Grace foi atacada por lobos quando tinha 11 anos. Poderia ter morrido, mas foi salva por um lobo de olhos amarelos. Desde então, ela é fascinada por lobos e sempre espera o inverno ansiosa para rever o seu lobo, e todo ano eles se reencontram e ficam se olhando de longe, por horas. O ritual se estica por anos, até que a vida de Grace complica: um garoto da escola é atacado por lobos e os homens da cidade se mobilizam para caçá-los. Ela não consegue impedir que atirem no seu lobo e, surpresa, ela encontra um garoto de olhos amarelos nu, caído na soleira de casa. Sim, era o lobo dela. Não demora muito e Grace e Sam (o lobo tem nome) começam a namorar, mas além de problemas com o seu bando, o romance ainda tem um empecilho: depois de um tempo, Sam não vai mais conseguir se transformar em humano, permanecendo lobo pelo resto da vida. Então, como lidar com a paixão sem futuro? 

Qual é a opinião geral sobre esse livro?
Nem precisa dizer que é triste, né? Mesmo assim, é muito lindo! Graças aos deuses não tem aquela encheção de saco no começo, os dois começam logo a namorar. E tudo é muito “ooown” e a gente fica se perguntando por que a Grace não se transformou em lobo depois do ataque (ponto provavelmente esclarecido em Linger). Outra coisa muito legal é conhecer os outros lobos do bando pelo ponto de vista de Sam (eles intercalam na narrativa) tipo a chata da Shelby, o Beck e o Ulrik \o/ \o/
Eu achei a Shelby um elemento útil, mesmo sendo meio clichê, ficou bem aliado ao caso do Jack (nunca confie nesse povo chamado Jack. Lições do Neil Gaiman. Se você não entendeu, espere até a resenha de O Livro do Cemitério. Rá.) 
Por que a classificação “Não tão épico, mas ainda sim ótimo”? 
Porque, por definição, não é um livro épico. Não tem pancadarias intensas, fugas dramáticas nem nada disso. Na verdade, é um livro bem contido e acho que se isso é possível, tem uma narrativa meio nevada. (?) 
Mesmo não sendo épico, é um livro ótimo e bem diferente do que eu estou acostumada a ler. Não tome como um livro tranquilo, porém. A seu modo, Calafrio consegue ser bem intenso. 
Qual(is) seu(s) personagem(ns) favorito(s)?
AMO, AMO O SAM E A GRACE! Eles são um casal tão fofo! :3 E eu imagino o Sam sempre com puppy eyes. Eu amo os poemas/músicas do Sam e a personalidade forte e controlada da Grace.  
Também amo a Olívia (eu passei boa parte do livro odiando ela, mas ela tem seus motivos) e a Rachel, as amigas da Grace. Também amo o Ulrik, porque eu adoro gente bêbada da Alemanha. 
Citação favorita: 
“De repente me dei conta de como éramos diferentes. Pensei que, se Grace e eu fôssemos objetos, ela seria um elaborado relógio digital, ajustado de acordo com a hora mundial em Londres com perfeição técnica, e eu seria um globo de neve: lembranças remexidas numa bola de vidro.”
(Calafrio, Ed. Agir, pág. 78, quize reais no Submarino [Não fui paga para dar essa informação. Tanto faz, porque já está fora de estoque])
Classifação geral:
Quatro lobos 
[Quando vocês estiverem lendo isso, eu estarei flanando pelas ruas de Montevideo. Eu vou escrever o Diário de Bordo, mas não vai ser simultâneo, sorry ><]

Resenha integrante do Especial Férias :O