“Londres, 1896. A sociedade inglesa está em frenesi pelas novas descobertas da ciência, e o recente romance A Máquina do Tempo, de H.G Wells, esquentou os debates sobre um tema até então pouco explorado:  as viagens temporais. Um homem ambicioso chamado Gilliam Murray afirma ter o conhecimento de como viajar no tempo, e cobra uma pequena fortuna dos mais abastados para viajar para o ano 2000 e presenciar a batalha entre homens e máquinas que decidirá o curso da humanidade. Vários acontecimentos se desenrolam tendo como centro as supostas viagens temporais, nas quais H.G Wells está estranhamente ligado” 

Título: Mapa do Tempo
Autor: Félix J. Palma
Tradutor: Ari Roitman e Paulina Wacht
Páginas: 462
Preço: R$ 49,90
ISBN: 978-85-98078-91-5

Qual é a o opinião geral sobre esse livro?
 O livro tem três partes. A primeira, já citada na sinopse, é a mais chatinha. Por ser a primeira, é a mais lenta e o Andrew é uma ANTA. A segunda é muito fofa, porque tem uma vibe muito Terminator (Alô, Capitão Derek Sheckleton, o salvador da humanidade) e a Claire e o Tom são uma graça. A terceira é com certeza, a mais WTF. Aquela carta do H.G Wells pra ele mesmo é uma das coisas mais esquisitas que eu já li. Você passa o livro inteiro pensando que viagens temporais são balela e que todos aqueles riquinhos são uns burros e então…
Com certeza, é um livro muito WTF. Quase todos os steampunks são WTF, mas esse daqui quebra barreiras. Tem o Jack, o Estripador, o Bram Stoker. Porém, o autor tem o mérito de conseguir que, como resultado final, isso não fique muito esquisito. As coisas se desenrolam com uma naturalidade impressionante para as proporções do romance – porque mexer com figuras históricas e transformá-las em personagens que respiram e têm falhas não é uma tarefa fácil – e no final fica a impressão que tudo aquilo foi só um devaneio, uma viagem. Mas, oras, essa não é a função da fantasia?


Por que a classificação “Steampunkmente Épico”?
Eu acredito que o steampunk é um tanto superestimado, mas esse livro é muito, muito legal. E é steampunk. Portanto, é “steampunkmente épico”.

Qual(is) seu(s) personagem(ns) favorito(s)?
Eu amo muito a Clairy e o Tom, da segunda parte do livro. A Claire é muito divertida e pranfrentex (adoro essa palavra. Eu não ligo se ela é brega. O Wando é brega e ainda assim eu gosto dele)  e o Tom é inacreditavelmente fofo, mesmo tendo criado toda aquela história do Capitão Derek Shackleton. O Charles Winslow, que aparece no começo do livro também é um cara muito legal e esperto, só o primo dele (o Andrew) que é um saco. E nunca imaginei que o H.G Wells fosse tão whip-smart.
 
Nota para a capa: Eu achei muito, muito linda e adequada com o tema. Se destaca na livraria. Dez. :P (a capa que eu achei na internet é feia e achatada. na vida real a capa é muito mais bonita)

Classificação geral: Quatro cronotilus.

Esse livro foi um oferecimento da…. (baquetas) Editora Intrínseca! \o/