AUTORES: Perrault, irmãos Grimm, Andersen e outros

EDITORA: Zahar
FORMATO: Edição de bolso



“Contos de Fada” é um livro que reúne os melhores e mais famosos contos que conhecemos desde a infância, divididos por autor. Não tem como explicar a minha felicidade em finalmente poder ler as histórias que ouvia da minha família quando criança.

Minha alegria aumentou mais ao ver que eles tinham colocado originais, não adaptações como a maioria dos livros com contos de fadas fazem. Não que adaptar o original seja ruim, mas sempre tive desejo de ler as histórias originais saber o quão diferente elas eram das obras adaptadas, se eram melhores, se eram chochas, como, de fato, elas eram. Sinceramente, apenas queria saber.

amei os contos originais!

Por mais que sejam curtinhos, não dá parar de lê-los até que terminem, porque é imperativo chegar ao final e descobri o que acontecerá em diante, a curiosidade te possui. Entretanto, não recomendo que esse livro seja lido em um fôlego só, por mais pequenino que seja e por maior que seja o ânsia de saber o que acontece noutros contos.

“Contos de Fadas” é um livro para ser apreciado, ou seja, para ser lido lentamente para que a informação seja realmente processada.

No matter what!

Limitei-me a dois contos por dia e mesmo assim me espantei com o final de alguns contos que sempre me foram contados de outra forma, e, também me choquei com a maldade que havia nesses contos. Os tempos eram outros, óbvio, mas levar isso em consideração não me deixou menos abismada: certos pais, crianças e situações eram extremamente maldosos, malcriados ou levados.

Por exemplo, o João de “João e o Pé de Feijão”, ainda que tivesse boas intenções para a própria família, era ingrato e cobiçoso. João invade uma casa grande por curiosidade, mexe onde não deve e foi salvo várias vezes pela mulher do gigante (que adorava papar humanos) para que ele não fosse comido pelo esposo e como João retribui? Rouba o gigante e sua família e no fim, faz algo ainda pior (que por mais que eu acredite que todos saibam, prefiro não contar para não estragar o final para os que não sabem ou não conhecem a história)!

Os contos, por mais que tenham uma pontinha de perversidade, têm uma lição de moral a dar e é nessa hora que duvidamos se estes dão lições para crianças ou para adultos. Em “João e Maria”, os pais fazem de tudo para que os filhos se percam na floresta, porque não podem alimentá-los e não querem comer menos do que comiam, não importando que isso significasse a morte das crianças. No fim, quem aprende a lição principal são os pais (no caso, o pai dos meninos), por mais que os dois meninos ainda tenham aprendido sua parte.


Agradeço muito por não ter nascido naquela época. =O

Bom, agora sobre o livro em si e não mais sobre o conteúdo, devo dizer que a Editora Zahar fez um trabalho magnífico nesta edição. A capa é dura e bem-feita, a tradução está sublime e achei o máximo o fato de todos os contos terem em suas páginas quadros feitos por artistas da época sobre cada história, o que deixou o livro mais encantador ainda! :)

Gostei também o fato deles dividirem os contos por autores e fazer uma pequena introdução sobre eles para que conheçamos as pessoas que escreveram histórias que ouvimos de nossos parentes desde… Bem, sempre.

Algumas histórias como a da “Chapeuzinho Vermelho” se repetem, mas é muito legal ver as várias versões do mesmo conto.

E além de tudo, o preço é muito acessível. <3 O mais caro que vi foi 20 reais, o que achei um roubo considerando que paguei R$ 12,90 na minha edição. =D

Um livro obrigatório, juro!! :3