Ano: 2010
Língua: Inglês (será lançado hoje pela editora Intrínseca  com o título “Eu sou o Número Quatro”)
Editora: HarperCollins 
Autor: Pittacus Lore (pseudônimo para James Frey e Jobie Hughes)

“I Am Number Four,” é a história de nove alienígenas adolescentes do planeta Lorien, que é atacado por seres hostis de outro mundo. 

Misteriosas identidades alienígenas. Recém-descobertos poderes paranormais. Romance inesperado. 

“I am Number Four” é o primeiro livro de Pittacus Lore de nova série de um grupo de jovens lutando para superar o passado, descobrir seu futuro – e viver uma vida normal na terra. Alienígenas Mogadorian mortais que ameaçam a existência de John Smith, também conhecido como Number Four (Número Quatro).  

Originalmente do planeta Lorien, John está prestes a desenvolver poderes, conhecidos como legados. Estes legados de seus ancestrais permitiram que ele lute a batalha de sua vida, mas John está dividido entre o seu destino de Lorien e o amor que ele nunca pensou que poderia ter por uma garota humana.”



Ganhei este livro no meu aniversário da amiga Nanda e por muitos motivos acabei enrolando a leitura dele e só tive chance de pegar para lê-lo hoje pela madrugada (insônia causada por dormir às sete e meia da noite e ler “O Exorcista”) e, na real, eu esperava BEM mais deste livro, sério mesmo. 

Awww… NOT.

Minha sensação depois de tê-lo lido é de que essa história de perseguição e alienígenas do bem/do mal não passaram de uma desculpa tola para um romancezinho adolescente água-com-açúcar e tosco. Foi uma das maiores decepções que tive no ano, porque com todo aquele bafafá que estão fazendo por causa desse livro e toda aquela divulgação pesada do livro e do filme (que vai lançar em abril no Brasil e saiu em fevereiro nos EUA), esperava que fosse uma das coisas mais legais e geniais de 2011. Minha recomendação para quem vai ler o livro esperando muito dele é que, bom, não espere, porque não é lá aquelas coisas. 


Me assustei pela primeira vez quando vi um elogio do Michael Bay. O homem dirigiu “Transformers” e achou o filme uma maravilha, o que esperar de uma pessoa assim (sei que muita gente gosta do Michael, mas detesto o cara)? Meu pensamento naquela hora foi, “PQP, esse livro deve ser um grande lixo”, mas mesmo assim fui em frente e o início prometia. Aliás, tudo prometia: da capa super bonita à trama que parecia ser muito perfeita  e genial. 

John Smith, para sobreviver, não pode chamar atenção para si mesmo, ele até muda de nome e cidade toda vez que faz algo de “extraordinário” para se manter vivo. Só que tudo começa a desandar quando John Número Quatro Smith, no primeiro dia de aula em sua mais nova escola, consegue chamar atenção da escola inteira meio que desafiando Mark (o bambambam do futebol americano do colégio), fugindo de uma discussão com Mark meio que do nada, se enfiando em uma porta da vida e sendo conhecido como o garoto que “fugiu-entrou-em-uma-sala-e-saiu-de-lá-com-o-rosto-vermelho-e-suado-hmmm-o-que-ele-estaria-fazendo?”. Para alguém que passa a vida inteira correndo sendo perseguido por alienígenas malvados e tendo que aprender a se misturar sem chamar atenção, ele está indo de mal a pior. Se eu fosse o guardião de John, o Henri, teríamos mudado de cidade no ato. 

Daí por diante tudo vai ficando mais e mais esquisito ainda. Tive momentos incontáveis de, “Que porra é essa?!”. Tem uma hora que John está vendo por uma bola de cristal mágica, o planeta Lorien ser destruído e Henri (seu responsável) está falando para ele sobre o dia que o avô de John fez uma brincadeira que fez com que os dois rissem daquilo um ano e meio inteirinho. Tive a impressão de que os autores queriam fazer um contraste entre os momentos bons e péssimos do planeta destruído, no entanto, ficou uma cena sem pé-nem-cabeça.

Com uma melancia na cabeça, o Número Quatro seria mais discreto.
Outra hora que achei nada a ver, foi quando Mark chama John, Sam e Sarah para uma festa na casa dele depois de ter sacaneado MUITO feio com os três em um festival de Halloween de Paradise. Mais uma vez me questionei qual é o problema do Número Quatro, porque, novamente, ele está sendo perseguido, precisa ser discreto e tem gente na cidade que suspeita dele.Tudo bem, na festa Mark não fez nada, mas Número Quatro, o poço da discrição, consegue chamar atenção para si próprio da mesma forma, e é incrível que nem assim os Mogadorians (aliens do mal) suspeitam em que cidade John está apesar deles terem se encontrado uma vez (não vou desenvolver mais sobre o encontro deles para não dar spoiler). 


Uma entre as várias cenas “Que porra é essa?!” foi a de quando Mark mostra um video para o John e pergunta se aquilo era verdade e de repente Henri e John discutem seriamente e Mark pergunta outra vez e de repente, ele (Mark) some de cena. Ou seja, a situação resolvida, porque John e Henri não precisam explicar nada para Mark e é isso aí. 
Awww…NOT².

Nem o romancezinho entre a Sarah e o John é interessante, porque eles têm quinze anos, se conhecem a menos de um cinco meses e já estão jurando amor eterno. Sério? Sério mesmo?!  

Existem três personagens que se salvam no livro inteiro se safam: Henri, o cachorro Bernie Kosar e a Número Seis. A Sarah e o Sam poderiam até ser legais, se eles não ficassem tão bizarros durante o livro. John “Número Quatro” Smith não tem salvação de tão absurdo e parece um robô falando: “Eu sou mais rápido que os humanos, sou tão forte que posso tacar um humano até o próximo estado, tenho poderes paranormais blábláblá”. Um porre, viu?  

Ai, meu Pai Eterno… Que livro chato e bobo. Tanto desperdício com uma história com tudo para dar certo… 

Minha vontade era a de trocar o livro com alguém depois de lê-lo, contudo, vários dois motivos me impediram. Primeiro, ele foi presente de aniversário e segundo, a minha versão hardcover é realmente bonita e vai enfeitar minha estante. Na verdade, todas as capas de “I am Number Four” que vi são muito bonitas.  

Capa da Intrínseca. 8D 

E antes que vocês pensem que sou hipócrita, acho que assistirei ao filme por motivos muito justos. Gosto muito da Dianna Agron e do Timothy Olyphant (Te amo desde “Hitman” e  quis tanto ser a Jennifer Garner na vida depois de assistir “Catch and Release” =3 CASA COMIGO!!!!) e acho que eles merecem uma chance, ainda que o filme provavelmente seja tão ruim quanto o livro. 

Classificação:
Dois legados.

Fiquem com o trailer do filme…