É isso. Hoje é dia das crianças. Um dos dias mais importantes do ano. Então, para comemorar, eu vou falar de coisas “infantis” e como é injusto que elas sejam marginalizadas do jeito que são e de brinde ainda vou dar super dicas para vocês.
De nada.
Comecemos então.
Quando eu ouvi falar da Stephanie Perkins pela primeira vez, eu fiz a minha pesquisa completa. Uma das coisas que eu descobri nessa pesquisa é que quando ela tinha entrado na faculdade para estudar Creative Writing, ela queria escrever livros infanto-juvenis. E por causa disso, ela sofreu preconceito das outras pessoas. Se o pessoal não te leva a sério quando você diz que quer ser escritor, eles definitivamente te detonam quando você quer escrever “para crianças”.
Isso me deixa irritada DE UMA FORMA QUE PALAVRAS NÃO CONSEGUEM DESCREVER. Então, aqui vai um gif.
Enfim, a Stephanie Perkins, por causa do falatório do pessoal da faculdade, acabou lendo mais Young Adults (que, acredite se quiser, ela não lia muito quando adolescente), o que acabou influenciando no trabalho dela. Mas ainda assim ela é fã de Infanto-juvenis e acha idiota todos os que criticam. E ela está certa. Aqueles que criticam são idiotas. E vou provar o porquê.
EM FILMES:
OK, então, um dos filmes preferidos da minha vida é O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Mas sabe quais são minhas cenas preferidas do filme? Aquelas de flashback de quando a Amélie era criança. PRINCIPALMENTE aquela em que ela se vinga do vizinho, desligando o jogo de futebol dele.
Pois é, umas semanas atrás eu assisti um filme chamado O Pequeno Nicolau, que eu juro para vocês, faz Amélie Poulain parecer um filme água com açúcar da Cameron Diaz. É uma produção linda, e o filme inteiro é com crianças fazendo coisas absurdas do tipo a Amélie desligando o jogo de futebol do vizinho. Por favor, por favor, por favor, por favor, ASSISTAM esse filme, aqui um trailer:
(nota da Bell: LE PETIT NICOLAU *o*)
(P.S.: É claro que esse filme é baseado em uma série de livros infantis)
Mais exemplos? VAMOS FALAR DA PIXAR.
Certo, se você já assistiu o documentário da história da Pixar, sabe que Toy Story ia ser uma história bem “adulta” com o Woody sendo bem horrível e etc. Isso, porque a Disney queria patrocinar uma produção que criasse animações para adultos.
A Disney é uma burra.
Enfim, o John Lasseter tentou tentou fazer o filme para adultos, mas a coisa simplesmente não estava fluindo. Estava horrível.
Então ele jogou tudo pro alto e disse “que se dane” e fez o filme como ele sempre queria ter feito. O “filme para crianças”.
E assim começou O ESTÚDIO DE ANIMAÇÕES MAIS LENDÁRIO DO UNIVERSO.
Você pode fazer comparações. Pegue essas animações que foram feitas para agradar adultos. Elas são legais? Sim, muitas vezes são. Elas são melhores que as animações da Pixar? Nunca.
Sem contar que as pessoas que trabalham na Pixar é OBRIGADOS a agir como crianças. Tem uma mulher que todo dia 1º de abril manda um e-mail pedindo demissão. Todo ano ela muda o motivo e aonde ela vai trabalhar em seguida. É awesome.
EM MÚSICA:
Gente. Palavra Cantada. Eu desafio vocês a encontrarem letras mais inteligentes.
Em inglês eu considero uma banda chamada They Might Be Giants como o equivalente ao Palavra Cantada aqui.
Vídeos lindos para vocês



















Emelly
12 de outubro de 2011
Que post lindo! Super concordo com voce, esse negócio de preconceito contra livro infantil é ridículo.
E eu AMO O Pequeno Nicolau, aqui em casa a gnt já assistiu umas mil vezes.
[Responder]
Daniel Dandy
12 de outubro de 2011
Jurava q eu era o único que leu Vida encantada! os livros da autora são óootimos ! muuuito viciantes!
Eu li todos os livros do pequeno nicolau, recomendo a todos, são muuuito divertidos, o filme foi uma ótima adaptação!
[Responder]
Cíntia Mara
13 de outubro de 2011
Uai! Criticar quem escreve livros infantis? Como assim??? Eles acham que as pessoas vão ficar adultas e, do nada, tomar gosto pela leitura sem ter sido estimuladas na infância? (Ok, com algumas pessoas isso acontece, mas a maioria dos leitores frequentes tomou gosto pela leitura cedo.) E como as crianças serão estimuladas se não existirem os livros infantis? E, como você apontou muito bem, histórias infantis não são fáceis e exigem tanto (ou mais) que histórias adultas.
[Responder]
Mônica Bento
13 de outubro de 2011
Também amo infanto-juvenis! Não sei se acho superiores, mas tem tanta coisa maravilhosa! Também acho ridículo essa "marginalização" e o preconceito que quem gosta sofre. Pessoas, quem as entende, né?
Na universidade puxei uma disciplina de Literatura Infanto-Juvenil (eu fazia jornalismo) e por alguma razão as pessoas riam de um jeito muito debochado qdo eu contava que tava indo pra essa aula ou comentava alguma coisa interessante dela. Quase ninguém levava a sério qdo eu falava dos trabalhos oi coisa assim. Só sei que um livro que só li aos 20 anos, por causa da disciplina, e virou um preferido foi Chapeuzinho Amarelo. Dá vontade de morder, de tão gostoso.
Palavra cantada = puro amor! E agora lembrei das músicas de Cocoricó (o dvd bombava com os sobrinhos), que são simples e grudam de um jeito bom.
E They Might be Giants! A música da abertura de Malcolm era deles, até hj quando alguém me pergunta alguma coisa e eu não entendo bem solto um "Yes, no, maybe, I don't know, can you repeat the question?" hehe
Vai ficar enorme isso aqui se eu for falar tudo que veio na minha cabeça enquanto lia, então, resumindo: concordo com tudo e todo mundo devia abrir o coração pros infanto-juvenis e ser feliz =D
[Responder]