Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.









Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.
Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.



Qual é a opinião geral sobre esse livro?
Eu sou preconceituosa.

Dou ao máximo de apoio aos escritores brasileiros, vocês sabem, já viram quantas opiniões de livros nacionais e divertidos já dei aqui no blog, é só procurar que você encontrará. Contudo, sempre guardo um pouquinho de preconceito no meu coração (sempre me surpreendo e tento mudar, mas continuo preconceituosa) com escritores brasileiros que não sejam clássicos. O meu  prejuízo aumenta, principalmente, quando leio na contra-capa de um livro que a história tem um “que” de J.R.R. Tolkien. Para mim esse escritor é único e nenhum outro chega perto dele. Psh! Ainda mais quando se trata um brasileiro do mundo (Sou terrivelmente nacionalista, mas tenho essas cismas. Não tentem entender, até eu já desisti e aceitei o fato. =O)

Fui praticamente “obrigada” a ler esse livro e estava incomodada por ser história de anjos. Sério, que saco! Logo em seguida me irritei com o prólogo. Pensei, “PQP, se o livro começou assim, não vou terminar de ler NUNCA! Vou ler até a página 50, se não funcionar vou obrigar a Bia ou a Bárbara lerem, porque não vou ter saco!”.
Como o arrependimento dói…
Sabe quando falei que estou sempre sendo preconceituosa e sempre me surpreendo? Pois é… Mais uma vez um autor brasileiro me deu um “tapa na cara” e me mostrou que não adianta apenas ser nacionalista, é preciso confiar também. Ai, se eu tivesse dado confiança antes… O livro é simplesmente PERFEITO! Lembra no início que desconfiei ainda mais do Eduardo Spohr porque o compararam com o deus da literatura épica? Me enganei mais uma vez. O cara escreveu essa história com tantos detalhes e tão coerentemente produzidas e são tantos personagens e histórias paralelas, mas que se unem para formar o todo. Foi maravilhoso… A experiência foi maravilhosa. Tenho certeza de que o Tolkien deve estar sorrindo seja lá onde ele estiver, por um cara ter feito uma obra tão bela e densa quase tão divertida quanto a que ele fez. 

Fazia um tempo que não me dedicava tanto a um livro (considerando que só tenho lido coisas de leitura rápida e fácil, acho que tem sentido! XD). Sempre que dava minha opinião para a Bárbara, ela brigava comigo porque estava lendo devagar demais e ela queria mais livro para ler e dar opinião! XDD Amiga, estava apenas absorvendo todas as informações possíveis. =D 
O Eduardo fez muita pesquisa, tenho certeza, porque não tem como escrever um livro desses sem pesquisa, entretanto teve alguns erros que notei (mas só porque sou insuportável e nerd em história). Por exemplo, no meio do Império Romano o Ablon falar que vai encontrar a feiticeira na Itália. Na época, não existia a Itália. Naquele tempo, existia o Império Romano, que não é o mesmo e sem contar que o país italiano só surgiu em 1861. Mas eu sou insuportável, me ignorem. Até hoje não me esqueço de um professor de História do primeiro ano que falou que Henrique VIII mandou seus representantes para o Vaticano para pedir o divórcio de suas mil e quinhentas esposas (Vaticano só surgiu 1929 com o Tratado de Latrão que o facista Mussolini e o papa Pio II assinaram para criar esse Estado)… Mas fora eu, quem liga para isso mesmo? XDDD aheuhaue! 
Qual(is) seu(s) personagem(ns) favorito(s)?
Posso amar todos menos o Apollyon, o Euzin, o Nimrod (mago dos infernos!!!) e todos os espíritos etéreos? XD Mas se tenho que escolher preferidos, o Ablon, o Gabriel, o Miguel, o Lúcifer, a Shamira e a Flor do Leste entraram na lista! O Miguel e o Lúcifer estão no TOP 4 junto com o Ablon e o Gabes, porque dá para entendê-los, juro que dá. Acho que se fosse criada e amada pelo Pai acima de tudo e o amasse ainda mais, eu faria uma coisa dessas… Na verdade, se eu estivesse no lugar deles, faria exatamente o mesmo, por isso não os culpo. 
No início, odiava Miguel com todas as minhas forças, mas no fim do livro e a atitude dele foi explicada, vi que o compreendi perfeitamente. Engraçado, né? 
Por que a classificação “Bloody and Epically Epic”?
Putz… Só lendo para entender o quão p*ta épico esse livro é. Perdão pela palavra feia, mas não achei outra que demonstrasse toda a paixão que sinto pela “A Batalha do Apocalipse” e como procurei a palavra. Sério,  LEIAM! Nada como um livro bom desses para te deixar feliz por muitos dias! =Dd  
Classificação geral: Cinco Arcanjos, Sete Cornetas, um Lúcifer, Dezoito Renegados e um Armagedon. (É bom assim! XD)

Nota pra capa: Três renegados. Não gostei muito da capa, esqueci de dizer no início… Mas a edição de colecionador… Bom, ela ganha Quatro renegados e um Apocalipse! =P

Esse livro foi cortesia da Editora Record :D