Eu tinha planejado ter a minha resenha (que foi escrita originalmente em inglês) toda bonitinha e traduzidinha aqui para vocês, mas, bom, vamos apenas dizer que eu não sou a melhor das tradutoras, nem no que eu escrevi. Portanto, esta é uma resenha nova, mas que foi feita com tanto amor quanto a outra (porque o livro é muito amor, gente). Se vocês quiserem ler a original em inglês, ela está aqui, ó: (em breve)
Bom, Until There was You é um dos livros mais fofos que há no mundo. De verdade. Só compete com os outros livros da Kristan Higgins, que é uma das únicas duas autoras de chick-lit que eu leio, já que a minha fase com o gênero já passou há muito tempo e, hoje em dia, eu detesto o gênero. No livro, temos a Cordelia, também conhecida como Posey, que trababalha como dona de uma firma de salvamento arquitectônico (existem essas empresas no Brasil?) e às vezes volta ao restaurante dos seus pais como garçonete para ajudá-los. E, num desses dias em que ela estava fazendo exatamente isso, entra um homem do seu passado. Vocês sabem como isso é legal, não? Você está sempre toda linda e maravilhosa e ainda tem aquele ar de je ne sais quoi que adquiriu durante os anos e, ainda por cima, tem um namorado maravilhoso com você. É, infelizmente isso nunca acontece.

Você geralmente está na linha da baranguice, toda suja/com roupas inadequadas/infeliz/ ou mastigando. E era como a Posey estava quando encontrou Liam pela primeira vez em anos: com o uniforme antigo do restaurante. Aquele ar de je ne sais quoi? Então, ela também não tem. E o Liam… Bom, o Liam era o rapaz pelo qual ela sustentou uma quedinha por alguns anos e quebrou o coraçãozinho dela. Ele também era o bad boy da cidade, aquele que se apaixonou pela mocinha favorita da cidade e se reformou por ela e eles viveram felizes para sem-, ahem, não, eles não viveram felizes para sempre.

Emma, o nome da mocinha, teve câncer e faleceu, deixando Liam viúvo e uma filha de 15 anos. E, apesar de estar tendo um relacionamento (se é que posso chamar o que eles têm de relacionamento) com o dono do restaurante concorrente ao dos pais dela, ela tem aquela recaída – bom, vocês sabem, luxúria é algo poderoso -q E, agora, se você chegou até aqui, pode olhar estupefado para a minha cara, ou melhor, para a tela do computador e dizer: “Mas isso é tão clichê! É como todas as outras histórias de comédias românticas ou outros livros, Larissa. Se eu quisesse isso, era só eu baixar um filme da Katherinne Heigl e pronto!” e o que eu vou dizer é: não, não é. E não, eu garanto que esse livro é dez vezes melhor que qualquer filme com a Katherinne Heigl e a maioria das comédias românticas. Toda diferença deste livro (e, por sinal, de todos os livros da Kristan Higgins) é que há uma doçura, um humor e muito amor transbordando pelas páginas sem ser enjoativo ou falso. É uma mistura de realismo com fantasia, com humor, com tudo que é doce e amoroso no mundo dos livros. É impossível não rir com o livro, impossível não ficar com o coração partido também. A relação do Liam com a filha dele é muito parecida com a que eu tenho com o meu pai e a Posey é uma personagem muito engraçada. Na verdade, todo o elenco de personagens é engraçado e encantador. Até a “vilã” do livro é hilária e bem humana.

Humano, taí uma palavra para descrever o livro que é uma comédia, um romance, um livro que te deixa sentindo toda feliz e com um sorriso bobo no final. E, acreditem, o sorriso bobo retorna toda vez que você pensa no livro, mesmo se faz um ou dois meses desde que você o leu. Amor, outra palavra que descreve este livro e todos os outros da Kristan Higgins.