Pode conter spoilers leves!




Cansados de vampiros? Meena Harper também.
Mas seu chefe a está fazendo escrever sobre ele, mesmo sem ela acreditar nisso. Não que ela não seja familiarizada com o sobrenatural, afinal, ela tem premonições de quando as pessoas vão morrer – não que realmente acreditem nela.
Mas nem com suas habilidade Meena poderia estar preparada para o que acontece quando ela conhece Lucien Antonescu, um príncipe moderno com um passado negro.
Meena agora tem que lidar com a secular Guarda Palatina, e fugir dos inimigos do seu amado. Ela conseguirá sobreviver?

***

Insaciável é o tipo de livro que você lê 200, 300 páginas num dia. Aquele tipo de livro que, depois que termina, você precisa de uma sequência.
Exatamente por esse motivo ele em 502 páginas.
Acredite, isso é um ponto positivo. Dá espaço para ação e comédia, que sempre são uma ótima combinação.
Eu não gosto muito do rótulo “literatura de entretenimento”, porque na minha opinião toda literatura deveria entreter o leitor – e rotular livros desse jeito é algo que menospreza os livros injustamente considerados “fáceis”. Mas é impossível negar que alguns livros são mais divertidos que outros – sejam eles “difíceis” ou não.
Insaciável, por exemplo, é um exemplo de livro divertidíssimo. 
Essa foi a intenção da Meg. Ela está ainda mais engraçada que o normal, algumas cenas – principalmente envolvendo o Alaric ou o Jon – são de CHORAR de rir.
Não leia o livro em público, porque você vai rir em voz alta e todo mundo vai te olhar esquisito. True story, bro. 
Mas, felizmente o livro não é só uma comédia.

Insaciável tem referências hilárias à moda dos vampiros, só que o livro não se sustenta só disso.
Eu acho que uma paródia, para ser divertida, tem que ter um enredo, mesmo que mínimo. Até mesmo A Caçadora, que é 90% comédia, tem uma história e um clímax.
Insaciável – como eu disse lá em cima – é impagável, mas é só 60% comédia.
Temos momentos hilários no livro, mas o jeito que a mitologia romena foi trabalhada pela autora é de dar inveja a muito livro “sério”. Nós temos intrigas históricas sobre Vlad, o Impalador, entrelaçadas com batalhas e ordens religiosas. Uma mistura meio maluca, que deu certo.
Sem falar que escrita em terceira pessoa gera muito mais história e ação, o que é ótimo. O tom da Meg Cabot amadureceu muito desde livros com A Mediadora e Garota Americana. Em “amadurecer”, leia-se: ficar quase irreconhecível. Ela perdeu muito daquele jeitinho de diário, que é divertido, mas um pouco cansativo depois da décima vez.
Eu acho que essa mudança que fez Insaciável funcionar tão bem – se eu fosse a Sra. Cabot, eu escreveria em terceira pessoa mais vezes.

Outro ponto positivo é que os vampiros de Meg são pessoas normais.

Não são assustadoramente lindos, não brilham no sol e não são necessariamente góticos. Eles viram morcego, névoa e não gostam de alho.
Na minha opinião, Insaciável é muito mais puxado para Buffy e Drácula do que para Crepúsculo, por exemplo.
Tudo bem que eu acho um saco essa mania de comparar todo livro de vampiro com Crepúsculo, mas é só um anúncio para os desavisados.
Não crie muitas expectativas – o livro não vai mudar sua vida -, mas não precisa ficar com um pé atrás.
Insaciável tem ação, batalhas e cenas cômicas de sobra. E elas não dependem de nenhum outro livro para existir – tá, talvez um pouquinho de Drácula -, seja ele bom ou ruim.
E quando foi a última vez que você leu um livro de vampiro que não é ~~~esqueça tudo o que você já ouviu sobre vampiros~~~?
Os vampiros da Meg têm aversão a alho! Eu ainda estou espantada com isso – faz muito, muito tempo que eu não leio algo que o alho é uma defesa válida. Acho que só Drácula mesmo.
Isso é muito legal.

Particularmente, eu gostei do romance do livro, mas algumas pessoas detestaram. Elas chegaram a se irritar com a Meena, a mocinha da história.
Em defesa dela, eu só posso dizer uma coisa: o Lucien é um PRÍNCIPE ROMENO VAMPIRO, cara!
Tudo ao mesmo tempo. Isso é muito romance de banca!
Cof, cof.
Enfim.
Mas é por aí mesmo.
Por mais que muita gente tenha detestado o Lucien e falado que ele é um Stefan Salvatore da vida, eu não acho que ele seja assim.
Ele age como um homem de 500 anos – e não como um garoto de 17, como a maioria desses vampiros -, mas que tem seus momentos de fraqueza.
Por mais que ele seja vergonha alheia e escreva bilhetes cafonas (COISA LINDA! ♥), ele consegue ser um ~FUCKIN’ PRINCE OF BADASSIA~ em vários momentos.
Como nas horas que ele faz Dimitri, o meio-irmão malvado, chamá-lo de Príncipe. Eu fiquei tipo:

E por dentro ele deve ter ficado:

Sem falar que a Meena, apesar de bancar a boba apaixonada em mais de uma ocasião, é uma pessoa legal.
Ela é engraçada, exagerada e neurótica, como todas as protagonistas da Meg. É das minhas!
Os personagens secundários também são ótimos, principalmente a Guarda Palatina. O Alaric ganhou o meu coração por ser hilário e fofo – e caçador de vampiros! -, eu ria muito com os devaneios dele.
Sério, ele é muito demais. Eu estou torcendo para que a Tia Meg faça com que a Meena fique com os dois no final,
Eu estou me controlando para não copiar aqui a parte que ele invade o apartamento da Meena, que é provavelmente a melhor cena do livro. Eu sei que vocês vão ler a cena se eu colocar, e vai tirar um pouco da graça se vocês forem ler o livro. Mas eu fiquei bem assim, ó:

E a freira-lutadora-ninja da Guarda Palatina merece o meu respeito! Insaciável é ótimo!

Um oferecimento de Galera Record.