Eu normalmente não gosto de usar a sinopse oficial e faço a minha própria, mas dessa vez deu preguiça.
Idioma lido: Português
Editora: Galera Record
Título Original: Beautiful Creatures
Quando Lena chegou a Gatlin, eu só tinha certeza de uma coisa: ela não se parecia com ninguém que o pessoal daqui já vira. E as diferenças não estavam apenas na aparência.
Eu tinha certeza que já havíamos nos encontrado antes, talvez nos sonhos. É, sei que parece idiota, mas eu vinha sonhando com alguém há tempos, alguém que eu não conhecia, alguém que, no sonho, precisava ser salva, ou tipo isso.
Antes de Lena eu estava contando os meses para deixar Gatlin, mas agora era diferente: havia Lena. E havia algo entre nós, uma atração que eu não conseguia explicar. Eu precisava conhecê-la melhor e entender o que eu estava sentindo. Mas, para me aproximar, teria que enfrentar o tio com fama de louco dela; Amma, nossa governanta supersticiosa, que tinha praticamente me criado; meu pai, que desde a morte de minha mãe só ficava trancado no escritório “trabalhando”; meus amigos e inimigos, as garotas populares da escola…
E ainda havia o segredo, um tipo de segredo que não ficaria oculto por muito tempo em um lugar como Gatlin, um tipo de segredo que pode mudar tudo a sua volta…
Há pequenos traços de spoiler, então, se quiser, pode pular para os dois últimos parágrafos do texto!
Depois de ler algumas resenhas ligeiramente negativas, ver a Carol falando bem (hehehe) e a Cherry_B ter desistido de ler, peguei Dezesseis Luas como se fosse um “fardo” e… me surpreendi.
No início, a narrativa foi meio lenta, mas o “mistério” me manteve lendo, até que na página 150 peguei gosto pela coisa. Apesar do protagonista não ser dos melhores (vou chegar lá), a “mitologia” criada pelas autoras é cativante, assim como os protagonistas secundários.
Dezesseis Luas lida com conjuradores. Estes são como bruxos, mas possuem vários tipos diferentes. Existem aqueles que veem o futuro, aqueles que transformam a matéria, aqueles que iludem a mente… Além disso, toda a história gira em torno de uma maldição que ronda certa família de conjuradores desde a guerra da secessão.
É nesse mundo louco que Ethan Wate é jogado ao se envolver com a garota nova, Lena Duchannes (que rima com rain) e acaba descobrindo que por trás da Gaitlin-Presa-No-Passado há uma Gaitlin-Mágica-e-Perigosa. Além disso, descobre coisas que jamais imaginou serem possíveis, envolvendo a sua família.
A forma como as autoras desenvolvem o mistério foi envolvente para mim, apesar de certas passagens com cenas completamente desnecessárias. Acho que isso tira um pouco da dinâmica do livro, embora tenha me agradado o fato de que as coisas acontecem progressivamente. O ritmo do livro se iguala ao ritmo da cidade em que a história se passa, tornando-a um personagem tão importante quanto qualquer outro. Se se passasse em uma cidade grande, movimentada, o livro não teria um terço da graça que teve. (O que, para alguns, seria o mesmo que induzir o suicidio! ahaha)
Ethan é o protagonista, mas podia muito bem se chamar Emma. As autoras não conseguiram me convencer que ele era um menino de 16 anos e se você se esquecer desse detalhe, parece que ele é uma menina legal que não faz mimimi. Olha só, talvez essa seja a prova que uma protagonista de livro YA não precisa ser chatonilda (ei, eu não era chatonilda-louca-desesperada com 16 anos.). Mas tudo bem, o Ethan é pedante. Ele se acha superior às outras pessoas da cidade só porque aceita diferenças, mas até onde essa aceitação é fruto da atração por Lena? No fundo, ele é igual a todos os outros e sempre deixou que o comportamento da cidade continuasse inalterado, nunca fazendo o seu ponto contra aquilo só para poder se encaixar, mesmo que fosse contra. Acho interessante como ele cresce nesse aspecto durante o livro e espero ver um crescimento maior ainda nos próximos. Além disso, para um menino que perdeu a mãe, ele menciona o fato vezes demais sem demonstrar tristeza alguma. É necessário que um problema bata na sua porta para que ele demonstre algum tipo de saudade da mãe. Para mim, esse comportamento dele o tornou um personagem ligeiramente superficial (mas se bem que seria insuportável se ele ficasse chorando “OH MINHA MÃÃÃE” o tempo todo ,né?).
Lena me agradou muito, embora seja muito teimosa. Ela não foge diante das adversidades e apesar de ter um destino temível pela frente, faz o possível para se agarrar ao pouco de normalidade que pode ter. Seu romance com Emma se desenvolve de forma suave, construído ao redor do mistério. Nesse aspecto, Dezesseis Luas não é “você-é-minha-vida”. Inclusive, quando confrontada com a ideia de perder Ethan, Lena fica triste, mas não é como se fosse o fim do mundo. Já para Ethan isso é verdade (seria problema de mortal?). Achei muito legal o ápice da história e o que Lena faz e acredito que parte disso seja por gratidão. Daí, podemos analisar que o que sente é uma mistura saudável de gratidão e companheirismo, uma boa formula para o amor.
Além dos protagonistas, há uma sucessão de personagens secundários legais e com potencial. Voltando ao que disse anteriormente, Gaitlin é um dos personagens da história, incrivelmente cativante com sua história, costumes peculiares e membros do Tea Party. A perseguição ao que é diferente é levado a um tom histérico que eu sinceramente espero que seja satírico, transformando toda a cidade num amontoado de religiosos patetas. Macon Ravenwood talvez se destaque como o melhor personagem do livro inteiro, com o seu sarcasmo, syas maneiras peculiares e seu desprezo pela cidade que o abriga. A sua natureza também é uma das revelações mais legais do livro, assim como o seu cachorro (Boo Radley e a sua casa “mal assombrada”. Aliás, eu torci fortemente por ele e por Marian (bibliotecária) e pela Amma (governanta louca do Ethan)!! Macon Ravenwood é tipo o David Bowie, andou, ele traça!!!!! -q [Sem brincadeira agora, eu realmente imaginei o Macon como o David Bowie]
Resumindo toda a resenha em um parágrafo: Dezesseis Luas é um livro com uma mitologia interessante e, embora o início seja lento, acabou me cativando e me divertindo. Ethan é chatinho e Lena meio sem graça, mas a profusão de personagens secundários interessantes e coisas ~mágicas~ que acontecem tornaram a história muiito legal para mim.
Por fim, devo dizer que acho o nome Dezesseis Luas mais legal que o Beautiful Creatures (original em inglês) e acho que tem mais a ver. Mas confesso que consegui achar a passagem que originou o título do livro e achei muito divertido porque tem o MACON RAVENWOOD!!!!
Classificação geral: Três medalhões




























Ana Death Duarte
16 de abril de 2011
Até que enfim, eu sei de que se trata a história…
Já estava quase apelando para um Shinigami para, you know, rs, as resenhas que começam com "Ethan é/era um garoto normal que…" (ROFL)
Me pareceu interessante também, talvez eu até leia um dia, mas estou num momento quero ler coisas mais "creepy". HAHAHHAHA
É, eu sou meio esquisita, admito. Mas sua resenha finalmente, além do que o Murilo Andrade já havia me falado, finalmente DISSE algo do livro e os leves spoilers são necessários para a compreensão, eu acho, porque das resenhas que li, eu não conseguia imaginar nem do que se tratava direito.
A maldição, a condição, várias coisas assim… Por Zeus! Gostei de saber que são conjuradores.
Curti muito a resenha. Só me resta uma pergunta: Tem mesmo a ver com voodoo/hoodoo?
xoxo
Ana Death
[Responder]
Bell
16 de abril de 2011
Ana, tem um pouco a ver com Voodoo sim. A governanta, Amma, não é conjuradora, mas mexe com a magia dos "ancestrais" que é o voodoo. Mas não entram muito nesses méritos!
Quando eu escrevi a resenha eu tive que ponderar entre revelar algumas coisas do enredo ou não e achei que sem esses spoilerzinhos, ia ficar MUITO vago. Tem livro que não dá para explicar nem que seja só um pouquinho… e quando a sinopse não ajuda, fica mais difícil ainda!!
[Responder]
Sarita
16 de abril de 2011
Eu curti 16 Luas. David como Macon?! kkkk. Putz, tudo a ver, tomara que quando isso virar filme, alguém da produção se lembre de chamá-lo.
[Responder]
Seto Kaiba
16 de abril de 2011
Lendo a resenha do livro e alguns trechos, infelizmente. fiquei muito confuso com algumkas passagens, trechos e aspectos da história. Não sei se consegui me situar dentro de certos parágrafos ou certos aspectos desse universo que o livro apresenta exceto alguns aspectos básicos que me pareceram patentes.
Um deles é a presença da magia e dos protagonistas terem um carater de controloladores de magias ou conjuradores: bruxos, magos, invocadores ou que quer que seja.
Esses livros infestam certas prateleiras. Sendo bem comuns histórias nesse estilo mesmo antes de Harry Potter. Eu sei que a intensão do tal blog é ser algo mais pessoal, mas sinceramente ele é aberto para um público mais geral e, infelizmente, certas coisas parecem confusas como as comparações a certos artistas ou brincadeiras com nomes que parecem fazer sentido dentro do grupo estabelecido. Nada contra isso, mas eu apenas entendi uma pequena parte do trecho do livro por causa desses aspectos.
Não me levam à mal sobre o que escrevo ou o que digo afinal estou aqui apenas deixando minha impressão sobre certos fatores, certas escolhas e modos de se falar.
Não é a intenção ofender, humilhar ou difamar. Apenas falar sobre o que entendi dentro da resenha como um geral. Havia visto uma sugestão em outros comentários de livros. Pelo que avalio nesse site vocês não teêm o costume de lançar resenhas ou antologias (pelo menos colocá-las em discussão) como as brasileiras ou portuguesas.
Existem outros asectos do blog, mas cada um faz do modo como bem entender, mas realmente fico curioso com algumas decisões de descrição dos livros dentro do blog.
Não tenham medo do que disse. Não levem à sério demais e por favor atestem isso como um interesse pelo blog.
Não tenho a pretensão de comentar constantemente e nem falar sobre certos livros dos quais não me apetecem. Apenas estou comentando de passagem um assunto que m,e interessar. Volta e meia poderei dar o ar da garça por aqui, mas isso será feito apenas quando a disposição e o tema contirbuirem para isso.
Eu teria outras críticas, mas creio que não são cabíveis aqui.
[Responder]
Laura A.
16 de abril de 2011
O Macon com certeza é a melhor parte do livro (eu consigo ver o Bowie perfeitamente no papel dele).
Realmente,o titulo e a capa do livro no Brasil me agradaram mais do que a versão original e eu até consigo imaginar o título criativo da continuação (*cof*dezessete luas *cof*, maldita musiquinha no final do livro que me deixou querendo a continuação).
Qual é o trecho que explica o título original? Eu não achei D:
[Responder]
Anonymous
16 de abril de 2011
Adorei a resenha!
Esse é um dos livros que to esperando, ta na listinha! Espero que eu gosto porque se pra mim já é difícil gostar de personagens femininas, acho ainda mais difícil gostar dos masculinos, só PJ conseguiu roubar meu coração! E eu andei lendo por umas resenhas ai que Ethan é um garoto que mais parece uma menina, então… :/
Posso parecer preconceituoso, mas acho que as mulheres devam criar personagens femininas e os homens os masculinos. Uma mulher sabe o que é ser mulher, pensar e agir como tal, e homens sabem como é ser homem, se lebram como eram na adolescencia com os hormonios à flor da pele. Uma mulher nunca vai saber como é ser um homem assim como o contrario também.
[Responder]
Anonymous
16 de abril de 2011
Ei pessoal, eu mandei uma resenha pro email de vcs, então vejam ai quando der tempo!
Beijo
[Responder]
Denise Ayres
17 de abril de 2011
Eu e a Jú estamos querendo ler esse depois da maratona VA.
Mas meio que estou com preguicinha, não é minha hora de ler livros lentos, saí de ABdA (abandonei temporariamente) para HG e estou emendando com Rachel Gibson e VA.
Achas que é o momento?
HG não sai da minha cabeça e sonhei 3 noites com ele.. D E M A I S ! !
[Responder]
Li Um Livro
17 de abril de 2011
Admito que desde quando foi lançado, não me interessei muito. =X
Não gostei muito da capa no começo, mas agora acho que até me acostumei um pouco. =P
Ando lendo tantas resenhas positivas que estou quase comprando. haha
Beijos!
[Responder]
Carol
18 de abril de 2011
Eu tb relacionei Macon com David Bowie UHAUHAUHAUHUHAHUAHUA Pena que….. *spoiler*
E meu, viu como eu não gosto só de lixo? XD
[Responder]
Isadora ;D
29 de julho de 2011
Eu adoro ler,
uma das minhas principais caracteristicas da leitura é o fator de que imagino pessoas e animais reais (atores ou conhecidos) como personagens.
Essa descrição Maco/David foi mto boa.
Lolz q comentário certinho.
;D
[Responder]