Ano2009

LínguaPortuguês/Sueco
Editora:Intrínseca(português)/Månpocket(sueco)
Autor: Lars Kepler
Nome Original: Hypnotisören

“O massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a polícia sueca e deixa apenas um sobrevivente: o filho de 15 anos, em estado de choque. Desesperado por identificar pistas do assassino antes que outros crimes aconteçam, Joona Linna, o detetive que exige fazer a investigação, recorre ao psiquiatra Erik Maria Bark – especialista em pacientes psicologicamente traumatizados, que utilizava a hipnose como meio de acessar lembranças de episódios violentos – na esperança de descobrir qualquer coisa que leve a assassino através das memórias da vítima.

Por ter abandonado essa prática há dez anos, após um episódio misterioso, Dr. Bark hesita antes de concordar em hipnotizar a vítima. E sua decisão tem consequências terríveis e inicia uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos…”
[Resumo retirado da prova da Intrínseca - com modificações]
*** 
Sexta-feira recebi uma mensagem de dona Bárbara perguntado se eu poderia “ler um livro até o dia 10, é sueco”. Respondi a mensagem na hora em que acordei, porque é um livro sueco e, apesar de nunca ter comentado, tenho uma queda por literatura, cinema e atores suecos. Ah, sim, caso ainda hajam dúvidas, minha resposta foi positiva e, sábado (anteontem), Barbie me entregou uma caixinha linda da Intrínseca com o livro dentro e muitas outras coisas legais, incluindo uma mini-tesourinha. 


Foto que Barbie tirou da caixinha linda

Fiquei muito emocionada ao ver que o livro era apenas uma prova e que o lançamento oficial é hoje! Como a Intrínseca foi muito boazinha em mandar pra gente antes de lançar, achei que nada seria mais digno do que fazer uma resenha sobre O Hipnotista para o dia do lançamento! <3 

A coisa mais importante à saber antes de ler esse livro é que ele é sueco (sim, estou repetindo isso, mas não à toa), e, vejam bem, os nórdicos (a Suécia é uma país nórdico), em geral, não poupam violência ou sexo ou palavrões quando eles são necessários para o desenrolar do enredo, principalmente quando se tratando de romance policial. Então, se você for aquele tipo de pessoa que não consegue com cenas fortes, passe longe de O Hipnotista. 

Desde a primeira página, o livro me prendeu. Quando o detetive Joona liga às três da manhã para o doutor Erik, fiquei inquieta, mas ao revelar a situação do menino de quinze anos e pedir que o médico visite o hospital, percebi que só soltaria aquele livro ao descobrir quem fez aquilo com o jovem e sua família. De fato, interrompi a leitura ao revelarem a identidade o assassino e sua motivação, mas não o fiz pelo livro ter acabado e, sim, para poder respirar normalmente e aliviar a tensão, porque tudo ocorrera tão rápido e foram tantas cenas incríveis e tantas reviravoltas, e eu ainda estava na página 200 de 477 páginas.  

O engraçado é que apesar de ter feito uma pausa de meia hora, continuei agitada por conta de O Hipnotista, porque ele é esse tipo de livro, o que não te deixa descansar até que você o termine. Voltei à minha leitura e depois de mais 200 páginas, tive que parar, porque por mais que ansiasse terminar, eu me devia um descanso. Os personagens são reais demais com seus problemas conjugais ou familiares ou sentimentais e com seus momentos de felicidade, de tristeza e de desespero, e creio que essa parte foi a que mais me cansou mentalmente. As semelhanças com pessoas reais e a vida cotidiana são tantas que na minha hora de sossego, não pude deixar de me questionar coisas como: “qual o limite da maldade humana?”, “ela tem idade?”, “até onde somos influenciados pela mídia e pela opinião pública?”, “a Suécia realmente tem tantos neo-nazistas quanto parece?”. 

Terminei o livro no domingo (ontem) e a única que realmente consegui responder foi a da Suécia e grupos de neo-nazistas. Questionei-me sobre isso, porque não é o primeira coisa que se passa em terras suecas que cita os neo-imbecis e suas atividades mais-neo-imbecis-ainda. Na minha pesquisa, cheguei a dados que afirmam que neo-retardados são uma parcela pequena, mas violenta, e, infelizmente, em crescimento. Essa informação não é realmente relevante sobre o livro, entretanto, acho que é uma interessante de saber no caso de ler uma passagem e ficar pensando o quão irreal é essa situação em um “país de primeiro mundo”- detesto usar esse termo, mas sei que muita gente acha que só o Brasil tem problemas, porque é pobre, o que também não é verdade (considerando que somos a maior economia do mundo), a renda é que não é bem dividida.

Por que “Passeio de Montanha-Russa”?

Ler O Hipnotista é como passear em uma montanha-russa: ao entrar no carrinho, você fica ansioso, pois sabe o que vai acontecer, depois do carrinho começar a se locomover vem aquela subida lenta que deixa seus músculos tensos e você fica apenas desejando que desça de uma vez para acabar com a agonia e, ao descer, tudo é muito rápido e cheio de adrenalina, e quando acha que acabou o passeio, você, na verdade, está naquela subida novamente e começa tudo de novo e, de repente, o passeio acaba, mas você ainda sai do carrinho sem ar. Posso dizer passei por todas essas fases, quase nessa ordem, ao ler O Hipnotista.

Eu realmente recomendo este livro se você gosta de um excelente romance policial, com um toque de terror psicológico, ótimos personagens, uma narrativa que prende do início ao fim e um enredo bem trabalhado. E apesar de muitos estarem falando que o casal Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril, que escrevem sob o pseudônimo Lars Kepler, serem o novo Stieg Larsson (Os Homens que não Amavam as Mulheres), não recomendo que vocês peguem o livro pensando neles assim, vocês podem se decepcionar. 


Nota: Quatro psicopatas.

Me despeço com o booktrailer legendado disponibilizado pelo canal da Editora Intrínseca. Ele é muito legal e no final mostra a capa britânica do livro, que é mais atraente do que a brasileira. XD
Esta prova foi um oferecimento da Editora Intrínseca! =D