Passeio de Montanha-Russa: O Hipnotista, Lars Kepler
O engraçado é que apesar de ter feito uma pausa de meia hora, continuei agitada por conta de O Hipnotista, porque ele é esse tipo de livro, o que não te deixa descansar até que você o termine. Voltei à minha leitura e depois de mais 200 páginas, tive que parar, porque por mais que ansiasse terminar, eu me devia um descanso. Os personagens são reais demais com seus problemas conjugais ou familiares ou sentimentais e com seus momentos de felicidade, de tristeza e de desespero, e creio que essa parte foi a que mais me cansou mentalmente. As semelhanças com pessoas reais e a vida cotidiana são tantas que na minha hora de sossego, não pude deixar de me questionar coisas como: “qual o limite da maldade humana?”, “ela tem idade?”, “até onde somos influenciados pela mídia e pela opinião pública?”, “a Suécia realmente tem tantos neo-nazistas quanto parece?”.
Terminei o livro no domingo (ontem) e a única que realmente consegui responder foi a da Suécia e grupos de neo-nazistas. Questionei-me sobre isso, porque não é o primeira coisa que se passa em terras suecas que cita os neo-imbecis e suas atividades mais-neo-imbecis-ainda. Na minha pesquisa, cheguei a dados que afirmam que neo-retardados são uma parcela pequena, mas violenta, e, infelizmente, em crescimento. Essa informação não é realmente relevante sobre o livro, entretanto, acho que é uma interessante de saber no caso de ler uma passagem e ficar pensando o quão irreal é essa situação em um “país de primeiro mundo”- detesto usar esse termo, mas sei que muita gente acha que só o Brasil tem problemas, porque é pobre, o que também não é verdade (considerando que somos a maior economia do mundo), a renda é que não é bem dividida.
Por que “Passeio de Montanha-Russa”?
Ler O Hipnotista é como passear em uma montanha-russa: ao entrar no carrinho, você fica ansioso, pois sabe o que vai acontecer, depois do carrinho começar a se locomover vem aquela subida lenta que deixa seus músculos tensos e você fica apenas desejando que desça de uma vez para acabar com a agonia e, ao descer, tudo é muito rápido e cheio de adrenalina, e quando acha que acabou o passeio, você, na verdade, está naquela subida novamente e começa tudo de novo e, de repente, o passeio acaba, mas você ainda sai do carrinho sem ar. Posso dizer passei por todas essas fases, quase nessa ordem, ao ler O Hipnotista.
Eu realmente recomendo este livro se você gosta de um excelente romance policial, com um toque de terror psicológico, ótimos personagens, uma narrativa que prende do início ao fim e um enredo bem trabalhado. E apesar de muitos estarem falando que o casal Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril, que escrevem sob o pseudônimo Lars Kepler, serem o novo Stieg Larsson (Os Homens que não Amavam as Mulheres), não recomendo que vocês peguem o livro pensando neles assim, vocês podem se decepcionar. Nota: Quatro psicopatas.
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