Eu tava com preguiça de fazer esse post contando as peripécias da nossa viagem do Rio, mas de repente me bateu uma vontade de escrever para o blog.
Então, aqui está. Uma narrativa ÉPICA da nossa viagem para o Rio.
Eu e a Bárbara só ficamos quatro dias – a Valéria ficou mais, acho que ela vai fazer o próprio diário de bordo -, e nós fomos para a Bienal três dias.
No primeiro dia, a gente encontrou as fofas da Lívia, a Denise, a Juliana, a Maya, a Cibele, a Nat Puga, a Íris, a Etiene, e várias outras. Foi no dia do bate-papo e autógrafos com a Alyson Noël – que, TADÃÃ, tem DUAS resenhas negativas aqui no blog, uma feita por uma leitora convidada e outra da Angel Sakura.
Então, eu e a Bárbara, que não lemos os livros, não pegamos senha para o autógrafo. Também, né?
Porém, o bate-papo com ela foi muito divertido. Ela foi muito simpática, e teve uma hora muito engraçada que ela falou do Alex Skarsgard. Foi bem assim:

Fã fofo(a): Alyson, se você pudesse beber o elixir [é algo dos livros dela. acho que quando você bebe, além de ficar imortal, tem direito de materializar alguma coisa], o que você materializaria?
(Alyson tem um ataque de risos)
Alyson: Bom, eu materializaria o meu cachorro e o meu cavalo de quando eu era criança, e morava no rancho. E… bem, seria muito legal materializar o cara que faz o Eric, em True Blood.
Todo mundo, inclusive ela:


Muito legal, não? Ela não ficou distante do público como poderia ter ficado, e mesmo com algumas perguntas meio espinhentas – do tipo, “como você lida com críticas?” – ela foi superfofa. Me deu até culpa de não ter lido os livros dela.
Esse ano foi a primeira vez que eu fui na bienal, também. Ela é bem parecida com a Feira do Livro, aqui de Brasília, só que um bilhão de vezes melhor.
Me ocorreu como seria mágico trazer uma excursão da escola para comprar LIVROS!
Ai, ai. Alguém deveria dar uma força para a Feira do Livro de Brasília, ela está sendo engolida por estandes de livros infantis e de livros de direito.
Mas, voltando a Bienal do Rio, me disseram que não valia a pena comprar lá, porque não tem muito desconto – o que é parcialmente verdade.
Nas editoras grandes (tipo Record, Companhia das Letras, Intrínseca), realmente não tem tanto desconto assim (a média é de desconto de 5 a 10%), mas eu encontrei verdadeiros achados em outros estandes. No primeiro dia, que eu dei uma passeada nos arredores do estande da Intrínseca e – PASMEM, comprei três livros, de capa dura, por R$ 25,00 no total. É tipo, 7 reais por livro.
Foram três livros de contos de fada, um do Charles Perrault (SIIIIIIIIM, EXISTE!), outro do Hans C. Andersen (aquele que eu disse no meu outro post, que no Submarino é oitenta reais) e outro de contos siberianos. Me arrependi de não ter comprado o Mil e Uma Noites.
Como diria minha mãe: eu abri o “comprador”. Mas eu acho que faz bem, afinal – eu estava viajando! E eu estava na Bienal do LIVRO, o que eu ia fazer? Sair por aí gastando é algo ruim se você faz o tempo todo, mas de vez em quando é… terapêutico! #BeckyBloom
Com certeza, a coisa mais legal que eu comprei, foi o Doctor, o meu macaco de pelúcia. Olha a fotinha dele:

Se você vê Doctor Who, você pode totalmente adivinhar porque o nome dele é Doctor. Se não, olha uma dica:

No segundo dia, a gente encontrou MUITO mais gente. Foi o dia que a gente encontrou mais gente, inclusive as garotas do Psychobooks e a Babi Dewet.
Também foi o dia do autógrafo da Emily Giffin, da Audrey Niffenegger, e quando eu fiquei com o nariz entupido e fiquei um tempão falando engraçado. Enfim, apesar de sentir que poderia ter aproveitado BEM mais, eu me diverti na viagem. E a gente foi na Applebee’s, que na minha opinião é tipo o Outback, só que um pouquinho piorado.
E os estandes da Cia. das Letras e da Record estavam LINDOS! Me deu uma dó básica ver aqueles livros furados e pendurados no estande da Record, mas ficou uma decoração muito, muito bonita. Infelizmente, eu não tirei foto no estande perfeito da Cia. das Letras, que era mais ou menos como uma casinha de madeira.
E além de mim, alguém aí fez uma FESTA na Comix? Tipo, teve um dia que tinha FILA para entrar. Isso, obviamente, porque tinha mangás raros por metade do preço e HQs de Star Wars a preço de banana.
Preço de banana. Adoro falar isso.
Mas era, de verdade, uma coisa surreal. Tipo, oito edições de Star Wars por cinco reais. Olha só as fotos das coisas que a gente comprou:

Perceba que é bem fácil delimitar a Zona da Bell e a Zona da Cherry B.
E sim, nós compramos HQs de Supernatural! E Battle Royale. Aliás, eu ODIEI Battle Royale, acho que eu vou vender no sebo. Eu admito que a história é bem engenhosa, mas 90% das cenas são desnecessárias.
Esperem que um dia vai ter resenha de tudo isso aí, inclusive de Battle Royale. Falando nisso, o estande da Panini estava lindo – com aquele Lanterna Verde e o Tony Stark na frente – mas os preços…
No domingo a gente não foi pra Bienal, apesar de todo mundo ter ido. É meio triste, mas no final valeu a pena. Nós acabamos indo para o Corcovado, para o Cristo e todos esses lugares com o casal, a Erlene e o Eduardo, que estava nos hospedando, e a filhinha deles. E fomos semi-atacados por macacos-pregos.
Um conselho sério pra vocês: nunca coloque o seu dedo perto de um macaco, porque ele vai achar que é uma banana e te atacar. Não que isso tenha acontecido especificamente comigo, mas aconteceu.
Outra coisa legal foi que o Eduardo era dono de uma torteria, e todo dia tinha toda torta e bolo de sobremesa para o jantar. A gente até levou uma torta para Brasília!
Eu também acho muito importante ir nos lugares principais quando você está visitando uma cidade nova. Por exemplo, apesar de a gente ter ido especificamente para ir na Bienal, nós também visitamos o Cristo – que eu nunca tinha ido, porque da outra vez que eu fui, estava chovendo.

O balanço final é: foi uma viagem muito divertida, mesmo com esse sentimento que eu podia ter aproveitado mais. E… livros!

P.S: Eu estou meio desapontada com vocês. No dia que eu descobri a Sevenly, uma camiseteria que ajuda projetos de caridade, eu fiz um post sobre ela e o Girl Effect. Depois de três dias no ar, só teve um comentário (valeu, Dani!).
Tipo, eu já me importei muito com esse lance de comentários, e hoje eu não ligo tanto, mas eu fiquei meio triste desse post ter só UM comentário e Maridos da Cherry B ou o post do VMA terem 14, por exemplo.
Eu não sei se as pessoas não ligam, ou se elas se sentem desconfortáveis falando (ou até pensando) sobre isso. Talvez, por hábito, elas só tenham pulado o post como pulam aqueles posts sentimentais do tumblr tipo “REBLOG IF YOU CARE!”. Porque, no fundo, elas acham que esse esforço para mudar o mundo é inútil, porque provavelmente não vai dar em nada mesmo. Ou quem sabe elas achem que tudo isso seja um discurso piegas
Sei lá.
A única coisa que eu tenho medo – e não estou falando que todos vocês são assim, só uma parte – é que as pessoas estejam tão absorvidas no seu mundinho fútil (sabe, aquele de atores famosos, livros e filmes) que ESQUEÇAM que tem todo um mundo lá fora.

Mafalda: É a pergunta mais estúpida que eu ouvi na minha vida, Susanita!
Susanita: Ah, é? E quando você fica perguntando porque o mundo não sei o que é, porque a guerra não sei o que lá? Hein? Só você pode fazer perguntas? 
Felipe: O que você quer perguntar, Susanita?
Susanita: Por que nesse país os empregados são tão pobres, e não são como os dos EUA, que são loiros, lindos e têm carro?

Eu não quero que ninguém esqueça que a nossa geração, que tem tudo para fazer a diferença – afinal, nós temos cultura, educação e dinheiro – fique tão alienada que ache que é NATURAL existirem pessoas pobres, assim como é normal que existam gazelas e leões.
Deixa eu contar um segredinho: a pessoa que vive na pobreza, que mora em um país miserável ou até mesmo na favela, não é diferente EM NADA de você.
Ela não é pior ou menos inteligente que você, e com toda a certeza não é menos capaz. Mesmo que você creia cegamente nisso, enquanto saí por aí com o nariz enfiado em livros e protegido por uma armadura de arrogância.

Muita gente fala muito em trazer a cultura para os lugares pobres, mas ninguém se interessa pela cultura que essa gente tem e pode produzir. Pense em todos os talentos desperdiçados: garotos e garotas que poderiam de ser médicos, professores, cientistas, artistas, escritores…
Pessoas como você.
Eu não estou falando que é por isso que o meu post teve tão poucos comentários (porque provavelmente não é), mas eu queria passar a mensagem dele de novo.
Mesmo que você não compre ou doe para os programas que eu falei, procure um jeito de mudar o mundo aos pouquinhos.
Tente fazer a diferença no seu condomínio, na sua cidade ou até no país. Pare de achar que você é melhor  porque vai entrar numa faculdade federal, enquanto a maior parte do nosso país vai ter que enfrentar um subemprego mal-remunerado. Se você continuar desse jeito, você vai acabar virando uma Susanita – não importa se você é homem ou mulher, obviamente -, fútil e IGNORANTE.

Acho que essa parte do post ficou muito agressiva. Mas ela foi necessária, porque eu estava querendo falar sobre isso há muito tempo, não só por causa do post da Sevenly.