Pode conter spoilers leves.
Título: A Bússula de Ouro
Autor: Phillip Pullman
Editora: Objetiva
Preço: R$47,90(versão normal), R$24, 90 (versão de bolso)
O primeiro volume da trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman, se passa em um mundo muito parecido com o nosso – mas com algumas curiosas diferenças. Ciência e religião se confundem. Todo ser humano possui um daemon, um animal inseparável que na infância toma várias formas. E existe um raríssimo objeto que aponta a verdade, mas ninguém sabe fazê-lo funcionar. Lyra é uma menina levada que vive na tranqüila cidade universitária de Oxford, na Inglaterra. Lá, crianças começam a desaparecer. E quando seu grande amigo Roger, some, Lyra parte em sua busca, disposta a desafiar seus próprios temores. Na paisagem árida do Norte, onde tenta encontrar Roger, Lyra enfrenta uma terrível conspiração que faz uso de crianças-cobaias em sinistras experiências. Entre ursos usando armadura e bruxas que sobrevoam as sombrias geleiras, Lyra terá que fazer alianças inesperadas se quiser salvar o amigo de seu trágico destino.
***
Não é exagero falar que fazem alguns anos que eu quero esse livro. Tipo, tudo começou quando eu tinha uns 11 anos e comecei a gostar de ler. Sabe, bons tempos de Artemis Fowl, Desventuras em Série, Vampiratas, Discworld… nessa época, eu ouvi falar de Fronteiras do Universo, acho que foi na época que o filme lançou. Eu lembro que até hoje, eu não vi o
filme esperando o livro. SE PASSARAM QUASE CINCO ANOS. After all this time?

Ok, isso foi muito mais dramático do que deveria ter sido, mas vocês entenderam o espírito!
Tá, agora é a hora que você se pergunta “Por que você não leu isso antes?” e eu choro dizendo: “EU NÃO SEI.” Ele meio que se perdeu entre os milhares de livros que eu conheci nessa época, e então veio Percy Jackson, e Agatha Christie, e a Sra. Meg Cabot e a Montanha Enorme de YAs de “menina” que eu li na faixa dos 12-14 anos. Tipo, a linha que separa o YA e o middle-grade é praticamente invisível, mas hoje em dia eu posso falar seguramente que amo livros que eu AMO middle-grade estilo “aventura e fantasia” mais do que outro… gênero (é um gênero?). Até os livros que eu estou terminantemente enjoada que uma garota esquisita ficam mais mágicos quando tem aquele ar de infância, mesmo que os personagens não tenham de 12 a 15 anos.
Tipo, eu AMO YOUNG-ADULT, eu também amo livros para gente adulta, mas middle-grade me toca de um jeito que é meio impossível de definir. Me lembra aquela época que eu estava descobrindo a leitura, é ágil, animado, cheio de ação e OHH! É lindo. Em geral, eu sou atraída por aqueles livros de aventura e fantasia, é paixão mesmo. E se você também é viciado em fantasia, quase com certeza nós temos um gosto em comum: Crônicas de Nárnia.
É acertado: 90% das pessoas que são viciadas em fantasia têm Crônicas de Nárnia como parte importante da infância/pré-adolescência. É lógico que tem outros, tipo Senhor dos Anéis, mas Crônicas de Nárnia em geral vem cronologicamente antes na vida da maior parte das pessoas. Então, a parte legal é que Crônicas de Nárnia é importante não só na vida de nós, pobres mortais, como também na vida de autores incríveis tipo o Neil Gaiman, a J.K Rowling e… O PHILLIP PULLMAN, autor da Bússula de Ouro!

Quer dizer, eu só estou supondo, mas ALÔ, ele mora em Oxford, aquela cidade respira Tolkien/C.S Lewis/Lewis Caroll e fantasia [e eu vou pra lá em Julho! TODAS SE EMOCIONAM!]. E apesar de eu não gostar de comparações, existe muita inspiração narniana em Bússula de Ouro… agora eu cheguei no aspecto mais legal do livro. Quando eu lia, eu só ficava imaginando ele lendo A Última Batalha e ficando irritado com aquele final. O Phillip Pullman tem a mesma obsessão do C.S Lewis com o conflito entre o bem e o mal, a infância vs. a vida adulta. O problema é que o Lewis enxergava nisso uma oportunidade de inserir morais cristãs na história inteira. O Phillip Pullman decidiu construir uma história para crianças que subverte vários valores e te faz pensar, assustado: “ISSO É PRA CRIANÇA?”. Só para dar um exemplo: ele desconstruiu totalmente aquela idéia do pai e mãe que amam os filhos acima de tudo. Um trecho de partir o coração é quando a Lyra vira para o dimon dela, o Pantalaimon e pergunta: “Por que esses adultos odeiam tanto as crianças? O que nós fizemos para eles?”

Uma parte interessante da história é como o autor lida com a religião. São poucos os livros que abordam a religião sem serem tendenciosos para qualquer lado. É estranho ver que a protagonista não tem ABSOLUTAMENTE ninguém para guiá-la. É verdade que os adultos ajudam ela várias vezes durante os livros, mas são ajudas esporádicas. Na maior parte das vezes, a Lyra só se salva graças à própria astúcia e esperteza. É interessante/assustadora essa falta de proteção que ela tem, não existe uma figura maior e mais sábia para protegê-la contra todas as ameaças do cruel mundo lá fora. Não existe um Aslam, um Dumbledore, um Obi Wan. Em outras palavras, não existe Deus no livro. É lógico que você pode interpretar esse Deus no lado mais católico e tradicional da coisa, masse você for parar para pensar, a figura de Deus existe em praticamente todas as obras do mundo. Parece raciocínio de “Como achar Jesus em Harry Potter”, mas está tão subentendido que a gente nem repara. Em aventuras em geral, sempre existe aquela figura protetora, que está acima de tudo e zelando pelo protagonista. Eu nomeei alguns lá em cima, mas eu acho que o Aslam é o mais óbvio. É por isso que de vez existe o chamado Deus Ex Machina, quando esse personagem maior aparece e salva o herói de uma Morte Certa e Terrível. O negócio é isso não existe em a Bússula de Ouro. É a coisa que eu achei mais chocante no livro. É a ausência absoluta de um adulto bondoso para falar “vai ficar tudo bem”.
De certa forma a religião foi explorada nessa falta de, só que o aspecto mais visível é o jeito que o autor retrata os católicos como vilões. Os “cientistas” (chamados de teólogos no livro, só para você ter uma noção), representados pelos Catedráticos, podem até não ser um exemplo de ética, mas a Igreja no livro sequestra e corta criancinhas. E ainda fala que é para um bem maior. Percebe a sutileza? É lógico que criança é inteligente e não se deixa levar por essas coisas, mas se eu fosse uma mãe texana ultra-cristã, talvez eu fcasse ofendida.
Eu sinto falta de livros que retratem o cristianismo como algo que pode ou não pode contribuir com a sua vida, e não como a) a resolução de todos os seus problemas ou b) um mal terrível que só afeta gente ignorante. Não que o Philip Pullman faça exatamente isso, mas dá para perceber que ele não se esforçou e nem vai se esforçar para dar um papel mais simpático para a Igreja.
Enfim, a parte mais adorável do livro com certeza são os dimons. Eles são uma representação física e animal das pessoas, e todo mundo tem um. Durante a infância, eles assumem várias formas conforme a vontade dos seus donos, mas depois da puberdade e da formação da personalidade do dono, eles param de mudar. Os dimons são os companheiros das crianças, mas em A Bússula de Ouro deu a entender que quando você vira adulto, seu dimon vira um fardo. Como aquela parte da sua personalidade que você insiste em negar. O conflito do livro é justamente movido por esse incômodo, já que o dimon representa a parte animal das pessoas, que a tal Igreja-vilã do livro quer tanto se livrar. Vou parar por aqui, porque senão…

A única crítica realmente séria que eu tenho ao livro, que virou um dos meus favoritos, é que a princípio, as coisas são meio mal-explicadas. O autor te joga no universo dele sem pedir licença. Ele simplesmente assume que você já sabe. Como a Tata do Psychobooks disse, o dimon se materializa assim que a pessoa nasce ou sei lá, vem um dimon-cegonha entregá-lo?
Apesar disso, o livro é ÉPICO. É demais mesmo. É o tipo de livro que pode facilmente ser encontrado em sebos, ou até mesmo na livraria. Só que na livraria provavelmente vai ser com a capa do filme, que muita gente não gosta. Acho que eu finalmente entendi o motivo de ele estar na lista da BBC de livros para ler antes de morrer. Quer dizer, Fronteiras do Universo não é muito hypado aqui no Brasil, mas parece ser muito popular na Inglaterra. Eu acho que isso meio que frusta os meus planos de bater na casa do Phillip Pullman em Oxford e pedir para ele autografar a minha… vida. (não fez muito sentido, mas quem liga?)
























Isadora Iwahashi
30 de dezembro de 2011
Ahhh eu tenho As Crônicas de Nárnia!!! Foi a melhor compra da minha vida, paguei 9,90 numa super promoção da submarino! \o/
Agora, momento em que eu me jogo pela janela. EU DEI O MEU A BUSSULA DE OURO!!!!!!!!!! SEM LEEEER!!!!!!! Que merda, agora eu fico pensando e percebo a burrada que eu fiz… –’
Mas quando eu comoprei, eu fiz uma troca num sebo, e se eu fosse pagar era uns 28 reais. Nem tão caro assim.
Adorei a resenha apesar de me deixar com um aperto no coração pela burrada que eu fiz…. *chorei lágrimas de sangue*
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Cherry B. disse:
dezembro 31st, 2011
Essa promoção do Submarino me deu raiva, porque a Bell tinha comprado um ou dois anos antes no preço original (ou seja, quase sessenta reais). SORTUDA.
COMASSIM VOCÊ SE LIVROU DO SEU BÚSSULA DE OURO SEM LER?!!! ISSO É TIPO, UM CRIME! Foi por puro preconceito e “ai, eu não sei se eu vou gostar”?
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Antonio disse:
janeiro 1st, 2012
Preço original? Vai ali na Saraiva do Park e paga as 99,90 dilmas que eles pedem no livro hoje D=
De qualquer forma, post épico. Li há alguns anos, e preciso ler de novo. Simplesmente muito bom. o/
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Isadora Iwahashi disse:
janeiro 1st, 2012
mew, eu dei porque eu já tive um lado negro, no qual se o primeiro cap não me agrava eu desistia do livro e A Bussula de Ouro foi um desses livros que eu vendi pro sebo sem ler, junto com ele foi o meu lindo Lolita (em CAPA DURA!!!!!!!)
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Pedro Maia
30 de dezembro de 2011
Fronteiras do universo é bom, mas eu peno muito com a falta de alguns detalhes realmente, eu gosto de coisas detalhadas, porque eu gosto de imaginar tudo o que o autor têm pra me oferecer, até as coisas mais pequenas, e esse é um ponto que eu acho As Crônicas de Nárnia superior á Fronteiras do Universo. Tipo, os dois têm um conceito religiosos muito forte (ou anti-religiosos, no caso de fronteiras, talvez), e tratam a infância de um modo mágico, apesar de que eu teria medo de ser uma criança no mundo de fronteiras do universo, e os dois tambem abordam uma das coisas mais lindras e queridas da literatura pra mim, OUTROS MUNDOS *-*, por essas e outras razões o sobrinho do mago é meu livro preferido das crônicas de nárnia, mas enfim, perdi o rumo do que eu tava falando, escrevi muito, e tô com fome, então eu vou comer.
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Cherry B. disse:
dezembro 31st, 2011
Vai comer, meu filho. Eu também gosto de coisas detalhadas, mas eu acho que o Philip Pullman fez um bom trabalho na narrativa, apesar disso. Me falaram que ele explica melhor as coisas nos outros livros. Outros mundos pra mim também é um negócio mágico, tanto que acho que é a coisa que eu mais leio. É LINDO.
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Marina disse:
dezembro 31st, 2011
Mas todos os escritores têm seu momento de evolução, não é mesmo? Os primeiros livros da tia Rowling eram bem menos detalhados que os últimos, por exemplo… Tipo, “Harry caminhou até a porta” e “Os passos de Harry ecoavam lentamente pela pedra enquanto ele caminhava rumo à imensa porta de carvalho” são coisas bem diferentes. Mas eu acho que faz parte da história, mesmo. É como se nós vivêssemos lá. As explicações são inseridas na história.
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Pedro Maia disse:
dezembro 31st, 2011
agreed and diasgreed, eu entendi o que você falou, e realmente fez todo o sentido, o escritor vai desenvolvendo o universo do livro e inserindo mais informação ao longo da história, que tambem toma proporções maiores, mas têm umas coisas que são… cruiciais, sei lá, coisas que o phillip poderia ter inserido, mas não inseriu, coisas pequenas, mas importantes, sei lá, enfim, ainda têm mais história pra ver se ele colocou ou não alguns detalhes (tipo, já li a faca sutil e ainda têm umas coisas que eu gostaria de saber, tipo, essa questão do dimon aí, e algumas coisas sobre as feiticeiras que ele não esclareceu ainda), buuuuuut… who cares? a série é boa, e teve um primeiro volume bem bacana.
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Renato Augusto Ritto (@renato_rar)
30 de dezembro de 2011
Bom. Eu já li A Bússola de Ouro também e comecei a ler A Faca Sutil. Mas o que eu posso dizer da série Fronteiras do Universo, do Phillip Pullman?
Olha, pra começar, eu meio que tive que ler “escondido”, porque minha família é bastante católica e eu também. Digo, me sentia ofendido em algumas partes do livro ao ler aquelas… bem, ofensas, vamos colocar dessa maneira, do Pullman à moral cristã. Mas ainda assim, eu gostei de verdade do livro!
Achei que ele poderia, como você bem disse, ser BEM mais explicado e detalhado, mas ainda assim… é muito bom!
E QUANDO EU FINALMENTE DESCOBRI O QUE ELES FAZIAM COM AS CRIANCINHAS, ooooooooooh :O
Mas enfim. É isso. Eu gosto da série.
E OUTRO PONTO MEIO RUINZINHO DO LIVRO: A história TOTALMENTE esfria em A Faca Sutil. Digo, bastante mesmo… por isso não continuei. Eu deixei ele lá, parado, esperando. Provavelmente algum dia vou terminar A Faca Sutil e começar A Luneta Âmbar, e provavelmente vou deixar lá também até conseguir terminar UHASUHSA
É, eu sou assim. É isso =) Gostei da resenha, ficou ótima!!! E totalmente livre de spoilers, o que é bom
Beijão
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Cherry B. disse:
dezembro 31st, 2011
Eu também sou católica, apesar de não ser tão praticante assim. Eu sou bem mente aberta tanto em relação à livros com enfoque religioso, tanto defendendo o cristianismo quando criticando. É bem difícil um livro me deixar ofendida, mas eu entendo o lado de quem se sente ofendido. É como eu disse na resenha, eu sinto falta de livros que abordem o cristianismo como uma escolha, e não como algo que define se você é uma pessoa boa ou ruim. Pra mim, um autor que conseguiu explorar o cristianismo de um jeito bem sutil foi o Tolkien. E aquilo que eles fazem com as criancinhas me deixou com tanta agonia. COITADINHAS DELAS E DOS DIMONS! Eu estou com Faca Sutil para ler aqui na viagem, eu acho que até janeiro terminar tem a resenha. Eu estou com as expectativas um pouco altas, mas me falaram que é bem diferente de A Bússula de Ouro. Não sei o que pensar. Se eu gostar, FdU vai pro meu ranking de séries preferidas. =P
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kynha
30 de dezembro de 2011
Também nunca li Fronteiras do universo e muito menos vi o filme, mas quero muito lê-lo. Nao sei o que estou esperando. :S
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Cherry B. disse:
dezembro 31st, 2011
Tá esperando o quê?! (eu recomendaria ler o livro antes)
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Gabi
30 de dezembro de 2011
Taí um livro que eu tbm sempre fui louca pra ler!
E sim, vc tá certa: quem gosta de Literatura Fantástica com certeza teve alguma experiência legal com As Crônicas de Nárnia na infância! Eu comecei a gostar desse gênero quando li Nárnia, aos 9 anos!! Desde então tbm sou fascinada por mundos fantásticos, magia e tudo mais!! Hahaha.
Já acrescentei a triologia de P. Pullman à minha meta de leitura desse ano! Mal posso esperar pra ler! xD
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Cherry B. disse:
dezembro 31st, 2011
Poxa, Nárnia foi um dos primeiros livros “grandes” que eu li, é tão *infância*. Eu tinha até uma mochila do Aslam. E pessoas que não gostavam de Nárnia pelo menos na infância e pré-adolescência foram crianças infelizes. MESMO QUE ELAS DISCORDEM.
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larilena
30 de dezembro de 2011
O pullman eh um AMOR da minha vida. Li as fronteiras em umas 3 semanas nas ferias de (2008?) e fiquei apaixonada. Dia desses mesmo eu tava pensando na sensacao que tinha com essa serie, que eh TAO completamente diferente da que eu tive com outros… Mas olha, se prepara pq as opinioes com relacao ao filme sao muito controversas. E vou esperar vc chegar no ultimo volume e fazer um post falando sobre o enfoque dele na religiao, que vc vai ver q nao eh NADA sutil. Anywaaays, leia logo os outros <3
PS: eu acho que no middle grader nao didatico, nao explicar as vezes faz parte da fantasia. Nao contaria isso como uma das "falhas" do livro
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Cherry B. disse:
dezembro 31st, 2011
Poxa, eu nem tenho vontade de assistir o filme, eu acho que vai ser tão frustrante… Ah, e me contaram um spoiler de Luneta Âmbar que eu fiquei assim: o.O, algo me diz que vai ser o melhor livro. Pelo menos em Bússula de Ouro o autor foi comedido quanto as críticas ao cristianismo, vamos ver nos outros!
Tipo, esse negócio de “falhas” do livro é algo bem pessoal. Foi algo que me incomodou um pouco, mas pra algumas pessoas pode nem fazer diferença. Talvez se eu tivesse lido quando era mais nova, eu teria aceitado essa falta de explicação melhor, mas como eu falei, não é algo que tire as cinco estrelas que o livro mereceu. Acho que faz parte da magia mesmo, o autor te jogar no livro mesmo sem explicar muito. Mas é algo que pode deixar alguns leitores incomodados.
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larilena
30 de dezembro de 2011
*diferente de qq sensacao que eu ja tenha tido com qualquer outra serie.
E outra coisa que eu acho fantastica do pullman (e eh bom pra vc ir se preparando psicologicamente): nao espere que os outros livros tenham o mesmo tom que esse. Eles sao incrivelmente diferentes entre si, e ainda assim maravilhosos! (mas isso pode frustrar quem se apaixonou demais pelo primeiro)
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Lais
30 de dezembro de 2011
Eu cheguei em Narnia depois de praticamente todos os grandes hypes de literatura fantástica, então acho que não conto. Embora isso não tenha me impedido de colocar o Lewis num potinho cativo no meu coração.
Agora, o Pullman pra mim é rei. Eu acho que ele amarrou os três livros de forma tão fantástica e criou personagens tão lindos, lindos, lindos.
Eu tenho uma edição antiguinha, uma capa que tinha antes da capa antes dos livros (e mudaram as capas logo após eu comprar a Bússola, então minha trilogia não tem o mesmo estilo de capas ¬¬), então pra mim é daemon a escrita (odiei que mudaram e tiraram algumas notas de rodapé da tradutora nessas edições mais novas). Eu não sei se eu que deduzi isso, mas o Yorek fala um pouco sobre daemons no primeiro encontro dele com a Lyra, o que me fez pensar que eles estão sempre lá. Talvez a daemon do pai fique grávida, quem sabe? Seria fofo…
Você já viu o filme? Tenho uma amiga que viu o filme, adorou. Depois de ler os livros passou a odiar, e eu já tinha lido quando vi e odiei.
Agora, se você se chocou com os adultos e a Igreja no primeiro livro, se prepara….
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Cherry B disse:
janeiro 7th, 2012
Apesar de discordar das mensagens e morais que o Lewis prega em Crônicas de Nárnia, eu estaria mentindo se eu dissesse que eu não gosto dele. O universo que ele criou é incrível e acessível, tanto que pessoas de todas as idades conseguem ler sem problemas.
MAS O PULLMAN É FODA! Eu acabei de ler o segundo (tem resenha daqui a pouco) e… DEAR LORD! Ele construiu o universo de FdU tão bem que é até espantoso.
Eu invejo pessoas que compraram os livros antes do filme ): Eu tenho o livro de bolso, que é uma capa diferente e mais bonitinha (além de ser metade do preço), mas eu queria o livro em tamanho normal com a capa sem ser a do filme.
E ficar com uma coleção de livros com capas diferentes me dá agonia, haha. Mas você podia ter comprado os outros com a capa antiga em um sebo! \o/ (se bem que eu acho que é díficil de encontrar)
Eu não sei se eu acharia fofo ou estranho se a dimon (eu falo dimon mesmo, porque me lembra digimon e eu sou dessas) do pai ficasse grávida. Porque ela entraria em trabalho de parto e talz, e metaforicamente ela estaria grávida do dimon da mãe, que é de outra espécie, e isso é meio estranho. E seria ainda mais estranho se o dimon da criança nascesse com uma forma diferente da dimon do pai! Além do mais, ela entraria em trabalho de parto. E se houvessem complicações? O cara ia morrer? Acho que o dimon se materializar do lado da criança é mais simples. (sou estranha e penso nessas coisas, não me julgue, hahaha!
E eu não vi o filme porque eu tenho certeza que eu vou me decepcionar, aí eu nem fico com vontade. =/ Eventualmente eu vejo.
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Lais disse:
janeiro 7th, 2012
segundo livro pra mim é Will. Will. Will. Will. Ele é tão mais fantástico que a Lyra que é difícil não falar dele pra quem leu só o primeiro.
Se fosse hoje em dia, acho que teria procurado em sebos, mas comecei a ler a série devem ter uns 10 anos fácil, então ainda não tinha essa sagacidade -/
E sim, essa história dos daemons é estranha. Vontade de escrever uma cartinha pro Pullman perguntando isso.
(eu falo daemon porque achei a coisa mais fantástica do mundo ter uma nota da tradutora explicando a origem da palavra logo na primeira página. e nada vai conseguir mudar essa palavra pra mim)
O filme é… legal. Tem seus méritos. Mas como adaptação é uma merda gigantesca. (sorry pela escolha de palavras, mas é a verdade)
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Marina
30 de dezembro de 2011
Realmente esse é um livro que todo o mundo tem que ler antes de morrer…
) -Mas eu tento ignorar a existência da Última Batalha-
Geente, como eu adoro esse livro. Aliás, adoro a série toda, especialmente a Luneta Âmbar. Os personagens são tão… Sei lá, tão bem-desenvolvidos, e a narrativa é tão envolvente, que é praticamente impossível não gostar.
A série vai ficando mais sombria também, e levando você a questionar paradigmas que você nunca havia prestado atenção antes, envolvendo principalmente a questão religiosa.
Quanto ao filme… É. Eu não adoro ele, como algumas pessoas, nem odeio, como outras. Acho que faltaram algumas coisas, como aquele ar desafiador do livro e tudo isso, mas é um filme incrivelmente bem-feito, os dimons (ou daemons, não sei) são lindos e os ursos também, especialmente o rei de Svalbard.
Lembra Nárnia mesmo… Inclusive fiquei com medo de ter um final parecido, mas não decepciona. Acho que eu também tenho aquela conexão especial com As Crônicas de Nárnia, porque foi mesmo um dos primeiros livros nesse estilo meio medieval, meio mágico que eu li, depois de ter me apaixonado perdidamente por Harry Potter… (Aquela edição imeensa, linda, com mais de 700 pgs
Hm… Acho que eu escrevi demais. Mas, nossa, falando dessa série, nem todas as palavras são suficientes.
E, terminando aqui, PELAMORDEDEUS MINHA FILHA COMO VOCÊ NÃO LEU ESSE LIVRO ANTES
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Cherry B disse:
janeiro 7th, 2012
Concordo com isso (e a BBC também)! Todo mundo deveria ler FdU antes de morrer, não só a Bússula. Agora só falta a Luneta Âmbar para eu terminar a série, vou comprar assim que tiver chance. (minha empolgação com FdU perdoa o fato de eu não ter lido antes?). Sei lá, dá um olhar diferente do mundo, a maneira que o Pullman conseguiu unir conceitos filosóficos e científicos numa história de fantasia é uma coisa de louco. E os personagens, mesmo os secundários, são muito bem construídos.
Um dia eu vejo o filme e arrumo uma opinião sobre ele! Mas eu nem estou animada, não parece ter uma abordagem tão original quanto a do livro. Talvez eu veja só pelos efeitos especiais, hehe.
Crônicas de Nárnia tem vários defeitos, e apesar das pessoas me dizerem para eu relevar algumas mensagens duvidosas por causa da época, eu não consigo me sentir ligeiramente ofendida por certas coisas, tipo o papel das mulheres na história e o negócio do cristianismo. Só que existe alguma coisa em Nárnia MUITO cativante, eu acho que desperta aquele lado que todo mundo tem, de querer viver num conto de fadas. Foi parte da minha vida por muito tempo (na terceira série eu tinha até uma mochila do Aslam) para eu poder falar que eu não gosto. Eu também tenho essa edição grande, ela é muito perfeita!
EU QUERIA TER LIDO FdU ANTES!!!!! *senta em posição fetal e chora*
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Thaís
30 de dezembro de 2011
Cara, eu amo TANTO esse livro! A série toda é tão perfeita, tão maravilhosa, tão…tão…FANTASIA. E eu tenho uma obsessão extrema por livros de aventura/fantasia. E como você mesma falou, tudo começou com As Crônicas de Nárnia.
O meu único problema é que eu ainda não li A Luneta Ambar porque NÃO. TENHO. CORAGEM.
Sério. Há uns 4 anos, quando eu tinha acabado de ler A Faca Sutil, eu tive a brilhante ideia de procurar spoilers na internet, e tcharam! Tive uma crise interminável de choro e até hoje não li. Ainda tenho esperanças de que aquilo era enganação de gente sem coração.
Eu adoro Lyra. Tanto que é um dos possíveis nomes que colocarei na minha filha (logo atrás de Catarina, em homenagem à Catarina de Aragão e à Catarina de A Megera Domara, de Shakespeare.)
gostei na resenha, principalmente porque voc~e falou de um dos meus livros favoritos!
bjs
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Cherry B disse:
janeiro 7th, 2012
Fantasia é uma das melhores coisas do mundo, vamos combinar!
Eu entendo como é não ter coragem de terminar séries. A minha meta é ler Catching Fire e Mockingjay antes do filme estrear, porque antes eu simplesmente não tive coragem de ler. Eu sei que no final tudo acaba mais ou menos bem, mas AQUILO que acontece com o Peeta é demais para mi corazón.
Regra de ouro: nunca procurar spoilers na internet. Uma vez a Bell fez isso comigo quando estava lendo VA, me contou sem eu pedir e acabou com toda a graça de Shadowkiss. Eu não sei nenhum spoiler de Luneta Âmbar, mas se for algo MUITO ruim, é provável que aconteça. Pelo o que eu reparei até agora, o Pullman é um daqueles autores sem coração, tipo a J.K Rowling.
Lyra é um nome bem bonito, e é nome que funcionam no Brasil. Mas Catarina… a filha é sua, mas eu sempre imagino pessoas do Séc. XV quando eu ouço esse nome, haha. Katherine é mais atual, mas só funciona em países que falam inglês.
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Paulo Vaughan
30 de dezembro de 2011
Eu vi o filme logo que foi lançado aqui e eu gostei bastante e tal. Por algum motivo (talvez a preguiça -q) eu não comprei nem li os livros até hoje. Talvez tenha sido também por causa de Nárnia. Tipo, O Sobrinho do Mago foi o primeiro livro “grande” que eu li e um tempo depois de lê-lo comprei os outros livros da série e fiquei traumatizado (o último livro é frustante demais).
E você vai para Oxford ano que vem? Que inveja :~~~ hahahahahhaha
Ótima resenha (:
Paulo
ConversaCult – http://conversacult.blogspot.com/
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Cherry B disse:
janeiro 7th, 2012
LEIA FdU!
O Sobrinho do Mago também foi um dos meus primeiros livros “de verdade” (acho que o primeiro foi Peter Pan ou Uma Professora Muito Maluquinha) que eu li. A Última Batalha é meio… errr. Me traumatizou um pouco. Você já leu um conto do Neil Gaiman sobre o que aconteceu com a Susana depois? Acho que é o Segredo de Susana, e aparece no primeiro volume daquela coletânea dele, Coisas Frágeis. É muito bom, mas foi uma das coisas mais traumatizantes da minha vida, porque eu li muito novinha (eu tinha acabado de completar doze anos) e numa fase muito narniana. É por isso que até hoje eu não gosto muito de Coisas Frágeis, mas vale a pena, porque é muito bem escrito.
Eu vou pra Oxford, FUCK YEAH! Eu estou tipo, MUITO EMPOLGADA. Eu trago um pedaço da cadeira do Lewis pra você, hihi!
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Paulo Vaughan disse:
janeiro 8th, 2012
Estou querendo ler esse “Coisas Fragéis” há muuuito tempo porque só li 2 livros do Gaiman e tal. E nem sabia desse conto da Susana, agora que eu quero ler mesmo XD
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Cíntia Mara
30 de dezembro de 2011
Tenho curiosidade de ler essa série, embora tenha certeza que vou ficar meio invocada em algumas partes, por causa das críticas à igreja. Amo Nárnia e admiro Lewis por ter conseguido escrever uma ficção cristã que não cristãos lêem e gostam. Mas, sei lá, às vezes é bom ler algo totalmente diferente do que se está acostumado (mesmo que dê vontade de atirar o livro pela janela do ônibus), ver um outro ponto de vista, até pra poder criticá-lo.
[Responder]
Cherry B disse:
janeiro 7th, 2012
Existe uma possibilidade bem grande de você ficar ofendida com a série. Eu falei na resenha que eu me sentiria ofendida com a Bússula de Ouro se eu fosse uma mãe texana ultra-cristã, mas depois que eu li Faca Sutil, se eu fosse só um pouquinho mais religiosa eu teria ficado beeem ofendida. Tem umas horas que parece que ele insere algumas coisas só de pirraça mesmo, como quando a rainha das feiticeiras fala que “Toda a Igreja é igual, só quer destruir”, em A Faca Sutil. Mas tirando isso, é uma série de livros INCRÍVEL, o autor consegue costurar vários conceitos numa história só de uma maneira única, e se eu fosse você eu leria, mesmo se eu fosse ficar irritada. Existe mais no livro do que simplesmente provocação ao cristianismo, assim como em Nárnia existe mais do que só pregação. O que eu mais admiro no Philip Pullman é que ele de forma nenhuma subestima a inteligência do leitor. O enredo é MUITO ambicioso, e faz que estar lendo pensar muito. É mindfuck mesmo. Pra mim, dá de 10 a 0 em qualquer teoria da conspiração do Dan Brown e afins. Pega emprestado de alguém ou da biblioteca! (só não vale ficar muito irritada com o livro e queimar, pra isso você vai ter que comprar!)
[Responder]
Cíntia Mara disse:
janeiro 7th, 2012
Então, eu quero ler, mas já vou preparada. Eu sou muito curiosa pra esse tipo de coisa, gosto de tentar entender e tal. Acho que só não li ainda porque não sou muito fã de fantasia, então ele não está muito bem posicionado na minha lista de prioridades.
Ler emprestado é uma boa ideia. Queimar livro? Isso é pecado =P
[Responder]
marjorie
30 de dezembro de 2011
desde q eu vi o filme desse livro, fiquei morrendo de vontade de ler pq me lembra muito as Cronicas De Narnia q eu amo mas sempre acabo comprando outro livro em vez desse, mas um dia eu compro ele.rsrs
[Responder]
Cherry B disse:
janeiro 7th, 2012
Compre, você não vai se arrepender! Mas não vai achando que é tão parecido com Crônicas de Nárnia, tem umas coisas bem diferentes! Qualquer coisa você pode pegar emprestado de alguém. \o
[Responder]
Elena Bessa
30 de dezembro de 2011
GENTE, FRONTEIRAS DO UNIVERSO!! EU SOU LOUCA POR ESSA SÉRIE!
SÉRIO! Foi ela que fez eu e a Dayse virarmos amigas, awn. Nós lemos antes do filme e temos a trilogia com a capa antiga, HAAA!!
(e sendo QUE, se nesse livro as coisas são mesmo mau explicadas em alguns pontos, espera só até chegar no terceiro livro. Tinham páginas inteiras que eu precisava ler mais de duas vezes pra poder entender a ideia…)
ENFIM, FDU <3
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Cherry B disse:
janeiro 7th, 2012
Eu queria tanto ter lido antes do filme, com a capa antiga! Se bem que nem dava, porque quando o filme lançou, eu tinha nove anos. Seria meio improvável eu ter entendido/gostado com menos de nove anos. O.O
Eu senti isso em Faca Sutil, algumas passagens eu tive que ler duas vezes. Fica pior no terceiro livro… mas isso é legal, quer dizer que o autor confia na nossa inteligência!
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Paulinha
31 de dezembro de 2011
noossa visito o NUPE um tempão e primeira vez que comento!
mas eu não poderia resistir a um post sobre Fronteiras do Universo *____*
Eu AMO essa série. É simplesmente incrível e linda, talvez seja a série que mais me empolgou depois de Harry Potter (sério, Percy Jackson não entrou nas minhas prioridades, só li o primeiro…não me julguem, please.)
O Pullman cria personagens tão bons e complexos, a minha relação com alguns deles ía de amor ao ódio em segundos, e a Lyra é uma das minha personagens favoritas de todos os tempos e o Will também claro, e os daemons são simplesmente o que há de melhor.
Quanto a religião não cheguei a me ofender, (mas tenho certeza que minha mãe ficaria indignada!), e como já falaram, na Luneta Âmbar esse lado fica beeeem mais evidente e polêmico.
E eu nem tenho invejinha de vocês que tem a trilogia com a capa antiga, tá? u.u
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Cherry B disse:
janeiro 7th, 2012
MAS PERCY JACKSON É TÃO LINDO! Termina de ler, os outros livros são muito divertidos, e os personagens que aparecem depois são bem mais legais que os do primeiro livro. Bem, tirando o Grover. O Grover é tipo, o melhor personagem da série.
Enfim, os personagens do Pullman têm mais camadas que o pavê que a minha tia fez para o Natal. É muito amor. (os personagens, não o pavê. eu detesto pavê)
Eu queria a trilogia com a capa antiga ):
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Halef Borges
31 de dezembro de 2011
Do gênero fantasia *mundos mágicos* eu só li Harry Potter e Percy Jackson, embora eu tenha hesitado em ler As Crônicas de Nárnia, mas quando eu abri o livro eu me desanimei (estranho, não?) mas aí eu assisti o segundo filme das Crônicas e fiquei feliz por ter desistido! Achei tão patético! Mas sobre as Fronteiras do Universo, eu pretendo ler sim! E ainda bem que não é cheio de referências cristãs e blá blá blá
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Cherry B disse:
janeiro 7th, 2012
Eu sou apaixonada por fantasia estilo *mundos mágicos*. Mas eu acho que HP e PJ não representam o gênero tão bem assim, principalmente PJ. Você já tentou ler Senhor dos Anéis, O Nome do Vento ou Guerra dos Tronos? Se você achou Nárnia chatinho, esses livros são ótimas alternativas. (além de FdU mesmo, que é cheio de coisas macabras e batalhas, apesar de ser para criança. Não tem aquele arzinho de “final feliz” de Nárnia) Mas se eu fosse você eu leria Nárnia um dia, as crônicas são tão curtinhas e é um clássico!
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Igor de Sousa
31 de dezembro de 2011
Ooooh, eu amo Fronteiras do Universo! Lembro que o filme lançou eu vi, e fiquei louco atrás de ler! E aff, eu li com a capa do filme, procurei em todo lugar a antiga, mas não tem mais D:
Nunca li Nárnia, mas tenho vontade, só que é bem grande a série e acabo deixando pra depois, sempre D: Mas acho que mesmo depois de ler, vou preferir FdU, não sei… Não é um daqueles livros que você se apaixona e morre morre morre QQ Mas fui gostando aos poucos, e no fim da Luneta Âmbar… AH, NÃO PODE FALAR SKOPSKAPASKPASSKAPOSKPOSKA
Mas é muito bom, mesmo mesmo, e a alguém aí em cima falou que A Faca Sútil é bem mais parado do que A Bússola de Ouro, e eu nem achei, sabe? Porque bem, vai apresentando um personagem novo, importante, mas que ninguém ainda sabe nada sobre. Não pode ter aquela coisa… frenética QQQ Mas acho que gostei mais do que do primeiro! KSAOPKAPSKPKSA
E até hoje não superei o fato de que eles não fizeram continuação e nem pretendem D: A mesma coisa que aconteceu com Eragon, aff, tá bom que fizeram um filme meio cagado, mas deixar a história lá as traças é muita falta de consideração com os fãs =.=
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Cherry B. disse:
janeiro 7th, 2012
AAh, Crônicas é muito legal, mas eu acho que só dá para se apaixonar MESMO se você leu até os 13 anos.
Eu gostei de Faca Sutil tanto quando de Bússula de Ouro. Eu acho que a série tomou um rumo bem diferente, ainda mais filosófico e tal. Eu gostei. Daqui a pouco sai a resenha.
Sei lá, eu até prefiro que eles não façam continuação, para não estragar mais a história. Ainda mais quando eles mudam tudo e não dá para fazer uma continuação, como aconteceu com Percy Jackson. :B
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Débora
1 de janeiro de 2012
Depois de muito tempo ausente, aqui estou eu de novo. Na resenha do meu livro favorito eu não poderia faltar, né?
Eu nunca li as crônicas de Nárnia e não pretendo ler. Não só porque eu ouvi umas coisas bem ruins sobre o fim do livro, mas porque não gostei muito dos filmes e ouvi dizer que não é nada sutil nesse tema religião, o que eu odeio, já que também não sou muito fã de religião. Meu amor pela fantasia 9 e pela leitura e, aliás, pela escrita) surgiu justamente com Fronteiras do Uiverso (tradução FAIl) e é por isso que eu serei eternamente grata ao Philip Pullman. Ele conseguiu criar um universo que me fascinou e me prendeu na minha infância. Eu não seria a mesma pessoa sem Fronteiras do Universo. Eu seria menos criativa, menos inteligente e menos revolucionária, eu leria muito menos e nunca teria escrito sequer um conto que não fosse para a escola. E eu não teria nenhuma paixão pela fantasia. De qualquer forma, agora que foi o desabafo pessoal, tenho que fazer uma consideração.
Pode até ser que Mr. Pullman tenha se inspirado em As Crônicas de Nárnia para elementos fantasiosos e talvez até para refutá-lo, mas se ele ficou irritado, não foi só com o final. Como ele mesmo disse no Q&A do seu site: “Oh dear: C.S. Lewis (again). I haven’t raised this topic for years: I think that every time I’ve said anything about him, it’s been because someone has asked me. To start with, I’m not in the least bothered about his lifestyle. My dislike of the Narnia books is founded on the cruelty, the misogyny, the racism, and the sheer moral dishonesty of them. Imagine a child reader whose mother happens to be very ill with cancer (and there must be some younger readers in that awful position). Now imagine letting that young reader think that in some mysterious way their mother’s life depends on their being good. Is there anything more wicked that a grown man could say to a child? If your mother dies, it’ll be your fault? But that’s exactly what The Magician’s Nephew says. I don’t have to point to anything else: that alone would make the Narnia books as bad as poison, as far as I’m concerned”. E isso é uma das muitas coisas que me desincentivou a ler os livros do C.S. Lewis.
Quanto à menção à falta de um “Deus”, eu concordo completamente. Acho genial como o autor valoriza a figura do próprio personagem, tendo que sobreviver por si mesmo, usando sua inteligência e perspicácia sem poder depender de outros, porque isso mostra a própria realidade e, ainda, valoriza mais a personalidade dos personagens magníficos que foram criados: A Lyra, o Will, Lee Scoresby, Iorek, Lorde Asriel, Serafina, são todos personagens geniais e bem construídos. Isso fica ainda mais evidente nos dois últimos livros. Achei muito legal essa observação.
E, infelizmente, tenho que concordar com o que você disse por último. O universo de Pullman é tão complicado que eu não o entendi completamente da primeira vez que li, sendo muito pequena, e tive que reler para pegar a história q As vezes, no terceiro livro, eu ficava consultando o primeiro porque me perdia em uma parte.
E VOCÊ VAI PARA OXFORD? NÃO CREIO. VOCÊ DESCREVEU O MEU SONHO ALI NO FINAL. *-*
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Cherry B. disse:
janeiro 7th, 2012
Você voltou! Olá!
Ah, eu gosto da tradução que eles fizeram de His Dark Materials. Se fosse mais literal, talvez ficasse estranho.
Existem muitas mensagens duvidosas em Crônicas de Nárnia, que transmitem os valores do autor. Apesar disso, Nárnia fez parte do meu crescimento, e eu realmente não consigo parar de gostar. Apesar de terem essas coisas, existem muitas mensagens positivas também, tipo o valor da família e pá. Eu sei que essa conversa de valor da família parece ruim, mas é importante. É meio chata essa questão de moralidade que o Lewis tenta impor nos leitores, mas o universo mágico que ele criou acaba superando esses defeitos. Ele meio que consegue falar com a criança que existe dentro de todo mundo. Essa comparação que o Pullman fez com O Sobrinho do Mago foi meio… radical. Tudo bem odiar A Última Batalha, mas O Sobrinho do Mago é tão… <3! Quando eu li, eu não reparei nessa mensagem.
Enfim.
Os personagens do Pullman são ótimos.
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Débora disse:
janeiro 16th, 2012
Verdade verdadeira isso da tradução literal. Mas em Espanhol “La Materia Oscura” diva tanto que eu não consigo deixar de pensar que eles poderiam ter se esforçado mais.
Bem, eu não posso dizer se ele foi radical ou não porque não li. Talvez até venha a ler, já que todo munda fala tão bem q
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Ana Paula
2 de janeiro de 2012
Aaaaaah, finalmente a resenha de FdU no NUPE XD
Gente, Pullman tem um cantinho especial na minha formação literária – junto com Crônicas e HP :3 Senhor dos Anéis, li mais grandinha – no gênero mais lindo de todos. A Bússola de Ouro é meu livro favorito da trilogia, não tanto por termos de historia, é puramente sentimental!
Bom sem entrar muito na discussão de religião envolvendo duas series que eu amo, só posso recomendar a todos que leiam tanto Crônicas como FdU, até pela visão diferente dos dois sobre moral, princípios, etc. Não se apeguem aos filmes, eles nunca transmitem a mensagem original dos autores dos livros (sou radical, digo NUNCA mesmo), sem falar que Crônicas foi escrito em plena Segunda Guerra Mundial (e Guerra Fria, creio eu) então super dou uma colher de chá pro Lewis com a questão de um suposto machismo – assim como eu dou pro Tolkien quando [SPOILER] ele diz no ultimo livro que a geração de Hobbits mais bonita que já nasceu, aquela depois da destruição do anel, era toda loira… Enfim. Eles eram homens de seu tempo e situação social/cultural etc.
Escrevi demais hahahaha, mas é pq sinto esse impulso de defender o que gosto XD recomendo DEMAIS a trilogia, e afirmo categoricamente que assim como Lewis não foi sutil na Ultima Batalha, Pullman tmbm não o foi em Luneta Âmbar
o que não faz o livro ser ruim nem nada; no começo eu me ofendi um pouco, mas depois fui pensando e passei a gostar. Muito bom.
E vc vai pra Oxford!!! *Ooo* morro de inveja kkkkk
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Laura A.
3 de janeiro de 2012
Eu li o segundo livro dessa coleção sem saber que o primeiro era a bússola de ouro (porque a sinopse nao falava nada da lyra) e como eu tinha visto o filme eu li ele e o terceiro sem ler a bussola e gostei bastante da serie, mas eu era muito nova quando eu li e acho que aproveitaria melhor agora porque tinha muita coisa que eu nao entedia direito, eu quero muito reler essa serie.
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Maria Raquel F. Silva
6 de janeiro de 2012
Tipo, eu gostei muito do filme, e pensei bem em comprar o livro na Bienal (o de bolso). É o com a capa do filme, e mesmo eu não gostando desse tipo de capa fiquei tentada a comprar. Mas não tinha muito dinheiro e o que eu tinha estava destinado a outros livros e aí vem aquela de “deixa pra depois”.
Mas a verdade é que eu fiquei com MUITO medo de odiar esse livro. Veja bem, eu sou católica praticante. É claro que existem algumas coisas sobre a Igreja que eu não concordo, mas na maior parte do tempo, eu sou do tipo que segue o que os padres falam e tals. Em parte por meus pais, mas em parte porque eu quero. Se achasse que não seria uma coisa boa pra mim, com certeza já teria desistido.
Só que eu não gosto das pessoas me dizendo “a Igreja manipula vocês” e blablablá. Porque não é assim. E também eu não saio por aí dizendo que todo mundo que não tem religião é cria do demônio. Até porque isso é tão século XII…
Sou daquelas utópicas que queria que todo mundo se respeitasse e parasse de se meter nos assuntos dos outros, tentando fazer com que os outros pensem como você. Cada um é diferente do outro, e vê o mundo de forma diferente.
Então, provavelmente eu não irei ler esses livros. A não ser que me de uma louca completa HAHAHA
Mas ótima resenha, anyway..
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Lais disse:
janeiro 7th, 2012
Maria, eu não sou praticante, mas fui criada em família católica, já fui dirigente do grupo jovem e posso falar com um pouco de entendimento de causa. O Pullman fala mal da instituição corrompida. É meio complicado falar isso sem dar spoilers, mas a crítica dele é mais aos homens e o que eles tornaram a religião do que à religião em si (pelo menos no meu ponto de vista). Então se você acredita na santidade da Igreja, isso não deveria abalar sua leitura. Claro que cada pessoa absorve uma coisa de forma diferente que outra, mas eu acho que o livro dá uma base para você ver as coisas mais profundamente. Eu pessoalmente passei a gostar MAIS de alguns aspectos do catolicismo moderno, então…
É só que acho que é uma leitura fantástica.
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