Então, eu estava pretendendo fazer um vídeo sobre o remake/reboot de Conan, mas a minha webcam não colaborou. Portanto, vou fazer um post duplo, sobre o filme com o Jason Momoa e o livro do Robert E. Howard que recentemente saiu pela Editora Generale.


PRIMEIRA PARTE: O FILME:

(eu curti esse pôster porque ele se parece com as ilustrações do Frank Frazetta.)

Eu sou muito fã do filme dos anos 80, com o Schwarzenegger. Por mais que ele tenha as suas falhas e seja ridiculamente trash para os padrões de hoje em dia, é incrível como um filme praticamente sem diálogo seja tão divertido. Para vocês que não viram o filme terem noção, a primeira vez que o Conan fala, é sei lá, depois de uma meia hora de filme. Mas, mesmo assim, o Arnie tem um carisma incrível na tela (não na vida real…), o que contribuiu MUITO pro personagem.
E isso é só uma das coisas que diferenciam o filme antigo desse novo, com o Jason Momoa.

O novo Conan é uma bomba. LITERALMENTE. 

Aliás, o lindo do Momoa (falo isso sem nenhum sarcasmo. ESSE HOMEM É LINDO!) é a única coisa que chega próxima a salvar o filme – e é por causa do seu tanquinho, e não pelas suas habilidades de atuação.
Com certeza, o pior aspecto do filme é o jeitão sério que o diretor tentou dar ao Conan. Sendo Espada e Feitiçaria, a aventura é essencial. E o novo Conan não é nada mais que um insosso filme de ação.
Justiça seja feita, a primeira metade do filme é bem divertida, mas isso se acaba se perdendo num excesso de sangue e violência. É verdade que a ação é importante nas aventuras do cimério, – afinal, ele é um bárbaro – mas alguém achou que isso era uma desculpa para inserir batalhas sisudas e tentar dar um tom “adulto” (entre aspas mesmo) e hollywoodiano ao Conan. Tanto o filme de 1982, quanto as HQs e as histórias do Robert E. Howard possuem um certo humor, completamente ausente no filme novo.



PARTE 2: O LIVRO

Essa parte da resenha se refere apenas ao conto/história/novella “A Hora do Dragão”!
Eu tinha muitas, muitas espectativas quanto as histórias do Robert E. Howard, principalmente por eu ser muito, muito fã de A Espada Selvagem de Conan. Pela HQ, já dava pra perceber que o personagem original não tinha muito a ver com o do Schwarzenegger. O Conan dele é praticamente só músculos, é infantilizado e só fala umas cinco ou seis vezes no FILME INTEIRO. Já o dos gibis é inteligente, astuto – tanto que ele vira rei de Aquilônia – e tem um corte de cabelo ridículo. Quer dizer, no filme ele também vira rei – na péssima sequência, Conan, o Destruidor -, mas é tão bleargh que eu não vou nem comentar.
[nota: EU APRENDI A ESCREVER SCWARZENEGGER SEM OLHAR NO GOOGLE!]

ENFIM.
As minhas expectativas, de certa forma, foram satisfeitas. Mas, de certa forma, não. A história tem muitas batalhas, perfeitamente narradas, e um estilo muito dinâmico. Porém, faltou alguma coisa na narrativa, e provavelmente foi culpa da tradução e da revisão. Existem vírgulas nos lugares errados, alguns períodos que não fazem muito sentido… isso acaba matando um pouco do ritmo da leitura, o que não aconteceria com uma revisão melhorzinha.
Outra coisa que eu não gostei – e isso não é culpa de ninguém -, é o tratamento que o Robert E. Howard dá as mulheres e aos negros. Eu sei que isso é um reflexo da época que ele vivia, o começo do Séc. XX, mas mesmo assim irrita muito. Ver negros e mulheres em papéis de segundo plano me deu nos nervos, principalmente sabendo que o mundo de Conan é inventado, e isso poderia ter sido evitado.
Tirando isso – e isso nem é tão presente assim na história -, A Hora do Dragão é um conto/romance muito legal. Tem basicamente o mesmo tom da HQ e dos filmes, aquele esquema básico de Espada e Feitiçaria, que é muito, muito bom. Para fãs de Espada e Feitiçaria, aliás, eu nem preciso dizer que é obrigatório. E os outros contos também são muito legais!
Os contos do Howard podem não mudar a sua vida e inspirar reflexões metafísicas e existenciais, mas com certeza são divertidíssimos para os fãs de uma boa aventura. Essa edição da Generale vale muito a pena, porque são várias histórias, que nunca tinham sido lançadas em português. Isso sem falar nas fotos do Jasson Momoa em altíssima qualidade, e sem camisa. Me gusta!

P.S: Eu gostaria de dizer que eu tenho uma atração bizarra pelo Jason Momoa. Eu SEI que é bizarro, mas eu não posso evitar. Falar que ele é lindo é uma opinião muito polêmica. Quando eu mostrei as fotos que estão no livro para uma amiga minha, ela ficou insistindo que ele tinha man boobs (peitos). A nossa discussão terminou com ela gritando “ELE TEM… PEITOS!!!” e eu “NÃO TEM NÃO” na sessão infantil da Livraria Cultura. Loucas.
Para finalizar, o bumbum do Jason Momoa: