A futura designer Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em fantasias. Quanto mais expressiva a roupa – mais brilhante, mais divertida, mais maluca – melhor. Mas mesmo que o estilo de Lola seja espalhafatoso, ela é uma filha e amiga muito devotada, com grandes planos para o futuro. E tudo está bem perfeito (incluindo seu namorado roqueiro super gato) até que os temíveis gêmeos Bell, Calliope e Cricket, retornam para a vizinhança.

Quando Cricket – um inventor talentoso – sai das sombras de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente tem que reconciliar os sentimentos de uma vida inteira para com o garoto da casa ao lado.

OK. Pequena historinha para vocês: lá estava eu, dezembro passado, brincando no twitter quando John Green manda o seguinte para Maureen Johnson:

E a Maureen Johnson responde:

Então é claro que eu caí na gargalhada e fiquei super empolgada com a menção de três dos meus autores favoritos tendo um SEXY BABY, logo, imediatamente vou no facebook deixar um recado para minha amiga (que estava morando Nova York na época e voltando pro Brasil) só mais UMA coisinha que eu quero que ela traga para mim (como se eu já não tivesse pedido 15 mil coisas). SEIS DIAS DEPOIS, APAIXONEI-ME.

Eu não devia ter ficado tão surpresa. Afinal, foi por causa de John Green que eu conheci muitos dos meus poetas favoritos e Hunger Games. Mas Anna parecia tão… sei lá, não parecia tão impressionante como poesia ou jogos assassinos.

Aí eu li, e me apaixonei pelo charme da escrita da Perkins e pela beleza que uma história tão simples conseguiu ter.

Daí, é óbvio que eu fui stalkear a autora, porque sou dessas, e foi quando descobri que ela é casada com o vocalista da minha banda de Wizard Rock preferida e que Anna terá duas companion novels.

Desde então, venho esperando ansiosamente o lançamento de Lola. E eu sabia que ia ser bom. Sabe. Eu sabia que ia ser bonitinho. Mas na minha cabeça sempre tive por certo que Anna seria o meu favorito.

ESTAVA ERRADA.

Não tinha como não amar desde o começo, quando descobrimos que Lola é essa menina super espalhafatosa cujos pais são gays e, ACREDITEM, conservadores. Eles são contra o relacionamento que ela tem com o namorado dela, de 22 anos, por ela ter só 17.

EU SEI, EU SEI que não parece uma diferença muito grande. Mas é que lá nos EUA tem essa lei que proíbe gente maior de idade dando uns pega no pessoal menor de idade. Então, tecnicamente falando, o menino era roqueiro E criminoso nos olhos dos pais da Lola. Mesmo porque os pais da Lola são ciumentos, então eles não estão muito dispostos a aprovar menino nenhum.

A Lola tem uma vida bem pacífica, apesar desse pequeno porém. Uma melhor amiga super legal, um trabalho no cinema (COM A ANNA. ISSO MESMO, AQUELA ANNA!) para poder pagar todas as suas extravagancias da moda, tudo bem comum – bem, tão comum quanto uma vida em San Francisco pode ser.

Daí o Cricket Bell volta. O Cricket é essa paixonite que a Lola tinha durante a infância, mas que não deu muito certo por vários motivos, principalmente porque ele se mudava muito, por causa da carreira de patinadora no gelo de sua irmã gêmea.

O livro é repleto de cenas de flashbacks, que é uma ferramenta que eu sempre gostei em livros, por dar um senso de nostalgia e maior entendimento dos personagens. A narrativa é feita completamente do ponto de vista da Lola, o que é bom, porque ela é uma personagem longe de perfeita e cheia de intrigas internas.

Tem uma expressão em inglês que chama “Tease”, que é quando uma menina fica aparentemente insinuando-se para um menino mas não quer nada com ele. Em outras palavras, fica dando falsas esperanças.

É muito comum a gente pensar coisas ruins dessas pessoas. Parecem que elas são egoístas e não se importam com os sentimentos dos outros. Porém, eu tenho uma amiga que é considerada “tease”, e a história é completamente diferente do ponto de vista dela. A gente acaba entendendo mais o que realmente está acontecendo.

E é isso que eu mais aproveitei nesse livro. Eu estava até falando esses dias, é como se fosse um livro do John Green, mas do ponto de vista da menina (porque o John Green sempre cria meninos um tanto quanto geeky que se apaixonam por essas meninas inalcançáveis e etc).

A propósito, por isso gosto tanto de livros que não tem personagens “gostáveis”. O tempo todo escuto esse tipo reclamação, do tanto de defeitos que a personagem principal tem, logo a história não é digna. Gente, são esses defeitos que completam a história e tornam os personagens mais REAIS, mesmo que eles sejam bruxos, faunos, dragões ou uma menina que quer se vestir de Maria Antonieta no baile da escola.

Enfim! O livro é engraçado, romântico e cheio de pequenos momentos que você guarda no seu coração. E sinceramente, eu gostei mais dele do que de Anna. Assim que vocês tiverem a oportunidade, LEIAM.

Beijos!

P.S.: Lola, assim como Anna, foi um produto de NaNoWriMo (E NERDFIGHTERIA TAMBÉM!)

P.P.S.: Eu sou muito, MUITO apaixonada no marido da Stephanie.

P.P.P.S: No domingo eu estava brincando com a minha amiga Trash, no twitter, e acabei fazendo um vídeo, no impulso, mostrando alguns dos meus livros. A Bell disse que gostou e perguntou se estava tudo bem de colocar o vídeo no blog, e eu pensei, “claro, por que não?”

Então, aqui está.