tradutor faz pra traduzir um livro? Quanto tempo leva? No caso de um livro de fantasia que tenha termos próprios, como ele lida com isso? Quem decide a tradução desses termos é o editor ou o tradutor ou os dois? (Amanda, Thaís)
Regiane: Eu costumo ir lendo conforme vou traduzindo. Pra mim, isso faz com que o trabalho fique mais interessante, pois vou descobrindo o livro à medida que traduzo. Mas tem livros que não funcionam assim. No caso de White Cat, por exemplo, que tem uma terminologia toda sua e que deu um certo trabalho pra escolher, acabou sendo mais fácil ler o livro inteiro, debater com a editora e com duas amigas os termos que escolhi e depois sentar pra traduzir. (Mas o livro é tão bom que até a segunda e a terceira leitura, pra traduzir e depois pra revisar, foram tão boas quanto a primeira.) Em geral, a tradução dos termos de livros de fantasia é assim, o tradutor escolhe mas o editor ou o copidesque podem mudar. Eu, como sou perfeccionista e gosto de caprichar na tradução quando o livro tem uns termos bem específicos, costumo mandar uma cartinha junto com a tradução concluída pra explicar como fiz o processo todo e justificar minhas escolhas, pra ver se convenço o editor a manter o que decidi. Quanto ao tempo pra traduzir um livro, obviamente isso depende do tamanho do original, mas eu trabalho com uma cota diária (que eu decidi, pra manter meu ritmo) de dez páginas do original por dia, o que deixa o trabalho relativamente folgado quanto ao prazo da editora, me permite ter alguns dias de imprevistos e me dá tempo no final pra ficar uns dias afastada do livro antes de reler pra revisar. Pra mim, passar uns dias longe dele é fundamental pra eu reler com a cabeça fresca e detectar melhor os erros.
Como é escolhido a tradução de um título de um livro estrangeiro? (Margô Costa, Thaís)
Regiane: O tradutor dá palpite, mas quem escolhe é o editor, tendo em vista o apelo de mercado e se o título original é viável em português. Tenho certeza de que todo mundo prefere manter o mais próximo do original possível, mas nem sempre um determinado título funciona na nossa língua.
Quantas pessoas geralmente estão envolvidas no processo de revisão? (Thais)
Regiane: Um copidesque e dois ou três revisores, em geral.
Gui: Três revisores diferentes, além do editor chefe.
Iris: Geralmente são duas pessoas.
Sempre quis saber como são escolhidos os tradutores, e se existe algum tipo de especialização entre eles. Existem tradutores que só traduzem um gênero específico, como fantasia? (Larissa Cavalcante)
Regiane: Para todas as editoras que trabalho/trabalhei, fiz um teste de tradução, geralmente o primeiro capítulo de um livro que a editora tem para ser traduzido. Alguns tradutores acabam trabalhando sempre com um mesmo gênero, mas costumamos fazer de tudo um pouco, principalmente quando a grana aperta. Eu faço infanto-juvenil (YA), mas às vezes faço autoajuda e livros da área de saúde (mas não técnicos), e já traduzi romances. (No caso de tradutor técnico, costuma sim haver uma especialização por conta da terminologia técnica, bem mais específica do que no caso do tradutor de ficção.)
Gui: Tem empresa que possui tradutores já contratados, existem os que fazem como serviço de freelancer e alguns autores estrangeiros já possuem conhecidos no país e os indicam para que traduzam as suas obras. Tudo depende de que livro e editora estamos falando.
Eu gostaria de saber se os autores tem sempre alguém que os ajuda a separar o livro em capítulos e escolher o título. Quem é que faz a sinopse? O autor ou outra pessoa? (Lana Miranda)
Gui: Bom, se o autor quiser mostrar para alguém seu texto e pedir ajuda, acredito que qualquer um pode auxiliá-lo na montagem do livro. Os agentes literários fazem isso quando contratados e o próprio editor quando seleciona um título para publicar em sua empresa o monta da forma como é o padrão da sua empresa. Sinopse, diagramação, produção, tudo isso é trabalho da equipe editorial.
Iris: Geralmente o autor que divide os capítulos – e ele resolve ou não escolher um título para o capítulo. O editor pode cortar ou pedir para que o autor adicione um capítulo, sugerir mudanças no título dos capítulos, etc. A sinopse pode ser feita pelo autor e enviada para a editora ou criada por alguém dentro da editora.
Um tradutor pode usar de seu ‘poder’ para mudar completamente o sentido de uma frase? Li uma vez que um tradutor havia mudado completamente a frase, e então essa é a minha dúvida, se ele pode realmente mudar livremente o que ele quer ou tem alguma regra obrigatória a seguir? (Camila Leite)
Regiane: Não, um tradutor não pode mudar sentido de frase. Se isso aconteceu, é possível que o tradutor não tenha entendido o texto original. O bom tradutor procura preservar o texto como é e manter a voz do autor, mas faz as adaptações necessárias para que o texto fique adequado à língua para a qual está traduzindo. A “liberdade” do tradutor é limitada. Mas, dependendo de como uma frase ou parágrafo é escrito, nós podemos mudar a ordem para deixar mais natural ao português.
Gui: Existe bom-senso. Tem casos judiciais onde tradutores são processados por terem alterado o teor de uma obra. Se o autor descobrir e não gostar, isso dá muita dor de cabeça. Mas algumas palavras ou expressões em outras línguas não existem na nossa, aí vai do tradutor conseguir a melhor tradução para que não fique sem sentido o texto.
Dayse: MORAL DA HISTÓRIA, um tradutor tem o poder de mudar o sentido de um texto, mas não DEVE fazê-lo. De um jeito ou de outro, tradução acaba sendo uma coisa pessoal, por mais profissional que a pessoa seja, porque tudo vai depender da familiaridade que a pessoa tem com o livro, o contexto em que a história do livro está inserida, a língua original do livro e a língua da tradução (no nosso caso, o português). Então não é só colocar o texto no Google Translator. Um tradutor tem que ralar e ler e estudar MUITO.
Qual é exatamente a função de uma pessoa que faz “preparação de originais”?
Gui: Analisa o texto para saber se ele faz sentido, se não existe palavras repetidas ou ‘comidas’, para ver se os parágrafos estão coretos e a pontuação também. Ele arruma todo o texto para que a sua produção possa ser iniciada.
Qual a diferença de um revisor para um copidesque? (Ju)
Regiane: O copidesque avalia a transposição entre a língua original e a da tradução. É ele que vai procurar possíveis erros de tradução ao comparar os dois textos. A pessoa que faz o copidesque precisa necessariamente saber a língua original. O revisor avalia gramática, ortografia, pontuação, erros de espaçamento, parágrafo, entrelinha, mas também acaba pegando pequenos problemas de texto, coerência, sentido de frase. São trabalhos distintos que se sobrepõem, porque quem está acostumado a ler o livro para avaliar, acaba observando tudo.
Iris: O revisor preocupa-se apenas com erros de português. O copidesque preocupa-se com o texto num geral: desde termos que não foram traduzidos, por exemplo, nomes trocados, furos na história, estrutura das frases, etc.
Algum escritor já teve que mudar o título do seu livro porque a editora não gostou? (Joelma)
Gui: Com certeza, vários já passaram por isso. O autor nem sempre é um conhecedor do mercado editorial, cabe a editora auxiliá-lo para que o seu livro tenha o título, a capa e o enredo mais vendável e receptivo pelo leitor possível.
Iris: Sim. O editor tem liberdade de sugerir um novo título que seja mais adequado a um livro ou que seja mais “apelativo” para o público.
Dayse: De todos os autores que eu acompanho, a grande maioria (e só não falo todos pra não generalizar demais) afirmam que o titulo da primeira versão do livro acaba mudando na hora das revisões, e eles são muito gratos por isso.
É ISSO GENTE! Semana que vem: Projeto Gráfico e Impressão!























ツ Ana Death Duarte ツ
12 de dezembro de 2011
“Acreditem se quiser, tem editora que nem faz revisão. Conheço pelo menos uma assim.” – Sim, Rê, sad but true, neh?
=/
“Porque as pessoas que trabalham na revisão são humanas… Na verdade, quem revisa não é quem digita. Às vezes o tradutor erra, o revisor conserta, mas pode errar outra coisa, o digitador pode não entender direito ou não perceber uma emenda, e assim vai. Não é o que deveria acontecer, mas acontece. Por exemplo, no caso de trabalho meu como tradutora, já peguei erros no livro pronto que surgiram no processo de revisão, ou seja, depois que eu traduzi e entreguei pra editora. A gente precisa entender que essas coisas acontecem e que, de um modo geral, quem trabalha no livro procura fazer o melhor possível. E que, como em qualquer profissão, existem profissionais melhores e piores.”- PERFEITO!!! S2
Ah, tudo esta ótimo, muito bem explicado. *palmas*
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 12th, 2011
Pois é, Ana, você também sabe bem como a banda toca. Como o caminho é longo, muita coisa pode acontecer, mas profissionais como nós (e nisso incluo todos que estão participando dessas postagens especiais do NUPE) procuramos sempre fazer o melhor e temos o maior orgulho do resultado final do nosso trabalho. Livros são muito amor!!!
[Responder]
Lizzie
12 de dezembro de 2011
Entrevista muito interessante! Realmente adorei saber como essa parte da construção de um livro é feita. Eu estou me formando agora e gostaria muito de trabalhar nesse ramo de produção editorial e tradução. Parece desgastante, mas continuo querendo um emprego desses.
Beijos!
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 12th, 2011
Lizzie, o que desgasta mais é que, quando a gente faz o que gosta, acaba sendo mais perfeccionista e mais cricri pra fazer tudo certinho e lindinho. Mas, por outro lado, também trabalha com muito mais prazer. Eu tive outra profissão antes de ser tradutora e posso dizer que, apesar de gostar do que eu fazia, nunca fui tão feliz e realizada profissionalmente quanto agora. =)
[Responder]
Patricia Teixeira
12 de dezembro de 2011
Parabéns pelas respostas esclarecedoras!
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 12th, 2011
Obrigada, Patricia!
[Responder]
Renato Augusto Ritto (@renato_rar)
12 de dezembro de 2011
NOOSSSA, cada vez mais amo essa série de posts e esse blog, sério. Que post demais, é a área que eu quero seguir e me tirou muitas dúvidas (até a Regiane Winarski no twitter me tirou mais algumas dúvidas que ainda assim ficaram) e eu só posso dizer OBRIGADO pro NUPE.
Muuito legal, além de conhecer mais um pouco do processo editorial, ver mais de perto aonde eu estou querendo “me meter” (hahaahahahha xD). Mas acho que agora tenho certeza de que é isso mesmo que eu quero pra minha vida *que frase piegas hahahaha*
MUUUITO obrigado e parabéns pra Regiane e pra todo mundo que colaborou com o post!! Valeu mesmo.
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 12th, 2011
Aiiii, Renato, é tão bom ver gente jovem curtindo o trabalho que eu amo! Você agora só precisa se descabelar um pouco pra decidir o que fazer na vida, mas te digo por experiência própria, as decisões não precisam ser definitivas. Vou contar um segredinho: fiz Engenharia Química um tempinho antes de ir pra Produção Editorial. =) Ainda assim, torço pra você encontrar seu caminho logo!
[Responder]
Renato Augusto Ritto (@renato_rar) disse:
dezembro 12th, 2011
AAAH, obrigado Regiane, seus conselhos são OS MELHORES!! hahahahaha
Você é muito fofaa =D
bjo.
[Responder]
Iris disse:
dezembro 12th, 2011
Eu sou defensora de Produção Editorial. Acho puro amor
hahaha
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 13th, 2011
Iris, eu falei isso pro Renato no twitter, que se a dúvida persistisse era pra ele fazer PE e depois procurar cursos de tradução. =)
E sabe que também sofri dessa dúvida cruel durante anos? Não sabia se queria ir pra editora ou ser tradutora. A vida me levou por outro caminho, e agora aqui estou eu, mais feliz do que nunca!
[Responder]
Maria Raquel disse:
dezembro 13th, 2011
Nossa verdade, a gente tem que quebrar a cabeça e romper com um pequeno preconceitozinho aqui e ali pra enxergar essa área como possível mercado de trabalho.
Mas no fim acho que o que mais importa é saber que você está fazendo o que te deixa feliz. Isso não só nessa área, mas em qualquer profissão
[Responder]
Vanessa
12 de dezembro de 2011
“Você acaba “acostumando” com o texto de tanto que vê e ele passa batido.” É verdade! Quando eu escrevia fanfics (:D) eu sempre revisava e encontrava uns errinhos. Aí passava um tempo e eu resolvia ler ela de novo e encontrava mais erros que eu não conseguia acreditar que tivessem passando despercebidos.
Sempre pensei que as sinopses fossem obrigatoriamente escritas pelo autor…
Meu Deus, ser editor/revisor/tradutor é complicado! Mas com certeza deve dar uma alegria enorme ver o livro prontinho e todo bonito no final!
Tô ansiosa para ler sobre o projeto gráfico e impressão! (:
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 12th, 2011
Vanessa, isso que a Iris escreveu foi perfeito mesmo. É por isso que eu disse que preciso me afastar um pouco do livro traduzido (ainda que por 2 ou 3 dias) antes de começar a revisar. Sempre me ajuda a ver o texto com olhar descansado e renovado.
[Responder]
Lariel
12 de dezembro de 2011
Queria deixar registrado minha admiração por vc, Regiane! Beijos
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 13th, 2011
Obrigada, Lariel!
[Responder]
Nicole
12 de dezembro de 2011
Nossa, adorei o post de vocês. Quero muito seguir esse tipo de carreira e é super legal ver como são as coisas do lado “de dentro”
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 13th, 2011
Oba, mais uma, mais uma! Você vai amar, Nicole!
[Responder]
Thais
13 de dezembro de 2011
Regiane, o melhor da sua tradução, alem da fidelidade ao texto, e a sua escrita, muito bom te ler.
Aprecio muito quem sabe escrever!!
Beijos.
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 13th, 2011
Obrigada, Thais! É muito bom saber que os leitores apreciam o trabalho de quem está por trás dos livros.
[Responder]
Maria Raquel
13 de dezembro de 2011
Agora resta a pergunta:
Depois de tanto reler um livro, será que dá vontade de sequer passar pela frente de uma livraria?????
kkkkk
Regiane, você rule!!! hahaha
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 13th, 2011
Maria Raquel, eu pelo menos amo ainda mais as livrarias, hahaha! Mas tenho que admitir que acabei ficando meio cricri com minhas leituras e, se o texto está muito mal-escrito, eu não tenho muita paciência pra ir até o fim. Ossos do ofício, né.
Obrigada!
[Responder]
Giu Alonso
13 de dezembro de 2011
A Regiane é uma querida (e uma ótima tradutora!). Não é à toa que a “sequestrei” quando mudei de editora!!! hehehehe
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 13th, 2011
E foi um “sequestro” muito bem vindo! Só tenho que agradecer o quanto você acreditou em mim e as oportunidades que me deu, Giu, sua linda! Você é do time das que querem tornar o mundo dos livros ainda melhor, e por isso te admiro tanto. (E agora virei sua companheira de NUPEterapia, hahaha.) Bjs!
[Responder]
Joelma Alves
13 de dezembro de 2011
Gente, que honra ter uma das minhas perguntas respondidas aqui no NUPE!
Eu já imaginava que o título do livro sofresse mudanças no decorrer da produção!
Eu já pensei, por um período bem curto, em ser tradutora… E bibliotecária, e dona de uma livraria… rs Acho que quem é apaixonado por livros sempre tenta imaginar uma forma de ficar perto deles o maior tempo possível…
Estou adorando TODAS essas matérias sobre Como se Faz Um Livro!
=)
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 13th, 2011
Viu, Joelma, você também tá no NUPE!
[Responder]
Marina
13 de dezembro de 2011
Esses posts ficaram INCRÍVEIS!! Tenho certeza que, mesmo p quem não tá comentando, esses textos estão sendo super esclarecedores =) Eu não sei se ainda pode perguntar, mas espero que alguém tenha questionado a respeito: Queria saber como fazer p o seu manuscrito não passar despercebido em uma editora, como fazer com que ele transmita boa impressão!! E eu sei que pode ser uma dúvida incômoda tb, mas quanto as livrarias ganham em cima de um livro que custa, por exemplo, 25 reais?
PS: Harry Potter and the Sorcerer’s Stone > Harry Potter and the Philosopher’s Stone serve de exemplo para a última pergunta..
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 13th, 2011
Marina, acho que os posts da semana passada podem ajudar a responder essas perguntas. No segundo post da semana 1, sobre escolha de títulos, a Gui respondeu sobre divisão de valores do preço de capa do livro, quanto fica pra quem. Dá uma lidinha lá.
Ah, e o lance de Sorcerer’s Stone/Philosopher’s Stone não foi exatamente mudar o nome porque a editora não gostou, mas sim uma adaptação ao mercado americano do original que é britânico.
Que legal que você tá curtindo! O NUPE tá dando um show nesse aniver de 2 anos.
[Responder]
Marina disse:
dezembro 13th, 2011
Eu li o post, mas não fala nada sobre o ganho das livrarias =/
E a história do título foi assim mesmo, só que a JK Rowling não gostou da mudança, embora não tenha protestado!!
Tb acho.. essa série de posts é muito original e bem elaborada =) Obrigada por responder minha dúvida!!
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 13th, 2011
Tá nos comentários daquele post, olha: “Quanto aos direitos autorais, não é baixo. Veja bem, dos R$ 40,00 do livro, 10% são do autor (que fica com R$ 4), 50% é da livraria (que fica com R$20), 5% da distribuidora (R$2), ou seja, dos R$40, apenas R$14 vai para editora, que precisa pagar o salário dos funcionários, a edição de capa, a impressão e suas contas, como água, luz, internet, telefone etc… ” Foi a Gui Liaga que respondeu a uma pergunta da Débora. =)
[Responder]
Marina disse:
dezembro 13th, 2011
Muito obrigada!! =)
[Responder]
Isadora Iwahashi
13 de dezembro de 2011
YAY! Adorei, sempre tive duvidas sobre tradução essas coisas, e como eu quero entrar nesse mercado foi bom conhecer melhor esse mundo que até antes desse post era meio confuso.
Sim eu confesso já senti bastante raiva de algumas editoras por terem traduções/revisões péssimas, mas eu fico pensando ‘eles são humanos podem errar’
Adorei o post, obrigada pelo esclarecimento de duvidas que já tem anos.
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 13th, 2011
Olha só, Isadora, existem editoras e editoras, e existem profissionais e profissionais. Tenho certeza de que você me entende. Tenho a felicidade de só trabalhar pra editoras comprometidas, sérias, que valorizam o livro que vão publicar. Mas sabemos que nem todas são assim.
[Responder]
Laura A.
13 de dezembro de 2011
A parte de revisão e tradução é uma das mais importantes e complicadas. Uma bom tradutor e revisor podem fazer a diferenças em uma história (só Deus sabe quantas vezes eu larguei um livro por ter erros grotescos nessa área). É claro que esses profissionais são humanos e sempre vão haver alguns errinhos, mas quando o trabalho é mal feito mesmo aí fica complicado.
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 13th, 2011
Verdade, Laura. Um texto ruim (seja tradução, seja texto original) sempre me faz querer largar no meio. E a gente precisa lembrar que nem todos os profissionais do mercado são bons profissionais, como acontece em qualquer profissão.
[Responder]
Cinthia
13 de dezembro de 2011
Nossa!!! Só vocês para nos ensinarem tanto… como estou gostando destes posts… nem dá para dizer o quanto estou gostando disso tudo…
Beijos a todos!
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 13th, 2011
Que bom, Cinthia!
[Responder]
Sarah Patrício Martins
13 de dezembro de 2011
É realmente complicado essa coisa de tradução e revisão. Para o livro agradar à uma grande margem de pessoas, o tradutor tem que escolher corretamente os termos para não ser xingado, pelo menos por mim (Desculpem, girls, mas eu já xinguei alguns sim.
). A tradução é de suma importância para se obter compreensão e se apaixonar pela história. Se a forma como a história é traduzido contém traços estranhos é vital total atenção e, na maioria das vezes, esta prática não acontece, o que me deixa tremendamente chateada!
Obrigada pelas respostas, gurias! Vocês foram ótimas. Muito sucesso e bom trabalho!
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 13th, 2011
Você tem toda razão, Sarah. Como falei ali em cima pra Isadora e pra Laura, existem editoras boas e ruins, tradutores bons e ruins. O que dá raiva é quando o livro que a gente gosta vai parar na mão de uma empresa ou pessoa que não o trata com o cuidado que a gente gostaria. Mas vejam pelo outro lado: com o tanto de gente que já apareceu dizendo que ama livros e quer se dedicar a alguma profissão relacionada a livros, o futuro editorial é promissor! \o/
[Responder]
Sarah Patrício Martins disse:
dezembro 13th, 2011
Sim, sim! O/ Eu tenho orgulhoso de saber que existem pessoas sérias e compromissadas com o mercado editorial hoje em dia, em um Brasil ainda tão certado por violência contra tudo. Me dá ao menos orgulho de me denominar desta nacionalidade.
Educação é primordial e a leitura é essencial. Se você cuidar bem de ambas, o resultado será uma sociedade melhor. Adoro ver que pessoas tão apaixonadas por livros trabalham com o que lhes fazem bem e sempre estão dispostas a melhorar e saber a opinião de outros. É gratificante ler o que quer que seja que uma pessoa com paixão escreveu/traduziu/editou e etc. Obrigada!! =)
[Responder]
Thais
13 de dezembro de 2011
Obaaaaaa, minhas perguntas foram respondidas! UHUL
ADOREI
[Responder]
marjorie
14 de dezembro de 2011
to amando esses post, ta tirando varias duvidas minha sobre produção de livros
[Responder]
Débora
18 de dezembro de 2011
Ora, é horrível isso, quando não há nenhuma revisão. Não à toa muitos livros chegam até nós cheios de erros (seria difícil acreditar que toda aquela revisão citada no primeiro post acontecesse mesmo na maioria das vezes). Mas, se bem que, mesmo acontecendo, é claro que alguns erros passam batidos. Como eu citeio no primeiro post, aquela revisora do filme tinha uma técnica interessante, de ler de trás para frente, evitando que ela se distraia com a história ou se acostume com o texto
Achei muito boa essa diferenciação de revisor e copidesque. Os conceitos realmente se sobrepõem e, afinal, acho que qualquer um da editora que vier a ler o livro (até o Ed q) vai apontar um erro se o vir (por que deixaria passar, ué?). E acho que essa ajuda da editora com o título pode vir a ser muito útil, ham q
Projeto gráfico inclui capas? Ou será só diagramação, fontes, etc.. /eu boio no assunto, tá q Minha parte favorita, com certeza são capas (principalmente agora que eu estou obcecada com Marina Avila q). De um jeito ou de outro, mal posso esperar *-*
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 20th, 2011
Débora, também detesto quando os erros passam. Às vezes não é maldade nem incompetência, acontece mesmo. O que mais me irrita é editora que acha que não precisa revisar. Isso pra mim é subestimar o leitor, achar que ele não vai reparar e/ou se importar.
[Responder]
Paulo Vaughan
19 de dezembro de 2011
Nas partes da produção de um livro, a tradução é o que mais me agrada. Como comentei no post da parte 1 desse tema, deve ser maçante ler e reler o mesmo livro à procura de eventuais erros. Ah, eu tenho uma dúvida: existem casos em que a editora troca de tradutor em uma série de livros? Tipo, se ela ficar insatisfeita com o resultado final ou os leitores falarem mal e tal.
[Responder]
Paulo Vaughan disse:
dezembro 19th, 2011
E parabéns, Regiane! Adorei as suas respostas (:
[Responder]
Regiane Winarski disse:
dezembro 20th, 2011
Paulo, eu sei que há casos sim de mudarem o tradutor ao longo de uma série, mas não sei o motivo de terem feito isso. O que sei é que isso tem uma desvantagem e abre mais margem pra erro de continuidade, porque quase sempre é impossível o segundo tradutor ler todo o trabalho do primeiro pra poder verificar as escolhas de termos que ele fez.
Todas as vezes em que traduzi sequências (da Galera Record), peguei com a editora o arquivo do livro anterior pronto pra eu poder conferir termos e nomes. Mesmo tendo sido eu que traduzi, às vezes a gente esquece coisas e às vezes houve alguma mudancinha no copi. Só pra dar um exemplo, foi assim com Dezesseis e Dezessete Luas, que são livros cheios de nomenclaturas próprias e de detalhes. Não dava pra abrir espaço pra erro.
Outra situação foi um livro que traduzi de uma série que a Fundamento tá lançando. São 12 livros e eles foram passados pra tradutores diferentes, pra agilizar a tradução. Fiz o oitavo e detestei o quanto me senti insegura, deixei o arquivo todo marcado pra verificação da revisora e ainda fiz um “glossário” dos termos que apareceram no meu e a forma como traduzi. Me ofereceram outro quando terminei e eu recusei, simplesmente detestei trabalhar dessa forma.
A Giu talvez pudesse responder melhor se é comum trocar o tradutor por insatisfação com o trabalho.
E obrigada! =D
[Responder]
Karine
22 de dezembro de 2011
Depois desse post estou com medo de ter lido algum livro em portugues com o sentido trocado O.O. De verdade fiquei assustada com isso, mas acho melhor confiar nos tradutores e continuar lendo os livros mais ‘dificeis’ traduzidos mesmo.
[Responder]