Idioma: Inglês
Editora: Penguin Teen
Previsão no Brasil? Não há.
Sydney é uma alquimista, especializada em “apaziguar” a relação dos morois, dhampirs e strigois com os humanos. Para eles, o seu dever é proteger a humanidade das “criaturas da noite”, aceitando o fardo de ter que conviver minimamente com eles para poder cumprir o seu destino.
Quando ela é enviada na calada da noite para proteger Jill, o último lugar que ela espera acabar é num colégio interno em Palm Springs, na California. Mas nesse novo cenário, os problemas só estão começando…

Ok, a sinopse foi meio copiada, meio feita por mim mesma porque… não dá para falar muito sem dar spoiler nem de Vampire Academy nem de Bloodlines. O problema de Spinoffs é esse: você SEMPRE tem spoilerzinhos da série anterior e se você deseja lê-la, é triste ler as resenhas e se deparar com eles. Em Herói Perdido, eu não me contive com spoilers sobre Percy Jackson, mas com essa me conterei. É um exercício, né?
Começo dizendo que NÃO RECOMENDO que leiam Bloodlines sem ter lido Vampire Academy, embora isso não atrapalhe em nada. É um novo começo, pegando as pontas soltas do fim de VA e os desenvolvendo de forma magistral sob o ponto de vista de outra personagem.
Um dos problemas de Vampire Academy foi que Last Sacrifice acabou com várias pendências em vários personagens. Um deles é o meu personagem favorito, Adrian Ivashkov, que… sério. O que aconteceu com ele não deveria acontecer com ninguém.  E, de início, eu estava ansiosa para ler esse livro porque eu sabia que a Richelle havia prometido “mais Adrian” na nova série…
Só que quando a sinopse saiu, eu pensei “ONDE DIABOS O ADRIAN SE ENCAIXA NESSA COISA?” e  a resposta… bem, ela é genial. E é spoiler. De qualquer forma, durante Bloodlines vemos o Adrian evoluir muito mais do que nos cinco livros em que ele apareceu.
Aliás, “evolução” é mais ou menos o mote desse livro. Nós conhecemos a Sydney mais a fundo e aprendemos mais sobre os alquimistas e a sua família, entendendo um pouco como ela funciona. Alguma pessoas disseram que ela era “fraca”, mas, citando o Adrian, é necessária mais força para agir de forma racional do que para ser impulsivo.  E essa foi uma das coisas que eu mais adorei em Bloodlines: a Sydney me parece mais palpável que a Rose. Talvez porque eu me identifique mais com ela, talvez porque as duas são diferentes. Enfim, eu sinto falta de ler mais livros com protagonistas fortes que não precisam espancar todo mundo para mostrar isso. Força não está relacionado à força física nesse contexto e sim com a sua habilidade de se afirmar no mundo. A Sydney tem opiniões fortes, mas ela é gentil, ela se preocupa com os outros.  Mesmo estando ali, com “criaturas” que ela não gosta, ela vai além do que deve para poder tentar fazê-los feliz.

Além da Syd e do Addy (me deixa apelidar eles!), temos o Eddie, que é fenomenal desde a primeira vez que apareceu e nesse livro não é diferente. Acho um recurso interessante ter o Eddie por perto, porque ele é da idade da Rose, mas não podia ser mais diferente em temperamento. Ainda assim, uma das cenas que mais me divertiu foi a inicial, em que Sydney encontra Eddie pela primeira vez e o descreve, mostrando que guardiões tem, em geral, alguma coisa em comum independente do sexo, do temperamento ou da habilidade. Eles estão sempre alerta, mesmo quando relaxados… 
Vamos fechar o falatório específico sobre os personagens com a Jill. Muitas coisas aconteceram com a Jailbait durante os livros, sendo a mais chocante de todas revelada NESSE. A amizade que ela e Sydney desenvolvem é muito divertida e as duas protagonizam cenas hilárias (só perdem para as cenas do Adrian e da Syd)… Algumas pessoas disseram que acharam ela “tão chata quanto a Lissa” ou muito esgoísta, mas para mim, isso é comportamento padrão de uma garota de quinze anos.  Ela não faz nada além do que uma garota da idade dela faria, deixa eu dizer.
Fora os nossos quatro “protagonistas”, também temos personagens novos que são muito interessantes e protagonizam papéis diversos. O livro possui duas “linhas” de história e, enquanto uma delas foi bem óbvia para mim, a outra me deixou com o queixo aberto e me fez berrar “VOCÊ NÃO FEZ ISSO, RICHELLE!”.
É um ótimo início de série e eu me diverti bastante lendo-o. Aliás, eu acho que me diverti mais lendo Bloodlines do que Vampire Academy. Há uma leveza nessa nova série que me agrada, uma coisa de “cotidiano”, pincelado com uma ou outra intriga política ou probleminha.  Além disso, os relacionamentos progridem bem mais devagar, culminando com a dupla mais improvável tendo que lutar para se manter vivos… (e sendo hilários, porque, SÉRIO.) Tem uns detalhezinhos que me passaram despercebidos e só quando comecei a pensar depois que fiquei “OMG, NÃO, VOCÊ NÃO VAI FAZER ISSO!”
Essa provavelmente foi a resenha mais fangirl que vocês já viram por aqui e é um dos motivos pelos quais normalmente me recuso a fazer resenha de livros que gosto MUITO MUITO, como a série Vampire Academy ou Hunger Games. Sinto que não consigo passar nada além da minha empolgação com o livro e isso é meio prejudicial.
De qualquer forma, termino dizendo que *ACHO* que não tem nenhum problema em ler Bloodlines sem ler Vampire Academy. Tem uns detalhes da política que não vão fazer muito sentido, mas tenho certeza que os próximos livros deixarão isso mais claro. MAS lembro para vocês que ler o Spinoff sem ler a série é que nem começar Doctor Who da quinta temporada.

Classificação: Cinco Passes de ônibus (em homenagem ao Adrian)