A Valéria fez outra resenha do livro AQUI. Como vocês podem ver, mais uma vez nós temos opiniões divididas (embora em alguns pontos concordemos)
Editora: Intrínseca
Lido em:  Português

Nove aliens do planeta Lorien foram mandados, ainda crianças, para a Terra em exílio. O seu planeta natal foi dizimado por uma raça maligna chamada Mordagoriano e não satisfeitos em terem destruído Lorien, vêem para Terra atrás dessas crianças…
O número um morreu na Malásia. O número dois, na Inglaterra. E o número três, no Quênia.
Mas os morgadorianos correm contra o tempo: conforme se aproximam da puberdade, os lorienos começam a desenvolver poderes que tornarão muito difícil capturá-los.
Faltam seis – e o próximo, o número Quatro, não está disposto a ceder tão facilmente.
Nós começamos a história com um prólogo que eu achei muito chato e aí vamos para a parte legal. O número Quatro (não vou nomeá-lo como humano porque ele muda de nome como muda de roupa – embora não troque tanto de roupa assim no livro) está há oito meses numa ilha idílica na Flórida quando sente sua perna arder e uma nova cicatriz aparece. Descobrimos então que os acontecimentos do prólogo indicam que OH NÃO, o número três morreu, temos que fugir daqui CORRENDO e mudar de cidade.
Aí eles vão para PARADISE, Ohio e recomeçam a vida. Nome sugestivo, né? Principalmente se você considerar que o nosso protagonista só que PAZ em sua vida. Só quer parar num lugar e viver como uma pessoa normal, ter uma namorada, amigos, etc etc. Obviamente, nesses momentos ele esquece que não é necessariamente desse planeta, mas tudo bem.
Imagine você como um alien. Qual seria a primeira coisa que faria ao chegar numa cidade nova, sabendo que é o próximo na lista de assassinos cruéis e incansáveis? O quê? Se você respondeu SE APAIXONAR, ganhou um doce! É.
Tudo bem, essas coisas acontecem. Mas aí você descobre que a menina tem o ex-namorado mais truculento e o maior “valentão” da escola e o que você faz? COMPRA BRIGA COM ELE.
Way to go, número Quatro. Realmente percebo que suas habilidades de disfarce e sobrevivência são muito elaboradas.
O livro passa a maior parte nesse climazinho de High School do interior dos Estados Unidos, focando no romance e no descaso que o número Quatro dá para o Sam, o único amigo que ele já fez na vida. Sam tem um papel fundamental na história, porque ele é um daqueles nerds viciados em histórias de alienígenas e fornece uma pista fundamental para número Quatro e Henri e é um dos poucos personagens que crescem com a história.
O Henri também é um cara legal. Eu explico, em Lorien (que insisto em chamar de PAÍS e não Planeta!) existem dois tipos de cidadãos, as pessoas com poderes e os burocratas. Todas as pessoas com poderes tem um burocrata que toma conta deles e Henri é um deles.
Aliás, sobre essas distinções (não consigo mais lembrar os nomes. Tive que olhar pra descobrir que é Garde e Cêpan), eu acho muito bizarro que uma raça tenha se desenvolvido com duas subespécies e uma delas tenha habilidades especiais com… tramites governamentais. Tipo, é uma raça de SERVOS. Eles nascem para servir. Outra coisa bizarra dos Lorienos é que eles tem filho, mas os filhos são criados pelos avós porque no auge dos seus poderes, você fica afastado da sociedade, etc etc. Além disso, os lorienos são monogâmicos ao extremo. A mulher com quem você se casa é a mulher que você ama pelo resto da vida, mesmo que fique viúvo.
Enfim, detalhes do mundo a parte, o livro começa a ficar cheio de ação de verdade lá pelo final, quando número Quatro e seus amigos (e uma aliada inesperada) são encontrados pelos morgadorianos. Minha conclusão foi bem simples: os lorienos foram extintos porque são BURROS!!!!!

(Aliás, todos os lorienos são loiros?)
Em várias passagens dizem que os “morgadorianos são ótimos estrategistas”, mas nenhuma das ações deles demonstrou isso de verdade. Várias falhas de discernimento mais tarde, descobrimos que COMPARADOS AOS LORIENOS, realmente, os morgadorianos são muito bons estrategistas. Entendemos porque a raça foi praticamente extinta numa passagem primorosa que mostra como eles são brilhantes. Aliás, a história toda envolvendo o Bernie Kosar (que eu só leio como KORSAR) é mais um dos indícios da falta de sagacidade do número Quatro, particularmente.
Eu gargalhei MUITO com esse livro. A premissa era tão interessante, principalmente para uma pessoa viciada em Sci-Fi, aliens e essas coisas, mas os autores não conseguiram fazer um livro além do mediano. Ele é diversão pura e simples e se você começar a lê-lo esperando algo além disso, irá se frustrar. Acho que foi isso que aconteceu com a Valéria na resenha dela.
Em inglês, não consegui sair do prólogo de tão chato que achei, mas em português consegui ler com facilidade. Nesse ponto, acho que ter lido traduzido ajudou mais a me divertir com o livro do que se lesse na língua original.
De qualquer forma, o livro é bem “pipoca”, como aqueles filmes divertidos sem pé nem cabeça que você assiste só para rir. Quero muito ler o segundo agora para acompanhar as desventuras dos aliens mais burros do universo!
(PS: Aparentemente é MUITO FÁCIL falsificar toda uma vida e documentos nos Estados Unidos…)
Classificação: Três legados