Esse livro chegou aqui em casa há alguns séculos, mas eu só fui ler há pouquíssimo tempo. Você também pode ler a resenha da Bell aqui.
Ai, ai. Mais uma vez eu estou com dificuldade de expressar meu amor por um livro. Águia da Nona é um dos meus livros alma-gêmea, com uma temática que me agrada e uma história bem-feita.
Tudo começa com Marcus Áquila, um centurião recém-chegado na Bretanha, que, após ser ferido numa rebelião de nativos passa a morar com o seu tio. Ferido na perna, Marcus está incapacitado de servir nas legiões (o que ele fez basicamente a vida inteira) e sem saber o que fazer, resolve procurar a águia da legião desaparecida de seu pai.
Anos antes, seu pai desapareceu junto com a Nona Legião, numa marcha em direção às brumas do norte da Bretanha.
Com a ajuda de seu escravo pessoal (porque nessa época isso era algo comum), Marcus percorre o mesmo caminho, e faz descobertas espantosas.
É. MUITO. BOM.
A narrativa é maravilhosa, detalhada e você consegue imaginar cada pedacinho da Bretanha dominada pelos romanos. Tem até um mapa e um glossário explicando onde fica cada província citada no livro, nos dias atuais.
Não é um livro trabalhoso, mas por ser uma ficção histórica cheia de termos específicos e um estilo bem detalhado, não dá pra devorar que nem Percy Jackson ou um livro da Meg Cabot. Isso sem falar, que depois que eles partem em busca da águia, o enredo se desenrola de um jeito que não vai deixar você parar de ler. Envolve rituais bretões esquisitos, e rainhas celtas… fica ainda mais divertido se você tiver um conhecimento básico (bem básico mesmo) de Império Romano, algumas rebeliões importantes, como funciona o exército…
Mesmo se você não tiver, o livro é perfeito. Os personagens são muito carismáticos, principalmente o trio principal: o Esca, o Marcus e a Cótia. E o lobo de estimação. É um livro sobre fidelidade, amizade, família e todas essas coisas, e te faz viajar no tempo, graças aos detalhes bem pesquisados. Aqueles gladiadores que usam redes – um deles até luta com o Esca, na arena – realmente existiram. Eles eram chamados retiários.
Observe uma foto de um retiário em ação:
Essa tecnologia romana é incrível.
Errr.
Falando nisso, é meio que impossível não shippar o Esca com o Marcus. Mesmo que você não curta muito yaoi, o clima entre eles é ótimo.
Eles são totalmente um RHC. (Roman Homossexual Couple)
Momentos fangirl à parte, esse livro é muito bom, principalmente se você gosta de História. É uma ótima leitura para se divertir e impressionar seus amigos com seus conhecimentos romanos. Ave, César!
A melhor parte é que – óóó! A Nona Legião existiu de verdade. E desapareceu de verdade. Olha:
Legio IX Hispana (ou nona legião hispânica) foi uma legião romana possivelmente recrutada por Júlio César em 58 a.C.. O último registro da atividade desta legião data do reinado de Marco Aurélio no século II. O símbolo desta legião era desconhecido mas provavelmente um touro, como na maioria das legiões de César.
[...]
No ano de 117, a Nona Legião Hispânica do Império Romano se perdeu nas neves da Caledônia, atual Escócia, para entrar na História. E na lenda: nunca mais se teve notícia do batalhão que servia na fronteira do Reino Unido. Quatro mil homens marcharam em direção às brumas no Norte da Bretanha, e jamais foram vistos de novo. Seu estandarte, uma mítica águia de ouro, foi perdido.
Bônus: TRAILER DO FILME!

























Sandra Portugal
8 de junho de 2011
Dica interessante!!! anotada!
bjs Sandra
http://projetandopessoas.blogspot.com//
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Jun
12 de junho de 2011
Adoro História, ainda mais se for a Antiga, e apesar de detestar os romanos com todas as minhas forças pelo que fizeram aos celtas e a outros povos pacíficos, parece ser bom, adorei a vingança do escravo no trailer, hehe.
Mas como estudiosa amadora da cultura celta, posso te garantir que esses "rituais bretões estranhos" não existiam, não dessa forma. Existiam rituais sim, como existe em qualquer religião, mas não eram aquela loucura do trailer e MUITO MENOS havia aquele pessoal que parece uns aborígenes ou algo assim… O máximo que os celtas faziam era tatuar o corpo com azul, ou se pintar assim, quando iam pra guerra, e só. O autor do livro e/ou a caracterização do filme viajaram looonge, caramba
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