Para início de conversa, eu não li Killing Bono, embora esteja na minha lista desde que a Bee (@beetasarti), minha amiga linda viciada no Ben Barnes e escritora de fanfics, comprou e leu. Como o trailer do filme saiu recentemente e ela estava surtando, pedi que ela escrevesse sobre o livro e o filme para compartilhar com vocês!
(Aliás, entrem
aqui e leiam a história original que ela está escrevendo que envolve um avião, um ator estranhamente parecido com alguém que a gente conhece, uma menina tão normal quanto você e amigas doidas como eu.)
Deixo vocês com a Bee! :D

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Pra quem encomendou o livro pelo site da Cultura, esperou mais de um mês até ter o material em mãos e está quicando de vontade para ver o filme, o que eu posso dizer é que, até agora, valeu o sofrimento.
Vamos ao resumo:


Um livro que fala da banda irlandesa mais conhecida do momento, o U2, só que contada pela perspectiva de um narrador frustrado e um tanto egocêntrico que foi colega de escola e amigo de Bono Vox. Trata-se da história dos irmãos Neil e Ivan McCormick,e a busca incansável pelo sucesso no mundo da música. Eles tinham estilo, eles tinham a banda, eles faziam shows, mas nada disso parecia ser o bastante para fazê-los decolar e, principalmente, superar os colegas de escola. A ilustre biografia de uma banda desconhecida, que acabou virando um relato muito divertido e peculiar da trajetória do próprio U2.




Por que “Não menos que épico?”:




Eu poderia dizer que nada que envolva o nome U2 consegue ser modesto, singelo, pequeno ou simples e também é verdade que nenhum desses adjetivos poderia ser aplicado ao Neil. A narrativa cria uma sensação de intimidade deliciosa com os personagens e pra quem é apreciador de grandes nomes da musica, de Beatles a Sex Pistols, vai se sentir em casa.


Neil traça o perfil tragicômico de toda banda em início de carreira. Pra quem já teve uma banda, ou já fez caridade indo a um showzinho da banda de um amigo próximo, vai se reconhecer nas páginas deste livro. Todo mundo neste meio “Underground” já foi parar em lugares suspeitos, com gente estranha, pra ouvir musica ruim e consumir bebida barata…A pior parte é lembrar do solo de bateria quando você acorda de ressaca no dia seguinte.


É também frustrante ver o que não se trata apenas de dedicação e achar que tem talento pra coisa. É necessária uma centelha, algo que é determinante na distinção entre o ordinário e o inovador. Este é o ponto no qual as duas bandas seguem como antagonistas uma da outra e também a razão pela qual o nome original do livro é I was Bono’s Doppelganger. Algo mais ou menos no sentido de “Eu era o gêmeo mal do Bono”.


Neil narra algumas passagens bem interessantes de sua juventude ofuscada e os diálogos dele com Bono são, na minha opinião, o ponto alto do livro. As conversar de dois jovens com suas dúvidas quanto ao trabalho que desenvolvem, suas crises de insegurança, suas ambições, seus romances e até mesmo suas dúvidas a respeito de Deus e religião (temas difíceis de discutir na Irlanda das décadas de 70/80) me convenceram de que seria uma experiência única sentar num pub com os dois, tomar uma Guiness e jogar conversa fora.


Há momentos no livro que você já não sabe mais dizer se Neil odeia o amigo com todas as forças, ou se é seu maior admirador e, apesar de ser uma obra extremamente crítica em vários pontos, o livro foi prefaciado pelo próprio Bono. Acho que isso bastou pra me convencer a ler o livro.




Personagem favorito:
Neil McCormick

(Bem que ele diz que eles não fizeram sucesso porque o cabelo dele era ridículo…
Mas o Ben ficou fofo. Parecendo minha tia avó.)



Por que?:


O cara realizou o meu sonho…Ser expulso da aula de ensino religioso (não estou brincando). Além disso, ele conseguiu ser colega do Bono, perseguir o sucesso estando colado em uma das bandas mais cultuadas da atualidade, fracassar e não surtar (ou pelo menos estar se recuperando bem) com o sucesso alheio. Fora que ele tem um jeito meio leonino de ser com o qual eu me identifico XD.




Trecho favorito do livro:


O dialogo de Bono e Neil num hotel de Londres após o primeiro show do U2 fora da Irlanda. Sem falar na descrição de Neil sobre a sensação de ouvir Lucy In The Sky With Diamonds pela primeira vez (finalmente alguém soube descrever o que eu sinto quando ouço essa música).




Expectativa para o filme: 



Estou otimista, mesmo se tratando de um filme independente (terei sorte se chegar ao Brasil) e com atores relativamente desconhecidos. O papel de Neil McCormick será interpretado por ninguém menos que Bem Barnes (vou tentar não dar pinta de que eu sofro um abalo sísmico pelo cara, mas tudo bem). Confesso que acho que o senhor Barnes tem um jeitinho muito “bom moço” pro papel, mas ele já conseguiu me surpreender com Dorian Gray e só por isso tem meu voto de confiança. Além dele temos Robert Sheeman no papel de Ivan McCormick e Martin McCann como Bono.
O primeiro trailer foi animador. Em dois minutos e dez segundos de vídeo eu consegui visualizar muito bem os personagens e até dei boas risadas com as crises de inveja do Neil (Bem Barnes), essas foram bem fieis.


Eu queria poder informar a data de estréia (pelo menos nos EUA) com precisão, mas não encontrei. Deve ser início do ano que vem, ou pelo menos assim espero.




Nota: Quatro Bonos e um McCormick
Editora: Pocket Books. Sem previsão de lançamento no Brasil.

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Aqui voltamos para a Bell! Eu estou tão ansiosa quanto ela por esse filme e quero MUITO ler o livro, hahaah! Aqui embaixo você pode ver o Trailer, com legenda em espanhol porque não achei em português… dá para entender!

Muito obrigada por compartilhar com a gente, Bee!!!!

Além disso, você pode ver o blog da produção do filme aqui! É muito divertido, principalmente a entrevista com o Neil e o Ian McCormick!