Capa do Hardcover. Sim. Minha mãe chamou de “Livro lindo, com a capa toda coloridinha!” (acho que ela não viu que era uma matança de unicórnios e de zumbis.)

Eu sei, vocês acham que eu sou parcial aos zumbis, não é?
Não é verdade. Eu gosto mais de Zumbis porque eles são MELHORES, mas li os contos de unicórnios sem preconceito, principalmente porque no segundo ano eu e meus coleguinhas participavamos da seita do CHIFRE DO UNICÓRNIO!
Tinhamos até um hino… observem…

O chifre do Unicórnio
É a chave para o mal
que brota nas
LONGÍNQUAS COLIIIIIINAAAAAAS

O sabre de *cesurado*
que nos trás um ideal
controla
CRIATURAS MARIIIIINHAAAAS

ME DÁ UM COPO DÁGUA!
(Disse o unicórnio, lambendo a minha testa)


E por aí vai. Um dia eu canto e gravo para vocês. A Letra e a melodia foram feitas pela minha amiga super criativa Laura e que toda vez que alguém fazia algo idiota, era punido com o chifre do unicórnio (um papel de propaganda enrolado para formar um cone). É. Éramos crianças felizes.
Mas é óbvio que zumbis são melhores.

Mas vamos ao que interessa. Os melhores contos de Unicórnio. Não posso falar isso dos de zumbis, porque TODOS SÃO BONS, MUAHUAHUA.

The Care and Feeding of your Baby Killer Unicorn – Diana Peterfreund:  Passado no mesmo mundo da sua história atual, Rampant, Diana nos mostra uma garota que sofreu um ataque de unicórnios no passado mas que é recompensada de alguma forma por isso… ganhando um bebê unicórnios. Mas os unicórnios dela são ASSASSINOS, então ela treina uma MÁQUINA MORTÍFERA!
É um conto fascinante, o melhor de unicórnios da antologia, sem dúvida. Você é transportado para a história e quer saber muito mais quando chega no fim (só que a personagem não é dos livros), além de que se apega aos personagens de uma forma que não é normal. Então, tá aí. O Chifre do Unicórnio é a chave para o mal… (hahaah!)

Inoculata – Scott Westerfeld: Mais uma sobre o apocalipse zumbi. Você acharia que ficaria repetitivo depois de um tempo, mas não. Cada autor consegue criar um mundo novo, com pessoas novas e uma história nova. Brincando com a ideia de vacina e virus, o Scott nos joga numa das últimas colônias a salvo da infecção e nos apresenta quatro adolescentes/crianças que têm um papel fundamental na inoculação…
Oi, é o Scott. É narrado em primeira pessoa e a protagonista é badass demais (não tanto quanto a Iza, da Carrie Ryan), além de que a história é genial.
Princess Prettypants – Meg Cabot: Uma garota ganha um unicórnio de presente de 17 anos… é. Bizarro, né? Se ela tivesse sete ou cinco anos, faria sentido. Um unicórnio que peida flores e arrota arco-íris. Ridículo.
Ou será que não? Quando Liz Freelander precisa ajudar uma amiga que foi vilipendiada por um valentão, Princess Prettypants se transforma em Glória, uma vingadora vinda direto da… Fairyland… para poder trazer justiça ao mundo.
Ou algo assim. Além de ser muito engraçado, traz uma mensagem super legal de que você não pode deixar que um namorado ou um garoto manipule as suas decisões. Você é quem decide a sua vida, você é quem controla as rédeas.
Óbvio, depois do Killer Unicorns, é o melhor conto do livro (da parte de Unicórnios, é claro)!

Cold Hands – Cassandra Clare: Será que a Cassie leu Incidente em Antares? Porque toda essa ideia de uma cidade em que os mortos se levantam e viram zumbis é meio familiar. Apesar disso, é uma história bem interessante. A protagonista é namorada do filho do Duque e futuro Duque, mas ele é assassinado de repente… depois de algumas noites, ele não volta.
Mas todo mundo volta. O que aconteceu com ele?
Obviamente, é um plano maligno do padrasto dele para que ele nunca assuma o poder… Mas o tiro sai pela culatra.
O negócio é, achei o conto mais fraquinho de zumbis da coletânea. É porque é mais centrado no romance e, bem… namorar uma pessoa morta?
Eca, eu passo.
The Third Virgin – Kathleen Duey: A história do unicórnio emo. A única coisa que ele quer depois de vários anos é acabar com a sua vida. Entenda: ele fica feliz quando suga os anos de vida de outras pessoas, ao mesmo tempo em que se culpa por ter matado pessoas. Além disso, vive sozinho e as únicas pessoas que podem falar com ele são pessoas puras de coração com uma necessidade grande. A terceira virgem é uma garota vitima de um incêndio e ele pede que ela acabe com a sua vida, em troca da cura.
Obviamente, é uma lição de moral. O unicórnio é sádico (nós percebemos isso) e egoísta, porque a única coisa que ele quer é ser amado.
Seria o unicórnio, finalmente, uma metáfora para a condição humana?

Prom Night – Libba Bray (também conhecido como Porn Night, pelos meninos do meu curso): O conto que encerra a antologia me lembrou um pouco de Gone. Só que nesse, os adultos escolheram/foram expulsos da cidade porque a praga zumbi estava se espalhando primeiro neles e depois nos seus filhos. Seguimos Tahmina, que assumiu o posto de policial numa cidade cheia de adolescentes e crianças, no dia do Baile da Escola. Mesmo sem escola, é bom manter as coisas dentro da normalidade, não é? Principalmente se eles não vão durar muito tempo vivos… É bom ser feliz enquanto podem.
É um conto muito legal, mostrando nuances de uma vida sem adultos e em que a lei é feita pelos próprios adolescentes. Não existe mais dinheiro e a sociedade voltou a trocar coisas que se precisam. Tahmina e seu amigo DIVA  Jeff  vão de um lugar para o outro, contendo ânimos, até chegarem ao baile. Lá, Tahmina nos revela algo chocante…

Enfim, no final, é uma antologia de contos MARAVILHOSAS. Até os contos nojentinhos de unicórnio são legais (eu já li BEM piores em outras coletâneas). O livro merece…
CINCO ZUMBIS ASSASSINOS!

E eu recomendo para todo mundo que gosta de boas histórias. Talvez no final você saia gostando de zumbis. Talvez odeie os contos de zumbis e ame os de unicórnio. Sei lá. Tem história para todos os gostos aí! E, é claro, só autores bons (talvez tirando o Garth Nix.)