Minhas primas vieram aqui pra Brasília no último feriado e eu e a Bell arrastamos elas pra fazer todos aqueles programas legais de Brasília – ir pra Feira da Torre, ir pra Praça dos Três Poderes e ser atacado por pombos, visitar aquela maquete subterrânea de Brasília, tirar foto na catedral, ir na Livraria Cultura…. -

Todos eles fora muito divertidos, mas com certeza o mais legal foi ir no CCBB ver a exposição do Escher, que veio pra Brasília no dia 12 de outubro e vai pro Rio e pra São Paulo a partir de 26 de dezembro. 
O M.C Escher é um artista gráfico holandês que trabalha muito com ilusões de ótica, representações do infinito, construções impossíveis e truques de perspectiva. Ou seja, prepare-se para sair com dor de cabeça da exposição. Tipo nesse xilogravura, que é uma das mais famosas dele. Não importa pra qual ponto você olhe, a imagem continua fazendo sentido. Posso contar um segredo? Na exposição eu ficava brincando de fingir que dava peteleco nos bonequinhos para eles caírem da escada, até que o segurança veio brigar comigo.
O Escher provavelmente é um dos artistas que foi mais absorvido pela cultura pop. Mesmo que você, nerd do meu Brasil, não conheça diretamente as obras dele, você com certeza já esbarrou com uma ou outra referência. O filme Labirinto, por exemplo, que é um dos meus filmes favoritos (A Bell chama ele de “Filme da Xuxa” por causa dos fantoches) tem várias cenas inspiradas no Escher, que as escadas foram inspiradas em Relativity: 
As esferas mágicas do Jareth também são referências do Escher, que já fez vários auto-retratos explorando as esferas espelhadas.

Você provavelmente já viu esse desenho, que eu chuto que é a obra mais famosa dele, em algum lugar.

Provavelmente no clipe Drive, do Incubus…
[A incorporação tá desativada, ODEIO quando isso acontece. Mas você pode ver aqui: http://www.youtube.com/watch?v=LSYiSqx--7o
Encerrando a sessão “Escher na cultura pop”, também tem Inception, que eu não vi, mas que a Val e a Bell já viram umas quinze vezes. A Bell me assegurou que tem várias cenas que são inspiradas no Escher. Na verdade, dá pra reconhecer algumas só pelo trailer.

Além das obras – são, no total, 95 obras exibidas – também tem uma sala interativa (a Sala dos Espelhos) com instalações inspiradas nos trabalhos dele. Como tudo que envolve Escher, elas dão um belo nó na sua cabeça e a parte mais legal é descobrir como elas são feitas. Como próprio nome da sala já diz, todos os efeitos são feitos com, , espelhos, mas você precisa prestar um pouquinho de atenção para descobrir a disposição dos espelhos, como na Sala Impossível ou no Periscópio. (não sei se é porque eu sou medrosa, mas mesmo eu sabendo que eram só espelhos, eu fiquei com um pouco de vertigem quando eu fui ver o periscópio)

Eu ia adorar colocar as fotos que a gente tirou, mas elas estão todas na câmera da minha prima. Eu prometo que se ela me mandar as fotos eu coloco aqui no post mais tarde.

Então, gente que mora em São Paulo e no Rio: dêem um jeito de ir visitar a exposição no CCBB,  vale muito a pena. E, lembrando quem mora em outras cidades, mas tem parente morando por lá: a exposição vai ficar a mostra no período das férias! É um ótimo motivo para viajar.
E a entrada é livre.