Lido em: Português

Editora: Intrínseca 

 Algumas verdades ficam melhor mortas e enterradas — do contrário, podem destruir tudo em que você acredita

A vida de Nora Grey ainda está longe de ser perfeita. Sofrer uma tentativa de assassinato não foi a melhor das experiências, mas, pelo menos, Nora ganhou um anjo da guarda: Patch, que de angelical não tem absolutamente nada. Ele é lindo, irresistível, misterioso… e está com ela. O problema é que ele sido cada vez mais evasivo, e, o pior: parece muito interessado na grande inimiga de Nora, Marcie Millar.Não fosse isso, Nora jamais teria notado Scott Parnell, velho amigo da família que acaba de voltar para a cidade. Ainda que Scott a deixe furiosa na maior parte do tempo, é impossível não se sentir atraída. Lá no fundo, porém, ela tem certeza de que ele guarda um segredo.Atormentada por repetidas visões do pai, inexplicavelmente assassinado anos antes, Nora começa se perguntar se haveria alguma conexão entre a morte dele e o fato de pertencerem a uma linhagem de nefilins. Ela quer descobrir o que realmente aconteceu, mas isso é muito arriscado. Algumas verdades ficam melhor mortas e enterradas — do contrário, podem destruir tudo em que você acredita.

Sinopse Oficial.


Crescendo é um livro desnecessário. A história contada em Sussurro se encerra em si mesma sem pontas soltas (alguns mistérios são bons para serem resolvidos pelo leitor). Apesar disso, a autora encontrou brechas para continuar e formar uma trilogia. Não devia ter feito isso.

Nesse livro perdemos os personagens. Nora e Patch se desenvolvem e viram chatos e enfadonhos. Nora se transforma na rainha do chororô sem motivo e Patch é idiota. Além disso, temos uma participação da Vee – aquela melhor amiga que só serve para dar coice – grande até demais e do Rickon, o BFF do Patch. Além disso, aparece um novo personagem, Scott, que “compete” com Patch por Nora e… ZZZ.

Sério. O livro se divide em Nora se lamentando e Nora se metendo em problemas por birra. Aquele elemento de mistério tão presente no primeiro livro foi perdido aqui e não senti vontade nenhuma de desvendar o “mistério” presente em Crescendo. Ainda mais, a autora tomou umas decisões que tornaram a história forçada. Assim, parece que ela se esforçou demais para chocar e no final só ficou tosco. Ao contrário do que algumas pessoas acharam, eu achei o final qualquer coisa menos instigante. Na verdade, tive ódio quando vi que acabava daquela maneira. Sabe quando você lê 300 páginas esperando que o livro melhore, ele começa a melhorar e aí… PUFF. Final ridículo? Foi o que aconteceu comigo.

Uma coisa que não pude deixar de reparar é que Crescendo tem elementos similares à Lua Nova. Não sei se comentei na resenha que fiz de Hush Hush (Janeiro do ano passado, aqui), mas ele me lembrou Crespúsculo em algumas partes. Não vou me ater a Hush Hush. Estamos na resenha de Crescendo, não é mesmo?
Nessa continuação, o nosso casal também se separa motivado por (entre outras coisas) a diferença de espécie e a mocinha se lamenta e começa a ser disleixada. Além disso, um amigo de infância de Nora surge na equação como “possível interesse amoroso”, embora só seja utilizado como um argumento no enredo para que Nora se jogue em problemas. São ecos do outro livro, apenas, e há uma diferença fundamental: a protagonista.

Até eu sou mais inteligente que você, Nora!

Diante de Nora, Bella parece ser brilhante e espirituosa. O problema da Nora é que ela é idiota e egoísta nesse livro inteiro, além de ser tão inteligente quanto um cachorro quente com milho. Será que é difícil fazer uma personagem que seja lógica e faça coisas de forma a não precisar ser salva? Dói? Enfim. Ela é a principal culpada pela separação e fica de mimimi, esperando que Patch volte rastejando. Como isso não acontece, ela se joga em diversas situações perigosas que Patch AVISA EXPLICITAMENTE para ela se afastar, na esperança de fazer ciumes e/ou ser salva. Não passa por sua cabeça em momento algum que talvez aquilo pudesse matá-la e, OPA,estando morta ela não veria Patch nem a pau! É absurdo e frustrante seguir uma narradora que se comporte dessa maneira. Talvez se o livro fosse narrado por uma formiga ou algo assim eu tivesse me divertido mais.

Como eu previ na minha resenha, a continuação “estragou” a história… Não sei nem porque eu li. Ah, eu sei. É porque ganhei da Nanda (hahahahahaha, pobre Nanda! Ela vai ficar traumatizada porque a gente só faz resenha negativa dos livros que ela dá!) e eu a amo demais para não ler o que ela me dá. s2
Enfim. Silence tá aí. Teremos uma série que é tipo “Cala a boca”, “Ih, olha o barulho!” e “SILENCIE-SE!”.
No evento de lançamento (que eu coordenei, hahaah!), algumas pessoas me perguntaram da onde veio Crescendo e agora invoco nossa amiga Nodame para explicar.

A Nodame é uma estudante de Piano da faculdade e esse menino aí é o Chiaki, que estuda para ser maestro. Eles sabem muiito de música e por isso vão nos ajudar \o/.
Quando você lê uma partitura, existem várias formas de interpretar as sucessões de notas que estão ali. Você quer que as coisas sejam rápidas? Quer que sejam lentas? Quer que sejam altas? Quer que abaixem gradualmente? A música pode ser classificada, então, pelo seu Timbre, Intensidade e Altura. O que interessa para a gente aqui é a INTENSIDADE. Ela pode ir, da mais fraca para a mais intensa:

molto pianissimo
pianissimo
piano
mezzo-piano
mezzo-forte
forte
fortissimo
molto fortissimo

Um Crescendo é quando a música vai da intensidade mais fraca até a mais forte (por ex, de Piano até Forte).
Fez sentido? É um bom título para um livro, só é uma pena que a história não tenha sido satisfatória para mim!
Classificação Geral: Duas notas musicais desafinadas~