Idioma lido: Inglês
Editora: Simon and Schuster
Previsão no Brasil: Ano que vem, pela Galera Record.
Após o fim de Cidade de Vidro, tudo está resolvido mas… por que Jace está agindo de forma tão estranha? Quem são essas pessoas que estão atrás de Simon? E toda essa onda de bebês abandonados… O que isso quer dizer?
No quarto livro da série Instrumentos Mortais, somos jogados numa trama de traições, desconfianças e novos e velhos mistérios…
(A sinopse tá assim porque em NENHUM LUGAR tem uma sinopse desse livro que não seja dessa forma ou uma quote do livro. Sério mesmo. Como é que eu comprei um livro que NEM SINOPSE TEM??)
Li a trilogia dos Instrumentos Mortais de uma vez, em Março do ano passado, e me gostei muito. Foi uma das séries young adult mais divertidas que já li e recomendei para deus e o mundo, embora agora ache Infernal Devices, da mesma autora, melhor (com um livro só!). Só que quando a autora anunciou que Instrumentos Mortais agora seria uma série de seis livro, eu pensei “oh-oh”.
O negócio é que Cidade de Vidro (lança no Brasil mês que vem) fecha a história de forma incrível. E daí que tem “mais história do Simon para contar’? Deixa isso por nossa conta! Nem tudo precisa ter sido exatamente fechado e eu adoro quando os autores dão margem para a nossa imaginação no final.
Tudo bem. Eu decidi dar uma chance porque depois de Clockwork Angel, eu pensei “Não, ela não vai estragar tudo” mas… ELA ESTRAGOU. Na lista de livros mais desnecessários, esse é um dos primeiros. Teve gente que amou e eu realmente queria ter sido uma dessas, mas não DÁ para amar uma coisa que TE ENROLA, ENROLA, ENROLA e na hora H é fail.
Mas vamos por partes.
O livro nos leva nos acontecimentos pós-Cidade de Vidro, que não vou comentar por ser spoiler. O livro se alterna entre a visão do Simon, a visão da Clary e a visão do Jace, nos dando a chance de ver todas as nuances da história. O problema é que as partes do Jace e da Clary se resumem a “Jace é emo, Clary e Jace se pegam, Jace é emo, Clary fica com raiva, Jace é emo, Jace é emo, Jace é emo Jaaaaaaa-” ao ponto de deixar o Jace insuportável. Pois é. Jace Wayland, o garoto com a língua rápida e os comentários sarcásticos está INSUPORTÁVEL nesse livro.
Além disso, nos outros três livros, achei a Clary mais ou menos, mas nesse… sério mesmo, colega. É difícil assim sentar para conversar com o seu namorado e tentar descobrir o que está acontecendo? É difícil falar do que você fez para pelo menos uma pessoa em que você confie para que ela te guie? Dá para parar de complicar as coisas, por favor? Comparada à Tessa (protagonista de Infernal Devices), a Clary é infinitamente sem graça. Acho impressionante como uma garota da Era Vitoriana consegue ser mais “sassy” que uma garota do século XXI e olha que a Tessa nem chuta bundas nem tem poderes místicos para… bem. Vocês que leram Cidade de Vidro sabem.
Uma das únicas partes que salvou o livro foi o Simon e a sua linha de história. Ele está se adaptando à sua nova condição e todos o querem, de uma forma ou de outra. Os ataques misteriosos que começam a acontecer com ele o levam por caminhos inesperados e para um fim que, sim, é até interessante pela forma como a autora conseguiu costurar as coisas… O Simon está mais maduro e mais engraçado, roubando totalmente a cena do Emo-Jace. Outra parte legal é a que envolve o Magnus e o Alec, porque os dois são amor demais. Além disso, há uma parte envolvendo o Alec que eu SENTI que foi uma dica para Infernal Devices, embora eu acredite que se ela fizer o que estou pensando que ela fará, ficarei puta.
Em resumo, o livro enrola por páginas e páginas a fio, mostrando os vai e vem de Simon e progredindo num ritmo que é incomum para a série e provando que se as coisas não acontecessem de forma tão frenética, os livros seriam CHAAAAAATOS. Para algumas pessoas, eles já são chatos, mas isso não vem ao caso. As coisas começam a ficar interessantes nos últimos quatro capítulos, culiminando num final que todo mundo disse que era chocante, mas que achei desnecessário. Ficou parecendo que a autora não tinha mais história para escrever e recorreu ao recurso mais batido do mundo. Gente, aprendam com Supernatural: “WHAT IS DEAD SHOULD REMAIN DEAD”.
Sério, se personagens de livros vissem seriados o suficiente, saberiam como lidar na maior parte das situações u.u
No final, eu dei três estrelas no goodreads porque pelo menos eu me diverti. Foi bom rever alguns personagens e tem uma cena lá no final meio que deu a estrelinha a mais, se não ia ser duas estrelas.
Antes que perguntem, eu nunca dei uma estrela para livro nenhum que terminei. Como não tenho DÓ de abandonar o livro, se eu consigo terminá-lo, ele automaticamente ganha mais uma estrela só por ter conseguido a façanha de não ser abandonado. Um livro três estrelas é um livro bom, na maior parte das vezes, mas com alguns defeitos ou que não vai ser “fantástico” como um quatro estrelas ou “incrível” como um cinco.
Antes de terminarmos, um parágrafo sobre a capa. O QUE É ISSO? SÉRIO? Tipo, por que tem um menino com arco-e-flecha se ninguém usa isso no livro? E aquela menina ali, parecendo que está possuída? Gosto das outras três capas de Mortal Instruments, MAS ESSA? O que é isso, gente? Quero nem ver a capa da continuação, City of Lost Souls. Também terá duas pessoas e se for tão feia quanto essa… sério. Não sei se vou ler também, mas como sou masoquista, sempre acabo lendo…
Classificação: Três morceguinhos.
Fê
7 de outubro de 2011
Eu acho que já discuti esse assunto com você no Twitter o suficiente um dia desses.
WHY, CASSIE WHY?
Beijo!
PS: Esse livro é uma aula de como estragar um personagem legal e badass em algumas centenas de páginas
Em compensação, como você disse, pelo menos tem o Simon (e o Jace, quando tava com ele e com o outro menino lá que eu esqueci o nome, até conseguia ser legal de novo).
[Responder]
Amyrane Alves
7 de outubro de 2011
Sério,não consigo entender porque é que ela achou que ainda tinha mais coisa pra contar.
Estou pensando seriamente em não ler esse livro.
( mas vou acabar lendo, porque não consigo não ler)
[Responder]
thais alves
7 de outubro de 2011
Ah, eu gostei TAANTO desse livro! Acho que quando eu li Cidade de Vidro, no começo do ano passado, já sabia que com aquele final (aka corpo de Sebastian sem ser encontrado) eu já sabia que ela ia continuar. Então, nem fiquei surpresa com esse livro.
Agora, WHY DID YOU DO THAT TO JACE, CASSIE? Sério, essa mulher acabou com a minha vida. Jace tava um cú nesse livro. SIMON FOI MAIS BADASS QUE ELE.
SIMON. Eu odiava Simon nos outros livros, e nesse ele virou meu chuchuzinho!
Eu ainda não li Infernal Devices…É que quando eu comprei esse eu tive que me decidir entre CoFa e CA, acabei escolhendo esse. Péssima escolha, fiquei com impressão que perdi muitas coisas CamillexMagnus.
Claire sempre consegue se superar na sem-gracisse, né? Garota chata! E o pior é nesse nem Jace salva!
Eu dei 5 estrelinhas por Simon! Ele teve um desenvolvimento tão legal.
[Responder]
isabela
8 de outubro de 2011
nossa, exatamente o que eu acho!! eu já comprei a série inteira (a original, e a única decente), em inglês, mas antes de comprar o COG pensei muito no assunto, por que COFA me decepcionou demais!! a impressão que eu fiquei foi do tipo que ela terminou o COG, fechou todas as pontas soltas e ai decidiu que a série tava dndo muito dinheiro, e que ela ainda podia ganhar mais e decidiu continuar com a série. sério!! esse ultimo livro acabou com a série pra mim.. mas tudo bem, eu tento ignorar que ele existe, e pretendo continuar com a trilogia original.
[Responder]
Igor
8 de outubro de 2011
Naass, minha amiga acabou de me avisar que ia começar a comprar essa série e eu vim falar dessa resenha, perdeu toda a vontade QQ HUAAHUAHUA
Enfim, Infernal Devices parece bem melhor
[Responder]
thais alves
8 de outubro de 2011
Ah, eu escrevi "Claire", mas é "Clary". Culpa da Cassandra. #Fail pra mim.
[Responder]
Maria Raquel
8 de outubro de 2011
Não li essa série (ainda). Dizem que é bem legal, mas acho que dá pra parar quando termina né?
Um dos motivos que estou evitando acompanhar séries de livro é porque os autores NÃO SABEM QUANDO PARAR!!
Parece um vício ou algo assim :/
"Sério, se personagens de livros vissem seriados o suficiente, saberiam como lidar na maior parte das situações u.u"
Eu amei amei amei essa frase!
É o que eu sempre digo!!!!!! Se os personagens tanto de livros quanto de séries assistissem programas de TV o tanto quanto eu, mais da metade dos problemas deles nem existiriam!
Comecei a assistir Doctor Who (basicamente porque eu tinha que ver pra entender uma boa parte do que vocês falam aqui no blog, também porque TODO MUNDO que assiste fala que aquilo é vida – e é mesmo!-, e parte porque eu estava MUITO curiosa sobre ele) e uma das coisas que me deixou mais animada no Pilot foi que, ao invés da Rose agir como qualquer garotinha estúpida entrando no escuro pra averiguar o que tava acontecendo no porão, ela ACENDE TODAS AS LUZES!
Quantas personagens fazem isso?? As garotas de PLL NUNCA acendem as luzes quando estão em perigo..
Fico inconformada com isso.. Se fosse eu, primeiro que nem ia verificar quem estava fazendo barulho. Ia continuar no lugar que estivesse, bem quietinha, implorando pra não ser descoberta. Ir atrás do perigo? Nem pensar!
Acho que falei demais! Desabafei hahahahaha
[Responder]
Hangover at 16 (contato)
9 de outubro de 2011
Não é por nada, mas falar de Supernatural é meio contraditório, já que o Dean e Sam VIVEM a série INTEIRA morrendo e ressucitando q
xx carol
[Responder]
Alice
10 de outubro de 2011
Concordo totalmente. Foi legalzinho para passar o tempo, com momentos divertidos, mas, pqp, estragou muita coisa.
O Jace era uma inspiração de personagem bad boy do bem, mas, vem essa "nova saga do Simon" e estraga isso.
Eu vou ler City of Lost Soul. Quero ver o que vai acontecer e, espero mesmo, que melhore. Tô confiando na Clare.
[Responder]
Guilherme Alves
10 de outubro de 2011
Eu também me decepcionei muito com COFA. City of Glass foi tão épico e eu gosto tanto de Mortal Instruments que esse livro foi super broxante!
Também gostei mais de Clockwork Angel do que todos os livros de Mortal Instruments.
Já vi a Cassie Clare falando sobre outra série, chamada por enquanto de "The Dark Artifices" que seria com outra equipe de Shadowhunters e se passaria em Los Angeles… sinceramente acho que ela devia se desprender e escrever coisas novas, pra não correr o risco de se repetir…
[Responder]
Henri B Neto
11 de outubro de 2011
Bom, eu sou uma dessas pessoas que achou o primeiro tomo chato… Na verdade, eu só li ''Cidade dos Ossos'', e a minha opinião não foi muito positiva.
Mas como eu também sou do time ''Se começou, termina!'', eu já comprei o ''Cidade das Cinzas'' e ganhei à pouco tempo o supra-citado ''City of Fallen Angels''. E a sua resenha me deu muito medo já que, se quem gostou da ''primeira parte'' da série não gostou da continuação – imagina quem já começou a série com o pé atrás?!
(Eu tinha esperanças que melhorasse para mim… Mas é o meu lema, né: Se começou, agora termina! Rsrsrs).
Henri B. Neto
''Na Minha Estante''
[Responder]
Juliana Bartholomei
1 de novembro de 2011
AI MEU DEUS!
Sua resenha reflete exatamente o que eu pensei/senti durante a leitura de CoFA. Sério, acabei de topar com o seu blog e você é a PRIMEIRA que eu achei que fez uma resenha sem transbordar de elogios, de ohmygod how I love TMI e etc e ter achado o livro uma decepção comparada aos anteriores da série. Adorei *-*
Abraço
[Responder]