Sinopse do livro: 1984 é uma das obras mais influentes do século XX, um inquestionável clássico moderno. Publicado em 1949, quando o ano de 1984 pertencia a um futuro relativamente distante, tem como herói o angustiado Winston Smith, refém de um mundo feito de opressão absoluta. Em Oceânia, ter uma mente livre é considerado gravíssimo, pois o Grande Irmão, líder simbólico do Partido que controla a tudo e a todos, “está de olho em você”.
No íntimo, porém, Winston se rebela contra a sociedade totalitária na qual vive: em seu anseio por liberdade e verdade, ele arrisca a vida ao se envolver amorosamente com uma colega de trabalho, Julia, e com uma organização revolucionária secreta.
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1984 é um clássico escrito por George Orwell no ano de 1948. O livro é ambientado numa sociedade distópica e futurista, fazendo crítica a vários regimes totalitários e personificando medos da época da Guerra Fria.
Nesse futuro imaginado pelo autor, houve uma revolução socialista e autoritária, onde os cidadãos são tudo, menos iguais. Nosso mundo foi dividido entre Eurásia (Rússia e Europa Continental), Lestásia (Leste da Ásia) e Oceânia (Reino Unido, Américas, Sul da África e Austrália), que vivem em guerra entre si.
As pessoas são vigiadas 24 horas por dia, e um mero pensamento contra o Partido é motivo de tortura e morte – o chamado pensamento-crime.
Conceitos absurdos e lavagem cerebral são inseridos na cabeça da população por meio de um método chamado duplipensamento.
Mapa do mundo fictício de 1984:
Oceânia: Américas, Sul da África, Reino Unido e Austrália
Eurásia: Europa Continental e Rússia
Lestásia: Leste asiático
Resto: território disputado
Nesse ambiente claustrofóbico, nós somos apresentados a Winston, um homem que decide se rebelar contra o Partido. Mesmo sabendo que será preso pela Polícia das Ideias, ele se rebela mesmo assim, e vai aos poucos descobrindo que o mundo do Partido é mais que slogans grudentos e meras ameaças.
Ao contrário do que se pode parecer, o livro não é particularmente difícil. Tá, tudo bem que é um história tensa, mas a narrativa te prende de uma maneira tão única que é impossível largar o livro. Ele não é enfadonho ou excessivamente rebuscado como muitos livros por aí.
Para um clássico com tanta densidade emocional, eu acho que eu li até rápido. Sinceramente, eu queria ter lido bem aos poucos, digerindo aquele mundo que é ao mesmo tão diferente e tão semelhante ao nosso, mas eu não consegui.
Eu precisava continuar lendo.
Eu precisava torcer, mesmo que inutilmente, por um final feliz. Porque, desde o começo, você já sabe o que vai acontecer ao Winston e à Julia.
Mas mesmo assim você se apega aos dois, e espera do fundo do coração que eles não se rendam ao sistema cruel do Partido.
Obviamente, todas as suas esperanças são massacradas no Quarto 101 e no Ministério do Amor (órgão do governo do IngSoc responsável pelas, hm, torturas).
Isso mostra que não existem esperanças em distopias. Mesmo que você lute, mesmo que você se sacrifique.
É um livro terrivelmente brilhante, que Orwell escreveu um pouco antes de sua morte – talvez como um aviso às gerações futuras.
Mesmo que o início seja meio lento, eu nem sei por onde começar a explicar a importância desse livro.
Até para você aí, que é como eu, fã de romances e finais felizes. Tá, não é o tipo de livro que você vai levar para a praia, no verão – nada te impede de levar 1984 para a praia, obviamente -, mas é um livro necessário. Para todo mundo.
Ele é necessário para se lembrar que é preciso ter senso crítico e não aceitar as coisas já mastigadas pela mídia, pelo governo ou por seja lá quem for.
Ensina que deve sempre se lembrar que a “minoria de um” está frequentemente certa, e só porque você pensa diferente dos outros, não quer dizer que pense errado. Pelo contrário.
Ele mostra que é impossível domar o espírito humano, mesmo com doutrinação extrema e lavagem cerebral. Como Winston, eu prefiro acreditar que um dia – talvez décadas, séculos depois do ano de 1984 -, os proletas se revoltarão, e trarão fim ao regime do Grande Irmão. Sou dessas.
É claro que você pode ficar meio deprimido pela leitura, porque em um certo ponto da história, o leitor é dominado por uma sensação de impotência tão grande que dá vontade de largar o livro. Se ele não fosse tão bom, eu com certeza teria abandonado.
Tá, não teria.
Mas é muito triste, e existe uma possibilidade bem palpável de você ficar para baixo (e paranóico) depois de ler 1984.
Por isso, eu recomendaria ler naquele momento que você está procurando algo para expandir um pouco os seus horizontes, sabe, quando você quiser ler algo profundo, mas não maçante.
Por que “E se nada disso pertencesse a você?”
Essa foi uma das minhas principais reflexões quando eu li o livro.
E se eu morasse no mundo de 1984? Se não fosse dona de nada, nem mesmo das minhas memórias, dos meus pensamentos e do meu destino? E se eu tivesse que sacrificar tudo isso – sem nenhuma escolha, porque, afinal, eu também não seria dona das minhas escolhas – em prol de uma “coletividade” que no fundo não existe?
E o quanto disso é real? Quantas vezes a tevê, a internet ou até mesmo a escola nos manipularam para acreditar no que lhes era mais conveniente – não necessariamente a verdade?
É claro que qualquer um ficaria louco com esse excesso de interrogações, mas elas são necessárias de vez em quando. A maioria das pessoas parece querer se esquecer disso.
PS: Eu tenho que dizer que a edição de 1984 da Cia. das Letras é LINDA! A capa é linda, e ao vivo é ainda mais bonita.





















AjAguiar
1 de outubro de 2011
Muito boa a resenha. Está na minha lista de "vou ler" já a algum tempo, mas ainda não o tenho. Só reforçou a impressão genial que eu tenho deste clássico.
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Whatsername
2 de outubro de 2011
Poxa, me emocionei com sua resenha…É isso mesmo.
É maravilhoso o livro. Do tipo que de deixa com gosto amargo na boca. Mas é indispensavel….
Outra distopia que eu amo é Não veras Pais Nenhum, Ignacio de Loyola Brandão. Ninguem comenta muito sobre ele. Mas é otimo.
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Roberta
2 de outubro de 2011
aww, adoro esse livro *-*
quando eu tava lendo meu principal comentário pra todo mundo era "esse autor é um gênio.. tem pouco diálogo, pouca ação durante grande parte do livro (comparados a outros livros), e continua prendendo de um jeito absurdo : )
e aliás, resenha linda *O*
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Felipe Augusto
6 de outubro de 2011
O post ficou muito bom! já tinha lido a sinopse do livro e ficado com vontade de ler até que fui a biblioteca da faculdade e vi ele de novo e ainda mais interessado, ai quando venho no blog tem essa resenha, peguei o livro e assim que terminar Mockingjay eu começo *–*!
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Anonymous
8 de outubro de 2011
Concordo plenamente com sua resenha do livro. A questão "E se nada disso pertencesse a você" mostra como você conseguiu absorver as mensagens do livro.Você tem certeza que é dona do que gosta, de suas ideais, de suas ideias moralista que é dona do que pensa, ou do que a mídia manipula e a escola? Se você assisti a rede globo, e tem esse canal como principal fonte de informação (espero que não,sinceramente) está na hora de refletir e tomar uma atitude.
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Yasmin
14 de outubro de 2011
peguei esse livro na biblioteca da minha escola depois que li essa resenha . Caramba, é muito intenso!Fiquei meio revoltada com a raça humana depois que terminei de ler .Se vc parar pra pensar isso aconteceu na época da ditadura(ñ de maneira tão intensa quanto no livro)mas aconteceu.E é ainda visível uma manipulação das pessoas tanto pela mídia quanto pelo governo. É uma situação muito angustiante saber que nada te pertence,nem msm os seus pensamentos. Também acredito que TODO mundo deveria ler esse livro.Muito bom msm.
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Ubirajara Rodrigues
11 de janeiro de 2012
Ops… dei um comando errado e a mensagem anterior foi incompleta…
Mas então, Cherry B., gostei da resenha, bastante sintonizada com o que despertou em mim também. Li o livro justamente depois de conhecer algumas coisas mais leves, e foi ótimo! Não conseguia parar de ler, nem quando saia do metrô e tinha de prestar atenção para não atropelar quem estivesse na minha frente! Enquanto lia, sempre me lembrava de “Admirável Mundo Novo”, livro de Aldous Huxley, publicado em 1932, e que também descreve o que para a época dele seria um futuro muito sombrio.
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