Editora brasileira: Intrinseca
Ano:2011

Penny Lane Bloom jurou solenemente nunca mais namorar enquanto viver.
Ou melhor, por algum tempo. Depois de uma decepção amorosa terrível, ela funda um “clube-de-um-eu-sozinho” chamado Lonely Hearts Club, inspirado no album Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles. O que ela não esperava era a adesão em massa das suas amigas e das meninas da escola.
Quem diria que todas elas também estavam desiludidas com o amor?
E Penny começa a se tornar um exemplo na política de “não namorar”, mas… será que realmente vale a pena tudo isso?

Ah, sinopse bizarra feita por mim mesma, mas dá para entender o espírito. Conversando com umas amigas e comentando a sinopse, todas elas fizeram uma cara de “Ah, que idiota” porque, sério, olhando assim parece ser só um clube de meninas desiludidas e choronas que se reunem para xingar os homens.

Não é. E foi exatamente isso que me encantou. A proposta do Lonely Hearts Club é se valorizar. É não preterir as amigas e a sua vida por causa de um namorado, é não precisar mudar só porque o seu interesse amoroso quer. É sobre fazer o que você quiser e ser dona da sua própria vida.
É claro que no início, a determinação de Penny de não namorar é por causa do seu coração quebrado. Também, no lugar dela, eu desistiria (temporariamente) da minha vida amorosa. Principalmente se eu tivesse 16 anos.

Além disso, não é completamente charmoso o nome e o fato de que os pais de Penny Lane são loucos por Beatles? Tudo bem que eles superam o limite do saudável (eles chegam ao ponto de serem vegetarianos só porque o Paul McCartney é!), mas é adorável que Penny ame os Beatles apesar de tudo isso e que faça o clube com esse nome porque os únicos quatro caras que nunca a decepcionam são OS BEATLES!

Enquanto eu lia, foi divertido observar como os personagens crescem. Penny e suas amigas mudam por causa do Lonely Hearts Club e o próprio clube muda conforme elas vão conquistando mais auto-confiança e amadurecendo. A Diana é um dos personagens que mais cresce e um dos que eu mais gostei, principalmente por ela fugir do esteriótipo de Líder de Torcida e mostrar um lado mais humano dessa “categoria” que praticamente 99% das vezes é composta de filhas da mãe que só querem destruir a vida alheia para se sentirem melhor.

Dito isso, tenho que comentar que não gostei muito do estilo de escrita da autora. A história é narrada em primeira pessoa e é muito sucinta, muitas vezes usando frases curtas e diretas para descrever as ações e eu senti que isso tirou o fluxo da história e me distanciou mais. Talvez por eu estar acostumada a gigantescos monólogos internos (e fazer isso o tempo todo, percebam), estranhei bastante. Além disso, achei que as coisas às vezes aconteciam muito rápido, às vezes aconteciam muito devagar.

No geral, o livro é muito divertido e tem uma mensagem maravilhosa, mas eu não me prendi muito. Acho que é a fase em geral que estou vivendo que me impediu. AH, ele merece pontos extras por NÃO TER TEENAGE ANGST!!!!Uhul!
(Percebam que monólogos internos e teenage angst NÃO SÃO SINONIMOS no meu mundo!)

Classificação geral: Um Ringo, Um Paul e um John.
(Não mereceu um George, meu Beatle favorito :D !)