Esse livro faz parte do Blogtour do
Murphy’s Library! Visitem o blog das meninas, ele é muito bom^-^
Faz sessenta e quatro anos que o mundo está livre da doença fatal, o Amor Deliria Nervosa. A praga, que antes era considerada como benéfica, foi diagnosticada e erradicada pelo governo, que exige que todas as pessoas de dezoito anos passem pelo processo de “cura”. Antes disso, meninos e meninas vivem separados e são impedidos de se encontrarem – sabe-se que o efeito de Deliria é arrebatador e irreversível e uma vez que entra no seu sangue, não sai.
Lena Holoway sempre desejou ser curada. E conta os dias com impaciência até que chegue o seu aniversário de dezoito anos e ela possa se livrar do fardo que é a doença.
Mas nem tudo sai como o previsto.
“A vida, o mecanismo implacável da existência – não é sobre você. Não te inclui de forma alguma. Ela irá se impulsionar para frente mesmo depois que você tiver pulado fora. Mesmo depois que estiver morto.”
“Life, the relentless mechanism of existing—isn’t about you. It doesn’t include you at all. It will thrust onward even after you’ve jumped the edge. Even after you’re dead”
Uma coisa sobre histórias com “temas clichê” é que se ela for bem executada, será linda do mesmo jeito. Existem certos momentos em que a originalidade na história não importa muito, mas sim a forma como ela é contada. Não estou dizendo que a originalidade não é importante, mas sim que existem várias formas de executá-la. E a Lauren Oliver faz isso pela sua prosa, pela forma como narra, pela forma como joga os conceitos mais bobos ali e os transforma em pequenas frases que contém sentimentos imensos e inexplicáveis.
Isso, essa habilidade de transformar sentimentos em palavras, é o que faz de Delirium o que ele é.
A primeira vez que li sobre o livro, eu pensei automaticamente “Argh, que livro esquisito. O amor, uma doença? Essa história deve ser um saco, com uma menina cheia de mimimi e um romance clichê idiota, personagens fracos que a gente não consegue se relacionar e mal devem dar atenção ao mundo em que se passa”.
Sabe quando você se arrepende amargamente de julgar antes de ler? Então, é o caso. Delirium consegue combinar uma prosa extremamente sentimental, um mundo bem elaborado e bem explicado e uma história de amor sem ser chato ou dar raiva. Os personagens são carismáticos e a nossa protagonista é uma pessoa bem legal. (Eu seria amiga dela sem dúvida, ahahah)
Uma coisa que eu achei muito interessante é que na maior parte dos livros YA pais, guardiões ou qualquer tipo de adulto não parece sequer existir enquanto os adolescentes fazem o que querem (namoram vampiros, anjos, etc) e eles não sentem nenhum remorço com isso. Em Delirium é diferente. Talvez por ter uma narrativa mais introspectiva ou pela natureza da Lena, todos esses sentimentos conflitantes de estar fazendo algo errado, de enganar a família, de quebrar as regras são trabalhados de forma bem real e palpável.
“É como uma lâmina encontrando o seu caminho pelos meus órgãos, me estraçalhando, tudo o que consigo pensar é: isso vai me matar, isso vai me matar, isso vai me matar. E eu não me importo.”
“It’s like a razor blade edging its way through my organs, shredding me, all I can think is: It will kill me, it will kill me, it will kill me. And I don’t care.”
Além disso, uma coisa bem interessante é que a tendência das pessoas é pensar em amor como amor romântico. Mas não, a Deliria é em relação a tudo: família, amigos, desejos, coisas que gosta e não gosta. Você não ama, mas também não odeia. Não sente raiva. Vive a sua vida flutuando entre os seus deveres, seguindo a cartilha ao pé da letra. E eu acho que aí está um diferencial grande em relação a outras obras. Perceber que o amor não é só o que se sente por um menino (ou menina), mas sim o que se sente pelos seus amigos, pela sua família, que é o que se sente quando faz algo que gosta.
Eu me apeguei tanto aos personagens que quando cheguei no fim, não tinha como não sofrer por eles. Eu queria ter parado assim, faltando um terço do livro para acabar e pronto. Alguns livros podiam nunca acabar e Delirium era um deles. É tão caloroso ver a evolução de Lena, ver como a sua percepção vai se alterando aos poucos, ver como ela vai crescendo…
Outra coisa que me fez me apaixonar mais ainda são as citações no início de cada capítulos. Elas são, em grande parte, responsáveis pela explicação do mundo. Algumas são retiradas do “Book of SHHH” (Healthy and Happiness Handbook), outras são textos proibidos pelo governo (como o poema do e.e.cummings), outras são cantigas infantis características desse mundo ou rezas.
Por fim, o livro tem tantas quotes matadoras que eu poderia fazer um só com elas. E apesar de tê-lo recebido numa booktour, ele com certeza vai estar na lista dos próximos livros a comprar para que eu possa emprestar para todo mundo e espalhar o amor. Porfavor, não me prendam, não sou uma Inválida.
“I love you. Remember. They cannot take it”“Eu te amo. Lembre-se. Eles não podem tirá-lo de mim.”
Esse livro será publicado aqui pela Intrínseca, sem previsão para datas. O segundo livro será publicado ano que vem nos Estados Unidos e tem nome de Pandemonium. A capa está aqui do lado.
É, eles mudaram a de Delirium também, para combinar com essa. Vocês não ODEIAM quando eles fazem isso? Lançam o segundo livro com uma capa diferente e mudam todas as outras e AHÁ, PROBLEMA SEU QUE JÁ COMPROU?
E quando eles mudam o tamanho dos livros?? Tomara que não façam isso com Delirium, viu…
(E, sim, isso é nos Estados Unidos)
Classificação: Cinco tênis de corrida.
Larissa Daline
13 de julho de 2011
Eu quero muito ler Delirium, dizem que a íntríseca vai publicar, assim como Before I fall da mesma autora.
Eu admito que também tive a mesma opinião que você Bell: 'UÉ como assim acabar com o amor? Como isso poderia ser útil, ou melhor, como pode ser saudável?'
Sua resenha me deixou com menos medo de achar a historia incoerente, já li um trechinho do livro e não estava levando muito crédito. Mas agora, me sinto mais interessada, só quero que essa 'falta de amor' nessa sociedade faça sentido.
Adoro, frases marcantes, legal saber que esse livro tem muitas.
Não acredito que fizeram isso com as capas?
Não gostei dessa nova, e por falar em capas tem uma que achei bizarra para o livro.
Acho a primeira capa simples e legal!
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Rafael Fernandes Henrique dos Santos
13 de julho de 2011
O mais legal é saber que vc leu ele em ingles adoro isso, começo a ver seu ponto de visto de outro jeito, mais enigmatico e desafiador, pq deu vontade de ler aq
essa doença se existisse no mundo real iria que dar nó nas pessoas, todo mundo iria querer fazer 18 anos! hahha
sem contar que amei a capa e o texto esta esplendido
Beijões
♥
Leituras Vivas
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M. Bortoletti
13 de julho de 2011
Essa sinopse e tal me lembrou equilibrium, aquele filme com o Christian *suspiro* Balle…! Como eu adorei a temática do filme é capaz de eu gostar do livro! Ótima resenha, me convenceu a esperar o lançamento em português, porque meu inglês é tão bom quanto o da Sabrina Sato… kakakakaka
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Poiison Giirl
13 de julho de 2011
Estou delirando para poder comprar esse livro!! A capa é linda, a historia parece ser demais e já li um monte de resenha positivas para ele. Essa capa de Pandemonium é uma palhaçada!! Ela é para combinar com a edição especial de Delirium – o que não deu mto certo, pois é realmente estranha. Nem me lembre dos dramas O Beijo das Sombras e Calafrio aqui no Brasil. Foi um horror.
Beijos, Julia
Tijolinha, Books & Fanfics
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Kah
13 de julho de 2011
Oiii…
Fiquei com muita vontade de ler esse livro, sniff>>>
Abraços…
http://baby-buch.blogspot.com/
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Fê
13 de julho de 2011
Como eu fico falando pra todo mundo: acho que sou a única que não gostou tanto assim de Delirium. Eu gostei, mas não foi AQUELA COISA WOW, sabe?
Concordo com você, o clichê da história foi muito bem explorado, o mundo que a Lauren criou foi muito bem explicado e existe total preocupação com ele, não cai só pro romance – o que seria sem sentido nesse tipo de livro. Também gostei muito, muito mesmo, das citações no início de cada capítulo. Lauren foi genial nessa.
Mas… eu não consigo gostar dos personagens. Não dava a mínima para a Lena, muito menos para o Alex. Acho que quem eu mais gostava era a melhor amiga (cujo nome, é claro, esqueci). E não consegui sentir muita empatia por eles nem pelo que eles estavam vivendo, então isso tirou um pouco da graça.
Olha aí, mudando o estilo das capas! E nem é no Brasil hahaha Que droga, eu posso não ter gostado tanto assim, mas quero continuar a série.
Beijo!
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Laura A.
14 de julho de 2011
Eu ouvi falar de Delirium ja faz um tempo,mas apesar de gostar de livros nesse estilo ele nao era uma prioridade na minha lista. Recentemente eu tenho lido diversas resenhas positivas sobre ele, sem falar do outro livro da autora (que eu estou ansiosa pra ler), Before I Fall. Espero que chegue logo no Brasil, eu quero diminuir essa minha mania de sair comprando todo livro em ingles que eu acho, principalmente quando ja foi confirmado que alguma editora brasileira vai publicar ele (a menos que a capa nacional seja feia, ai eu compro em ingles mesmo :B)
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Mateus
14 de julho de 2011
TENHO SENTIMENTOS CONFLITANTES QUANTO A ESSE LIVRO! OHHHHHHHHH~~
Enfim, já li, só que eu fiquei TÃO numa dúvida cruel, que não sabia o que achar dele! Já passou por isso? Quando você não sabe se gosta ou não do livro? Pois é, IT SUCKS! Fiquei tão nessa dúvida, que nem resenha pra ele eu fiz =/ Bom, BTW, fico feliz que tenha pego emprestado e não comprado, pq agora posso comprar a capa que combina com PANDEMONIUM!!!!!!!
Enfim, gracias.
BESOS MUCHACHA!
Mateus Bandeira
Our Vices e tals
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Mateus
14 de julho de 2011
AH! E ME GUSTA MUITO DE SU RESEÑA!
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Mateus
14 de julho de 2011
MUCHACHA
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thais alves
14 de julho de 2011
Eu tô que nem o Mateus, não se se gosto ou se desgosto desse livro. Tinha hora que eu ficava "awwwwwwwwwwn adoro esse livro me faz sentir isso e aquilo bláblá lauren sua linda s2", e tinha outras que ficava "vsf grrrrr"
Dei até uma pausa nele para 'refletir' sobre o que tinha entendido até a parte em que parei. Vou ler uns chick-lits sem noção e depois eu volto pra Delirium.
beijos
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Isa Pina
14 de julho de 2011
Quando eu li a sinopse, eu achei muito viajada essa história de sumir com amor, tipo… COMO?! E eu estou falando no geral, não só amor romântico… mas mesmo assim me chamou a atenção a história – mas também tinha um pouco de receio que nem você de ficar numa romance clichê mimimi com personagens mais mimimi ainda. Ainda bem que as últimas resenhas tem mudado – pra positivo – a minha impressão! Como também estou nessa book tour, vou lê-lo logo (ou assim espero).
*E a capa de Delirium (a primeira) é linda! A de Pandemonioum é bonitinha, mas… hum. não sei.
Beijos,
Isa Pina ~ portal dos livros
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Marcelo Lima
15 de julho de 2011
Ontem mesmo li o primeiro capitulo – em ingles e amei ! a hisótria parece ser linda demais e acho que a capa do brasil vai ser estilo o segundo livro – #decepcionante , adoro seu blog ") dá uma passadinha no meu qndo tiver um tempinho – Gossinp
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Cíntia Mara
16 de julho de 2011
Eu nem sabia desse livro até ver a resenha da Iris esses dias. Parece ser bom mesmo! Também não me importo se a história for clichê, mas bem contada.
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Natiii
21 de julho de 2011
Quero muito ler esse livro,só não comprei ainda pelo motivo das capas.
Achei a primeira capa (azul clara) bonita,mas depois que surgiu a azul (uma tonalidade mais escura) com as figuras diferentes,fiquei seriamente na dúvida.
Espero que não criem uma terceira ¬¬'.
Mas com certeza a de Pandemonium é a melhor de todas.
Em relação a história o que me atraiu foi o fato do amor ser tratado como uma doença (assim como fala na sua resenha).
Tomare que a Intrínseca não demore muito para lançar esse livro,e resta saber que capa eles usarão.kkkkkkkk
Bjs Nati
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Dandra
16 de outubro de 2011
Achei essa temática incrível. O amor como uma doença? Quero logo esse livro!!!
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Alonso
3 de dezembro de 2011
Não consegui deixar de lembrar de Equilibrium que eles fizeram bem isso msm… pra q emoções? aé.. falando nisso tenho que ler o Admirável Mundo Novo. Um dia tenho de escavar mais clássicos, mas não achei nenhuma edição com capa bonita ainda.
Divulga mais vezes essa resenha no twitter, tá mto boa!
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Bell disse:
dezembro 4th, 2011
Eu não vi Equilibrium :/ Olha que horror? ahahah Vouver em algum momento da minha vida.
Tem uma nova, da Vintage, que é um bebezinho. Sério, muito legal!
Sobre a resenha, vou ver como farei…
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Grammar Nazi
14 de abril de 2012
*Faz sessenta e quatro anos que o mundo está livre da doença fatal…
Fazem 64 anos é quando várias pessoas fazem aniversário
O tempo é singular.
Só tentando ajudar, gosto muito do site.
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Bell disse:
abril 14th, 2012
Corrigido, Grammar Nazi
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